Dengue: mudança climática acelera aumento exagerado da doença na Bahia

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Publicado por Editor | Colocado em Bahia, Geral, Saúde | Data: 05 ago 2019

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Da Redação

Fonte: B.Noticias

De acordo os dados são da Secretaria da Saúde do Estado (Sesab), o números de casos suspeitos de dengue na Bahia em 2019 atingiu impressionantes 51.595. O número é 626,2% maior que o registrado no mesmo período de 2018: foram 7.104 suspeitas da doença entre janeiro e julho do ano passado. Em número de mortes, a dengue já vitimou 25 pessoas com diagnóstico comprovado. Outros 11 óbitos estão em investigação.

Uma das razões para o aumento exagerado dos casos de dengue são as mudanças climáticas que interferem no tempo, aponta o infectologista Robson Reis Sol e chuva alternados é a combinação que as larvas do Aedes Aegypti precisam para se multiplicar. “A gente está em uma época do ano que é caracterizada por chuvas, mas o que é que a gente tem visto? Uma alternância de temperatura. Dias quentes e dias frios. Com sol e chuva a todo o tempo, as larvas se desenvolvem mais rápido. Elas podem ficar meses em um local. Quando vem a chuva e depois o calor, o ciclo de desenvolvimento da larva para o mosquito acaba sendo mais acelerado”, explica.

Em relação aos casos de dengue deste ano, o especialista informa que a circulação de um subtipo do vírus que não vinha ocorrendo nos últimos anos, contribui para o aumento do número de casos, uma vez que há uma população mais susceptível, que ainda não teve contato com aquele vírus e consequentemente também não apresentam imunidade para ele. Assim, quem já teve dengue transmitida por outro subtipo do vírus pode adoecer de novo pela doença.
 
As campanhas de conscientização são a principal frente contra o Aedes enquanto ainda não há uma vacina disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). Apenas na rede privada existe uma vacina para dengue, mas ainda não é um consenso na área, além de não ser indicada para crianças e idosos. O médico reforça para cuidados simples, que vão de uso de repelente, camisas de manga comprida, principalmente no final da tarde, momento em que os mosquitos mais picam, além de mosqueteiros e telas.

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