Bahiafarma é inaugurada em Simões Filho; Vitória da Conquista aguarda há 7 anos por sua unidade

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Publicado por Mateus Novais | Colocado em Saúde | Data: 26 jun 2014

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por Mateus Novais

0012O Governo do Estado inaugurou hoje a unidade industrial da Fundação Baiana de Pesquisa Científica e Desenvolvimento Tecnológico, Fornecimento e Distribuição de Medicamentos (a Bahiafarma), no Centro Industrial de Aratu, em Simões Filho. O projeto inicial também incluía a construção de uma unidade no Distrito Industrial dos Imborés, em Vitória da Conquista. A obra deveria estar funcionando desde 2007, mas foi abandonado pelo Governo.

Em Simões Filho, a Bahiafarma irá funcionar nas instalações da Diamed, uma fábrica de bolsas de sangue desativada por problemas societários. Em 2012, o deputado estadual Sandro Regis havia dito que “a Bahiafarma vai colocar seu nome em remédios produzidos por laboratórios privados em instalações de terceiros, contrariando justamente os objetivos ideológicos dos seus defensores, que desejavam medicamentos produzidos diretamente por laboratório estatal.”.

Em Vitória da Conquista, a estrutura da indústria foi anunciada pelo governador Jaques Wagner para funcionar em 2007, ano em que o governador tomou posse. O investimento seria em torno de R$ 18 milhões. Mas o prédio encontra-se entregue ao mato, esperando que as obras, licitada em junho de 2013, sejam finalizadas.

De acordo com reportagem publicada no site Terra, a finalização do projeto, com custo de R$ 601.748,95, é de responsabilidade do governo municipal. A licitação, concluída em junho de 2013, tinha o prazo de conclusão em oito meses, contando a partir da data de assinatura da ordem de serviço, que já teria sido dada.

Ainda segundo a reportagem, a diretora da Bahiafarma, Julieta Palmeira, reclamou: “Estamos aguardando que o prefeito (Guilherme Menezes) nos repasse (o galpão), para a gente sair a campo para buscar os investimentos e transformar isso aí numa grande possibilidade de avanço biotecnológico”.

Estima-se que, se a Bahiafarma já estivesse em operação e o governo federal estivesse comprando medicamentos da empresa pública, a economia com compras de medicamentos de laboratórios privados chegaria a 60%.

A Bahiafarma tem perspectiva de fabricar os medicamentos Trastuzumabe (para tratamento do câncer de mama), Etarnecept (artrite reumatoide), Adalimumab (artrite reumatoide), Sevelamer (insuficiência renal), Carbegolina (hormônio) e dois remédios para pacientes transplantados: Everolimo e Micofenolato sódico.

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