Concha do Centro de Cultura não tem alvará para realização de shows

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Publicado por Mateus Novais | Colocado em Cultura | Data: 13 jul 2016

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por Mateus Novais

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Vitória da Conquista é carente de espaços públicos para a realização de evento. Disso todo mundo sabe e todo produtor cultural conquistense se queixa há muito tempo. O problema é que os poucos que tem não oferecem estrutura adequada, o que impede a realização de eventos que fogem do main stream.

O principal deles, o Centro de Cultura Camilo de Jesus Lima (que está há 3 anos com seu teatro fechado), com sua Concha Acústica, é apontado como o principal local para a realização de shows. No entanto, o espaço mais dificulta do que facilita a vida do produtor alternativo.

O problema já começa com a falta de alvará. Isso mesmo, o alvará de funcionamento da Centro de Cultura (um equipamento do Governo do Estado) não serve para a realização de eventos na Concha. Toda vez que se faz evento na Concha tem que solicitar vistoria do Corpo de Bombeiro, vistoria do CREA-BA, vistoria da Vigilância Sanitária, tirar alvará na Prefeitura, pagar o ISS da Prefeitura e o ECAD. Tudo isso custa dinheiro.

Mas o problema é mais extenso. Depois de todos estes gastos, o produtor terá que providenciar toda estrutura de som, luz, cobertura, etc. E a administração do centro de Cultura ainda cobra R$ 500 ou 10% da bilheteria (o que for maior) para eventos que vão até as 22 horas. No caso dos que ultrapassarem este horário o valor sobe monstruosamente: R$ 2 mil.

Por estas e outras é que a média da Concha conquistense é de um evento por mês. Só para efeito de conhecimento, a Concha Acústica do Teatro Castro Alves, em Salvador, recebe pelo menos quatro eventos por semana.

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