Conquista: comércio supera a construção civil em número de demissões no ano

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Publicado por Mateus Novais | Colocado em Economia | Data: 23 abr 2016

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por Mateus Novais

Protesto contra proibição dos bingosDe janeiro a março deste ano, a economia conquistense eliminou quase mil postos de empregos com carteira assinada, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, divulgado nesta sexta-feira (22). Nos últimos três meses, o pior desempenho foi registrado pelo comércio, com o corte de 462 postos de trabalho, em Vitória da Conquista. Em seguida aparecem os setores da construção civil (-253) e da indústria de transformação (-142).

No comparativo dos últimos três meses, março foi o que registrou maior crescimento do desemprego, em Conquista. O comércio demitiu 213 trabalhadores com carteira assinada, seguido da construção civil (-144) e do setor de serviços (-75). Em fevereiro, o saldo foi: comércio (-186), serviços (-76), indústria de transformação (-69) e construção civil (-44). Em janeiro: comércio (-85), indústria de transformação (-44) e construção civil (-27).

O que chama a atenção é o fato do comércio na terceira maior cidade baiana ter superado a construção civil como o principal carro-chefe de demissões. Para se ter uma ideia, a construção civil foi a que mais demitiu em 2015, com saldo negativo (acumulado entre demissões e admissões) de 861 – os setores do comércio e serviços tiveram saldo negativo de 566 e 255, respectivamente.

Bahia

A economia baiana eliminou no mês de março 4.803 empregos com carteira assinada. No mês passado, o pior desempenho foi registrado pelo comércio, com o corte de 3.085 postos de trabalho. Em seguida aparecem os setores de serviços (-1.630) e da indústria de transformação (-1.547). A administração pública, por sua vez, liderou as contratações, com 920 novas vagas.

País

Em meio à crise política e à recessão econômica do país, que tem aniquilado milhares de empregos nos últimos meses, a administração pública foi o único setor a contratar em março. No total, foram fechados 118.776 postos de trabalho em todo o país na ocasião, mais de um terço deles só no comércio. Não escaparam da destruição de postos nem o setor agrícola, o único a apresentar crescimento da atividade, nem a construção civil, o principal termômetro do mercado de trabalho.

E os prognósticos para os próximos meses são negativos. Para especialistas que atuam no mercado financeiro, a pior marca para o mês da série histórica do Ministério do Trabalho e Previdência Social iniciada em 1992 demonstra que as empresas estão “sem margem de manobra” para lidar com a recessão.

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