Ações do PanAmericano sobem de novo e ganham 55% em 2 dias

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Publicado por Editor | Colocado em Brasil, Economia | Data: 02 fev 2011

UOL

As ações preferenciais do Banco PanAmericano (BPNM4), que pertencia ao empresário Silvio Santos, deram um salto pelo segundo dia seguido. Os papéis preferenciais encerraram esta quarta-feira (2) com alta de 26,44%, negociados a R$ 6,60. Em dois dias de pregão, as ações do PanAmericano subiram 55% (valiam R$ 4,26 na segunda, e terminaram em R$ 6,60 nesta quarta-feira).

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM), que regula a Bolsa, já está investigando o comportamento das ações do Panamericano nos pregões anteriores ao anúncio da venda do controle do banco ao BTG Pactual, feito na segunda-feira após o fechamento do mercado.

Trata-se de um procedimento padrão adotado pela autarquia após a divulgação de fatos relevantes, com vista a apurar se houve comportamento atípico tanto nos volumes quanto nos preços negociados em bolsa de valores.

O desempenho é resultado da compra do controle do PanAmericano pelo BTG Pactual anunciada na noite de segunda-feira.

Com as ações preferenciais, os investidores conseguem receber em primeiro lugar os dividendos da empresa.

Na terça-feira (1º), os papéis do banco tiveram valorização de 22,5%.

Ainda na Bolsa, destaque para uma estreante. A marca de sapatos femininos Arezzo lançou suas ações nesta quarta-feira na Bolsa. As ações da Arezzo dispararam 11,84%, negociadas a R$ 21,25.
O que aconteceu

O Banco PanAmericano, do grupo do empresário Silvio Santos, teve um rombo de R$ 4 bilhões. A descoberta veio à tona em duas partes: no final do ano passado a direção do banco informou o primeiro rombo de R$ 2,5 bilhões. Mas, na semana passada, vazou a informação de que o prejuízo era R$ 1,5 bilhão maior, somando os R$ 4 bilhões.

No início desta semana, o BTG Pactual anunciou a compra do banco por R$ 450 milhões. Mas a aquisição depende da aprovação do Banco Central.

O Pactual informou ao mercado que vai fazer uma oferta pública de R$ 4,89 por ação preferencial do PanAmericano. O valor é o mesmo pago a Silvio Santos.

O problema é que a oferta pública não tem data para acontecer. “Ainda não dá para calcular o preço-alvo do papel, porque ainda não saiu o balanço do banco”, afirma Clodoir Vieira, da Souza Barros.

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