Alimentos saudáveis são parte mais cara da dieta

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Publicado por Editor | Colocado em Saúde | Data: 11 jun 2011

A Tarde

Entre as gôndolas do supermercado, o dilema se impõe. O que colocar no carrinho, o produto mais saudável ou aquele que cabe no bolso? Na maioria das vezes, o que prevalece é a segunda opção. Ser saudável, definitivamente, custa mais caro. A afirmação que já fazia parte do senso comum foi demonstrada em um estudo da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP).

A pesquisa descobriu que são justamente as frutas e hortaliças a parte mais cara da dieta do brasileiro. Segundo o nutricionista e coordenador do estudo, Rafael Claro, se uma pessoa quisesse ingerir mil calorias comendo frutas e hortaliças, seria preciso um gasto médio diário de R$ 4,50.

 

Por outro lado, se a escolha fosse ingerir a mesma quantidade de calorias com alimentos a base de açúcar, o gasto diário seria quinze vezes menor: apenas R$ 0,30. “Os produtos de menor preço são os menos saudáveis e de maior consumo na população”, explica Claro. O cenário faz com que as famílias tenham um consumo de frutas e hortaliças aquém do recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

A entidade internacional recomenda que o consumo destes produtos devem compor pelo menos 7% da dieta diária de uma pessoa. No Brasil, a participação das frutas e hortaliças entre os que fazem parte da faixa dos 25% brasileiros mais pobres é de apenas 1,6% da dieta diária. Entre os 25% mais ricos, este índice sobe para 4,0%, ainda aquém do recomendado pela OMS.

Quem prefere comer alimentos mais saudáveis, mas não tem condições de arcar com o custo, se vira como pode. É o caso da manicure Eliana Santos, que compra frutas e verduras em pequenas porções. “Compro um pouco de cada, mas busco levar sempre”, explica.

Valor nutricional – Na avaliação do nutricionista e pesquisador Rafael Claro, os alimentos mais baratos são os que possuem menor valor nutricional. “São produtos diretamente ligados à obesidade e de doenças crônicas”.

Desta forma, o aumento no consumo de produtos saudáveis trazem benefícios ao bolso no médio e no longo prazo. “A redução dos gastos com saúde seria uma vantagem fantástica”, orienta.

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