Casos de leishmaniose no Sudoeste preocupam; doença pode levar à morte

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Publicado por Mateus Novais | Colocado em Saúde | Data: 24 fev 2015

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por Mateus Novais

leishmanioseO levantamento dos casos de leishmaniose (calazar) na região Sudoeste da Bahia preocupa as autoridades de saúde do estado. Ao todo, foram registrados 18 casos nas cidades próximas a Vitória da Conquista em 2014. Por se tratar de uma doença “negligenciada”, a preocupação é redobrada, já que pode levar a morte em até dois meses.

A doença é transmitida por um mosquito, que infecta animais domésticos, como cães, e acaba retransmitindo para o ser humano. De acordo com o geógrafo e coordenador da Vigilância Epidemiológica do Núcleo Regional de Saúde, Eliezer Almeida, explica que a doença se torna mais preocupante em crianças e idosos, pela baixa imunidade, e pode levar à morte. “Não há uma estimativa concreta, mas podemos afirmar que, se não houver tratamento, entre 10 dias a 2 meses, a pessoa pode morrer”.

Em entrevista à repórter Mônica Cajaíba, o coordenador explicou que há “doenças que chamamos de negligenciada, como doença de chagas, esquistossomose e outras. Nós temos a dengue, que é uma doença ‘elitizada’, e esquecemos esses outros agravos que é tão importante quanto a dengue. A leishmaniose, por exemplo,está entre as cinco maiores doenças endêmica, segundo a Organização Nacional de Saúde”. Ele ainda salientou que, em cinco municípios da região, incluindo Vitória da Conquista, a “transmissão é intensa”. “Em Barra do Choça houveram 10 casos de leishmaniose tegumentar em 2014 [que provoca graves danos na pele]”. Já em Mirante, houveram 4 casos do tipo visceral [ mais grave e que pode levar a morte], assim como em Vitória da Conquista (2), Tremedal e Pres. Jânio Quadros (1). “Vale ressaltar que, em 2007, Anagé e Caraíbas houve quatro mortes”, finalizou Eliezer Almeida.

Ele ainda pede que a população fique atenta aos sinais e sintomas da doença. Os animais podem ter febre, falta de apetite, perda de peso, problemas locomotores, fraqueza, caquexia, queda do pêlo, crescimento exagerado das unhas, entre outros. Já os humanos podem apresentar febre persistente, emagrecimento, dor abdominal, anemia, apatia, escurecimento da pele, aumento do fígado e do baço, entre outros.

Sobre o diagnóstico da doença, o coordenador da Vigilância Epidemiológica diz que no ser humano é usada a anamnese, que é a investigação clínica, e exames. Já no cão são feitos exames laboratoriais por meio do teste rápido.

Por fim, ela lembra que a doença no animal não há tratamento preconizado pelo Ministério da Saúde e que no ser humano o mesmo varia entre 20 a 40 dias.

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