Beneficiária do “Minha Casa” aguarda imóvel há 4 anos, mesmo já contemplada

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Publicado por Mateus Novais | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 18 nov 2014

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por Mateus Novais

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A manicure Sirlene Araújo paga R$ 250 de aluguel para morar em um cômodo que serve de quarto e sala em um bairro periférico de Vitória da Conquista. Ela foi obrigada a alugar o espaço, onde divide com o filho, depois que perdeu a residência que financiaria pelo programa Minha Casa, Minha Vida.

Após quatro anos de espera, Sirlene foi contemplada com uma unidade, mas não pode financiar o imóvel porque estava em processo de divorcio. “Fui eu quem fez o cadastro para receber a casa, mas não sei porque ficou no nome o meu ex-marido. Por isso mandaram eu refazer todo o cadastro de novo; eu fiz. Depois disseram que o problema era na Caixa. E ficaram me jogando para um lado e para outro”, conta a manicure.

DSC_1465Com todos os documentos em mãos, ela recorreu à justiça para garantir o benefício. Porém, até agora Sirlene não conseguiu resolver esse problema. “Eu já procurei a Defensoria Pública e o Ministério Público, mas me disseram que tinha que ser na Defensoria Pública Federal. Eu fui na Defensoria Pública Federal, mas lá me disseram que tinha que ser na Estadual, porque o problema é no cadastro. E a Estadual tornou a dizer que era na Federal. Aí depois a Federal confirmou que era com eles, mas que era muito complicado resolver o problema”.

Na época em que dona Sirlene foi contemplada com uma casa, ela chegou a visitar o imóvel, que fica no conjunto habitacional Campo Verde, no bairro Campinhos. No entanto, devido ao impasse burocrático, ela passou a ter prioridade na entrega dos próximos imóveis. De lá pra cá, mais de três mil residências foram entregues no município e dona Sirlene não foi contemplada com nenhuma delas.

Segundo a manicure, ela também tentou resolver o problema na Coordenação de Habitação Popular de Vitória da Conquista, mas até agora não deram nenhuma solução. “Eu já perdi as contas de quantas vezes fui na ‘Habitação’, mas eles sempre me dizem a mesma coisa, que meu caso está na lista de prioridade. Mas até agora eu não recebi minha casa. Me falaram que era para eu procurar a coordenadora da Habitação, dona Regina [Guimarães], mas eu nunca consegui falar com ela”.

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