“Fico indignada com a política pública que está se estabelecendo nesse município”, diz coordenadora da Pastoral do Menor

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Publicado por Mateus Novais | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 20 mar 2015

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por Mateus Novais

DSC_3309Com o risco de fechamento de suas quatro unidades em Vitória da Conquista, a Pastoral do Menor saiu às ruas para protestar contra a decisão da Prefeitura Municipal de retirar os funcionários cedidos a 11 instituições filantrópicas, através da Secretaria de Educação. Somente na Pastoral, poderão ser desatendidas 800 famílias.

As instituições funcionam através de convênio, oferecendo projetos educacionais e esportivos, além de encaminhar para o mercado de trabalho milhares de jovens conquistenses em situação de vulnerabilidade social. A contrapartida da Prefeitura é o ofertamento de funcionários para o desenvolvimento dos projetos. “Nós temos espaços com manutenção, temos equipamentos, temos a contrapartida de funcionários próprios. Mas nós não vamos dar conta de mantermos toda a ação. Até porque isso é uma política pública de governo. Estamos na condição de parceiros, aquele que pode ajudar o governo a potencializar a ação”, explica a coordenadora de aprendizagem, Valdira Araujo.

A iminência do fechamento dessas instituições é avaliada pela coordenadora da Pastoral como “mais um golpe nessas famílias” que têm seus direitos violados diariamente. “O nosso município se encontra, em termos de violência e mortalidade entre os jovens, no 8º lugar no país. Então, nós só vamos contribuir ainda mais para que esse índice de violência aumente”, aponta Valdira. “Porque se deixar uma unidade dessa fechada, como está a do Jurema, nós estamos contribuindo com a prostituição. Se fechar uma unidade dessa no Cruzeiro, nós estamos contribuindo com o tráfico de drogas e aliciamento dos adolescentes. Se fecharmos uma das unidades do Jovem Aprendiz, nós vamos colocar os jovens na condição de demitidos”, diz.

Por fim, a coordenadora da Pastoral do Menor se diz indignada com a forma que a Administração Municipal trata as crianças e adolescentes da cidade. “Eu, enquanto coordenadora da Pastoral do Menor e conselheira do CECA [Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente da Bahia], fico indignada com a política pública que está se estabelecendo nesse município”.

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