Adversários temem por democrata em campanha

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Publicado por Editor | Colocado em Bahia, Política | Data: 28 dez 2009

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do Tribuna da Bahia

Paulo Souto e Geddel: quem apoiará quem?

Da mesma forma que a manutenção da candidatura do ministro peemedebista Geddel Vieira Lima (Integração Nacional) ao governo baiano integra o plano de interesses estratégicos dos partidos que dão sustentação ao candidato Paulo Souto (DEM), que veem nela a garantia de que a eleição será definida no segundo turno, o rumo que o democrata vier a assumir na sucessão baiana também virou motivo de atenção entre peemedebistas.

Guardadas as proporções, o motivo é praticamente o mesmo: eles acreditam que Geddel tem condições de superar o favoritismo de Souto no decorrer da campanha, alcançando o segundo lugar hoje ocupado por ele, mas acham que a permanência do ex-governador no jogo sucessório é fundamental para evitar que o governador Jaques Wagner liquide a eleição logo no primeiro turno.

“O PMDB tem uma única preocupação com relação à candidatura do ex-governador Paulo Souto: que ela desidrate a ponto de deixar de existir, prejudicando nossos planos de chegar ao segundo turno com Geddel disputando com Wagner”, diz um deputado peemedebista, comparando a atual situação do ex-governador com a do ex-prefeito Antonio Imbassahy (PSDB) na sucessão municipal passada. Com excelente recall decorrente de dois mandatos muito bem avaliados na Prefeitura de Salvador, o tucano Imbassahy entrou na campanha de 2008 liderando as intenções de voto, mas acabou esvaziando-se progressivamente até a eleição por falta de estrutura partidária. É o fenômeno que os peemedebistas dizem temer que se repita com Souto nos próximos meses. Eles apontam uma justificativa para a preocupação: a forte ofensiva que as forças governistas fazem sobre prefeitos do DEM, um dos pilares da sustentação política necessária a qualquer candidatura que não se apresente potencialmente como favorita numa campanha eleitoral.

“Sem estrutura partidária, fica difícil enfrentar uma campanha como a que se inicia”, diz a mesma fonte. O PMDB sabe do que está falando quando se refere à ofensiva governista sobre prefeitos ligados a candidaturas adversárias. Na convenção que o partido realizou no domingo passado, agentes infiltrados do governo teriam contabilizado a presença de apenas 16 prefeitos, o que seria um sinal do “enfraquecimento” de Geddel. O presidente do PMDB, Lúcio Vieira Lima, alegou que os peemedebistas estavam todos presentes e que os 16 prefeitos vistos eram de partidos aliados.

Apoio a Paulo Souto

O presidente estadual do Democratas, o ex-governador Paulo Souto, ganhou o apoio da ex-prefeita de Ibicaraí, Monalisa Tavares (PMDB), à sua pré-candidatura ao governo do estado. O anúncio foi feito em evento com a presença de lideranças políticas locais e centenas de moradores da cidade, que lotaram o auditório do hotel Tropical, em Ibicaraí, na noite do último sábado (26/12).

Acompanhado pelos deputados federais ACM Neto (DEM) e João Almeida (PSDB), o ex-prefeito de Feira de Santana José Ronaldo (DEM) e o pré-candidato a deputado estadual Bruno Reis (DEM), Paulo Souto ouviu a peemedebista justificar o apoio à pré-candidatura do Democratas, reclamando do abandono em que se encontra Ibicaraí e a Bahia na atual gestão petista. “Eu governei esta cidade (Ibicaraí) no período de 2004 a 2008. Foram dois anos com Paulo Souto, como governador, e outros dois com o atual Jaques Wagner (PT)”, disse Monalisa.

Segundo ela, houve bastante ajuda de Paulo Souto à administração dela, com a realização de grandes obras na cidade, mas Wagner não colaborou com nada. “A explicação para o descaso era porque eu não era amiga de Wagner. Sim, mas agora o prefeito de Ibicaraí é do PT e a cidade continua desamparada pelo governador atual”.

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