Dispersão das cinzas do poeta Clóvis Álvares de Lima reúne admiradores e amigos

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Publicado por Mateus Novais | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 04 maio 2016

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por Mateus Novais
fotos: Rafael Gusmão

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Amigos e admiradores do poeta conquistense Clóvis Álvares de Lima se reuniram, nesta quarta-feira (4), na Praça Tancredo Neves, para acompanhar a cerimônia de dispersão de cinzas do seu corpo. Clóvis era membro da Academia de Letras da Bahia faleceu no último dia 22 de março, aos 102 anos, em Salvador, onde foi cremado. A cerimônia foi um pedido do próprio poeta, pois foi nesta praça que o poeta nasceu, no dia 11 de março 1914, e onde ficava localizada a residência da família.

Contemporâneo de Camillo de Jesus Lima e Claudionor Brasil, participou da Ala das Letras e das Artes de Conquista e escreveu para o semanário local “O Combate”. Durante alguns anos, o literário colaborou com o jornal A Tarde, publicando crônicas e poemas na página literária. Colaborou também com as revistas A Luva, da Bahia, e O Malho, do Rio de Janeiro.

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Avesso a publicar em livro, teve, em 1975, alguns de seus poemas, traduções do francês e versões de poemas para essa língua, reunidos num volume organizado por Antônio Loureiro de Souza, intitulado A poesia de Clóvis Lima. O mesmo ocorreu mais adiante, em outro volume, com seleção e prefácio de Cláudio Veiga.

Devido a esse posicionamento, sua produção poética encontra-se, em grande parte, publicada nos diversos números da Revista da Academia de Letras da Bahia, entidade que integrava desde 1980, ocupando a Cadeira nº 22. Clóvis Lima foi o primeiro membro da instituição a chegar com vida aos cem anos de idade.

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