Denúncia do Ministério Público revela novos detalhes do caso pastor Edimar

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Publicado por Mateus Novais | Colocado em Polícia | Data: 17 fev 2016

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por Mateus NovaisDSC_0511A denúncia do Ministério Público da Bahia (MP-BA) dos três acusados da morte da pastora Marcilene Sampaio e sua prima Ana Cristina traz novos detalhes do crime. Segundo o pedido assinado pelo promotor de Justiça José Junseira, o crime foi planejado em conjunto para favorecer o Edimar Brito, mas quem desferiu os golpes contra as vítimas foi Adriano Santos.

Segundo o MP-BA, os denunciados agiram “em conjunto e com unidade de propósito”. A intenção inicial era matar Marcilene e seu esposo, Carlos Eduardo, “por terem saído da igreja dirigida pelo acusado Edimar e fundado a sua prória igreja, o que teria implicado na saída de vários fiéis da igreja de Edimar”.

A novidade apresentada pela Promotoria é que o autor das pedradas contra as vítimas (Marcilene e Ana Cristina) foi Adriano e não Edimar, como se especulou no início do caso. De acordo com a denúncia, após abordar as vítimas, Edimar saiu no veículo pertencente a Fábio – um Nissan Versa – com Carlos Eduardo e Fábio seguiu com a L200 de Carlos Eduardo, ambos em direção ao município de Barra do Choça. Na altura da entrada da UDV, Fábio abandonou a L200 e retornou em direção a Conquista dentro do veículo em que estava Edimar e Carlos Eduardo. Já Adriano ficou na estrada com as vítimas Marcilene e Ana Cristina.

“Enquanto estava sozinho com as vítimas, o denunciado Adriano, que portava um revólver, determinou que elas deitassem no chão, momento em que, aproveitando-se da impossibilidade de defesa das vítimas, deferiu-lhes vários golpes há cabeça e na face, com um bloco de concreto”, aponta a denúncia do MP-BA, concluindo que “os golpes aludidos revelaram a crueldade do acusado Adriano e causaram intenso sofrimento nas vítimas”.

Edimar da Silva Brito, Fábio de Jesus Santos e Adriano Silva dos Santos aguardam a resposta da vara do Júri, que irá definir se acolhe a denúncia e, posteriormente, mandará citar. Depois, os réus precisam se defender e, a partir disso, começa instrução do processo, quando as testemunhas serão ouvidas. Os três responderão por duplo homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, meio cruel e com recurso que impossibilitou a defesa das vítimas). Adriano ainda responderá por porte ilegal de arma.

Edimar, Fábio e Adriano encontram-se custodiados no presídio Nilton Gonçalves.

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