Bebê com suspeita de fibrose cística espera há uma semana transferência para uti neonatal

0

Publicado por Mateus Novais | Colocado em Saúde | Data: 06 jan 2016

Tags:, , ,

por Mateus Novais

IMG_0501Gabriel pode ter a mesma doença que levou a morte de sua irmã. Foto: arquivo familiar

Angústia é o que está passando a família de um recém-nascido em Vitória da Conquista. Milton Cruz e Leuça Souza aguardam a transferência do seu filho, que apresenta sintomas de fibrose cística, uma doença que se não for diagnosticada e tratada no início pode levar a morte, para um leito de UTI neonatal. A aflição do casal é ainda maior porque há dois anos eles perderam uma filha, também recém-nascida, com o mesmo problema.

Gabriel nasceu no Hospital Unimec no dia 29 de dezembro e retornou a unidade de saúde dois dias depois, apresentando febre e convulsão. Segundo a família, o acompanhamento da gestação de Leuça foi feito no Hospital Esaú Matos, onde eles esperavam que o bêbe nascesse. Eles dizem que o hospital sabia do risco de o pequeno Gabriel precisar de atendimento de emergência. Entretanto, no dia em que Leuça entrou em trabalho de parto, ela foi ao Esaú Matos, mas não foi avaliada como parto de risco e foi encaminhada ao Hospital Unimec.

“O Esaú Matos falou pra gente que ele tinha que nascer lá, porque eles dão prioridade para crianças que nascem lá. Aí, a gente fez do jeito que eles pediram. Ela chegou lá quase parindo e depois nós tivemos que vir de ônibus pro Unimec”, conta o esposo de Leuça, Milton Cruz.

Segundo o relatório médico, o bebê Gabriel está sofrendo com falta de ar e há a suspeita de fibrose cística. O relatório também orienta que o bebê tenha cuidado intensivo, que o hospital não oferece.

Com medo de ver a história se repetir, a família procurou o Ministério Público, que entrou com uma ação na Justiça pedindo a transferência imediata do bebê Gabriel. “Eu estou com a liminar na mão, em que o juiz garante o direito da gente. Mas se a gente tem esse direito, porque que eles não cumprem?”, questiona o pai do pequeno Gabriel.

Através de nota, o Hospital Esaú Matos confirmou que atendeu Leuça no dia 29 de dezembro de 2015 e transferiu a paciente para outra maternidade por ela ser classificada como gestante de baixo risco pela equipe médica. Além disso, a lotação naquele momento no Hospital Esaú Matos contribuiu para a decisão de transferência.

A Secretaria Municipal de Saúde disse estar buscando junto a Central Estadual de Regulação um leito. “Assim que a vaga surgir o paciente será transferido”. Já a Secretaria Estadual de Saúde disse que o bebê não está incluído na regulação estadual.

Os comentários estão encerrados.