Câmara discutirá crise hídrica em sessão especial

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Publicado por Editor | Colocado em Meio Ambiente, Vit. da Conquista | Data: 05 abr 2017

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da Redação

Conteúdo Ascom / Câmara Municipal

Acontece na próxima quarta, 5, às 8h30, sessão especial na Câmara Municipal de Vitória da Conquista (CMVC) para debater o problema da escassez de água no município. Apesar das fortes chuvas nos últimos dias, Conquista vem há quase um ano sofrendo com o racionamento de água. Segundo especialistas, o Nordeste vive uma das piores secas das últimas décadas. Além disso, o município espera a construção da Barragem do Rio Catolé, cuja licitação, no ano passado, resultou deserta algumas vezes. A expectativa é que o processo licitatório ocorra em breve. A audiência foi proposta pelo vereador Rodrigo Moreira (PP) e obteve o apoio de todos os demais vereadores. O tema é recorrente na Casa que já fez audiências, sessões, reuniões e outras ações envolvendo Embasa, prefeitura de Vitória da Conquista e Barra do Choça, governo estadual e sociedade.

Barragem – Um dos temas a ser debatido é a construção da aguardada Barragem do Rio Catolé. No início deste ano, a Embasa apresentou, numa audiência pública, os estudos ambientais, o projeto de engenharia e educação socioambiental da construção da barragem à comunidade conquistense. A construção da Barragem do Catolé busca garantir disponibilidade hídrica para abastecimento de Vitória da Conquista, Belo Campo e Tremedal, no sudoeste do estado. Com investimento de R$ 182 milhões, o empreendimento será construído no município de Barra do Choça e ocupará uma área total de bacia hidrográfica de 761 quilômetros quadrados com espelho d’água de 160 hectares. Sua extensão será de 347 metros e altura máxima de 53 metros, possibilitando o armazenamento de 23,4 bilhões de litros, volume quatro vezes maior do que a capacidade de armazenamento de água da barragem de Água Fria II.

O projeto da barragem do Rio Catolé passou por três licitações que resultaram em desertas por falta de construtoras interessadas em realizá-lo. Após nova revisão para tornar-se mais atrativo no mercado da construção civil, o projeto foi submetido à Caixa Econômica Federal, em junho do ano passado, para que ela autorize a realização da obra e, assim, abrir outro processo de licitação visando a contratação de uma empresa executora.

 

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