Animal não suporta peso de carroça, fratura as patas e é abandonado em via pública

0

Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 15 jan 2015

Tags:, , ,

da Redação

Com informações e foto do Itapetinga Agora

AnimalA vizinha cidade de Itapetinga protagonizou uma cena triste e chocante. Um cavalo de carroça não suportou o peso da carga que transportava e sofreu fratura em duas patas. O fato ocorreu no Bairro Quintas do Morumbi, na tarde desta 2ª feira (12),  no vizinho município. O animal apresentava sinais de maus tratos e subnutrição.

Na cidade de Vitória da Conquista cenas de animais sendo chicoteados e levando carga além de suas forças são comuns com a total omissão do poder público municipal. Os maus tratos são constantes onde também são produzidas cenas chocantes e lamentáveis.

Em setembro do ano passado, no dia 26 completam exatos 20 anos que o saudoso poeta e escritor Mozart Tanajura  escreveu para o programa Resenha Geral da Rádio Clube – fazendo um relato do que presenciou em Vitória da Conquista de cenas de maus tratos praticadas contra animais de carroça. Leia trechos da defesa do poeta em favor dos animais e até hoje nada foi feito:

(…) “Assisti ontem, por volta das 17 horas, junto ao CEASA, a uma cena impressionante: um pobre burro caído no asfalto com a sua carroça, sendo horrivelmente espancado pelo seu dono, sob a curiosidade de uma pequena multidão, para que se levantasse e prosseguisse a sua via-crucis, carregando um peso além de suas forças. Hoje pela manhã deparei-me no Alto Maron, quase à entrada da Barra do Choça, com “espetáculo” semelhante ao anterior, digno de repúdio e revolta de qualquer espírito bem formado”.

MozartE continuou Tanajura em sua carta: (…) “ À noite, quando não estão atrelados ao pesado madeiro da carroça, nas quedas e nos açoites, para cumprirem um trabalho forçado e penoso, são peados e jogados nas ruas para comer papel e restos de alimentos que a população atira descuidadosamente nas vias públicas. Em vez de milho e capim que deveriam acabar com a fome destas pobres criaturas, elas recebem chibatadas, o ferrão e a peia que lhes roem as carnes e os ossos”, relatava o poeta em sua carta-documento.

Os comentários estão encerrados.