Conquista: Prefeitura convida população para se cadastrar para doação de medula óssea

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Publicado por Editor | Colocado em Geral, Saúde, Vit. da Conquista | Data: 27 mar 2019

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Secom/PMVC/conteúdo

Março é o Mês Municipal de Incentivo à Doação de Medula Óssea, a novidade foi instituída pela Lei nº 2.252, de 17 de outubro de 2018. A norma faz uma homenagem a Henrique Ferraz Graziani, neto do vereador Gilmar Ferraz, que faleceu em decorrência de leucemia, no ano passado. Com apenas um ano e seis meses de idade, o pequeno aguardava a doação de uma medula óssea para realizar o transplante.

Para evitar que outras pessoas com leucemia, linfoma ou outra doença hematológica tenha o destino triste de Henrique, a Prefeitura Municipal convida toda a população para se cadastrar como um doador de medula óssea. O procedimento é bastante simples: basta comparecer na Fundação de Hematologia e Homeopatia da Bahia (Hemoba), localizado no Hospital Geral de Vitória da Conquista (HGVC), com um documento de identificação.

Qualquer pessoa saudável, entre 18 e 55 anos, pode se cadastrar. Os candidatos passarão por uma triagem, onde será avaliado o seu histórico de saúde, por meio da coleta de uma amostra de sangue.

Ajude a salvar vidas! Em Vitória da Conquista, o Hemoba fica no HGVC (Hospital de Base), localizado na Avenida Filipinas, bairro Felícia. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (77) 3427-4501.

Caso seja constatado que ele está saudável e apto para ser um doador, os seus dados serão cruzados com o de pessoas que estão aguardando o transplante. Se a sua medula for compatível com a de algum receptor, ele vai ser convocado para realizar exames mais específicos. Por isso, é importante manter os dados de contato, como telefone e e-mail, sempre atualizados no banco de dados.

A médica hematologista do Centro Municipal de Atenção Especializada (CEMAE), Luana Nunes, diz que o procedimento de doação mais comum é semelhante à doação de sangue por aférese. Ela explica: “No doador, é implantado um cateter de sangue periférico, que vai pegar uma veia, e vai ser acoplado a uma máquina. Essa máquina é responsável por filtrar células-tronco. Pega um pouquinho de sangue geral do paciente, mas vai pegar mesmo a célula tronco. A partir daí, o doador fica algumas horas na máquina. Quando a gente desliga, a gente vai ter uma bolsa rica em células tronco, que será infundida no receptor.”

A médica esclarece ainda que o procedimento é indolor e não costuma causar reações no doador. Mas, para quem recebe a medula óssea, essa pode ser a sua última esperança. “Normalmente, são pacientes graves, que ficam entre a vida e a morte esperando o surgimento de um doador para a realização do transplante”, conta Luana. E completa: “Muitas vezes, quando a doença é grave ou refratária ao tratamento inicial, o transplante de medula óssea é única opção pra aquele paciente manter as esperanças e continuar vivo.”

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