Em 45 minutos, Espanha coloca o Uruguai na roda e vence na estreia

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Publicado por Roberto Silva | Colocado em Esportes | Data: 16 jun 2013

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Lance Net

Espanha-Uruguai-Paulo-Sergio-LANCEPress_LANIMA20130616_0213_48Na estreia da atual campeã mundial na Copa das Confederações, pior para o Uruguai. Apesar do placar apertado, a Espanha não tomou conhecimento do adversário e venceu por 2 a 1, na Arena Pernambuco, Região Metropolitana de Recife. Os gols foram marcados por Pedro e Soldado, ambos na primeira etapa. O tento celeste, marcado por Suárez, saiu apenas nos últimos minutos.

Com o resultado, a Espanha além de se posicionar muito bem para se classificar à semifinal da competição, chegou a 26 partidas de invencibilidade em jogos oficiais. A última derrota da La Roja foi na estreia na Copa do Mundo de 2010, contra a Suíça. Na próxima quinta-feira, os espanhois pegam o Taiti, no Maracanã, às 16h. Três horas mais tarde é a vez da Celeste voltar a campo e enfrentar a Nigéria, na Arena Fonte Nova.

Sem dó e nem piedade

O primeiro tempo entre Espanha e Uruguai deixou clara a diferença técnica e tática dos dois times. De um lado, a Fúria, organizada, não deu chances para o adversário respirar. Por sua vez, a Celeste fazia força para trocar três passes e pouco assustou a meta defendida por Casillas. Não à toa, o resultado não poderia ter sido outro nos primeiros 45 minutos: 2 a 0 para a Espanha.

Apesar da superioridade técnica e dos quase 80% de posse de bola, o gol da La Roja (novo apelido do time campeão mundial) saiu de um lance de sorte. Após escanteio cobrado pela esquerda, Pedro acertou chute de fora da área que pegou em Lugano e foi morrer no fundo da rede celeste. Um duro golpe para o time comandado por Oscar Tabárez, que fez o que deu para se defender.

Verdade seja dita, o tento vermelho fez bem ao Uruguai. Mais corajoso, o time comandado por Luis Suárez se lançou ao ataque e assustou em lance isolado de Cavani, que obrigou Casillas a fazer defesa tranquila. Mas a ousadia custou caro. Aos 32, Fábregas achou lindo passe para Soldado ampliar o marcador e jogar um balde de água fria no adversário.

E poderia ter sido mais. Se não fosse por Muslera, que sofreu um bombardeio, e a trave, os espanhois já teriam saído com uma goleada na primeira etapa. Mérito de Vicente del Bosque e dos onze mágicos da Espanha.

Ritmo idêntico

Quem esperava uma Espanha avassaladora na segunda etapa se enganou. Com a vitória confortável, a Fúria tirou o pé do acelerador e comandou a partida à sua maneira, com inúmeros toques de lado e sem sofrer a menor pressão. O que não quer dizer que não tenha tido inúmeras chances.

O Uruguai bem que tentou. Oscar Tabárez colocou Lodeiro no lugar de Gargano, adiantanto seu time. Porém, a postura do adversário complicou a vida dos seus comandados. O jogador do Botafogo foi bem, arriscou alguns passes em profundidade, mas parecia que seus companheiros já tinham desistido do jogo.

No final da partida, o último dos moicanos, Luis Suárez, fez o gol de honra celeste. Em linda cobrança de falta, ele não deu a menor chance para Casillas. Pena que o tento saiu tão tarde, não dando a menor chance para o time dele reagir.

A diferença na posse de bola também serviu como parâmetro. A Fúria com 73% do tempo de jogo com a bola no pé, enquanto a Celeste com apenas 23%. Ficou difícil para o Uruguai, que até fez mais do que podia. A Espanha é que poderia ter forçado mais, goleado e feito história. Paciência.

FICHA TÉCNICA

ESPANHA 2 X 1 URUGUAI

Estádio: Arena Pernambuco, em São Lourenço da Mata (PE)
Data-Hora: 16/6/2013 – 19h (de Brasília)
Árbitro: Yuichi Nishimura (JPN)
Auxiliares: Toru Sagara (JPN) e Toshiyuki Nagi (JPN)
Público: 41.705 torcedores
Cartões amarelos: Arbeloa e Piqué (ESP); Lugano e Cavani (URU)
Cartões vermelhos: –
Gols: Pedro 19’/1ºT (1-0), Soldado 32’/1ºT (2-0) e Suárez 43’/2ºT (2-1)

ESPANHA: Casillas, Arbeloa, Sergio Ramos, Piqué e Jordi Alba; Busquets, Xavi (Javi Martínez 32’/2ºT) e Iniesta; Fábregras (Cazorla 19’/2ºT), Pedro (Mata 35’/2ºT) e Soldado – Técnico: Vicente del Bosque.

URUGUAI: Muslera, Maxi Pereira, Lugano, Godín e Cáceres; Pérez (Forlán 24’/2ºT), Gargano (Lodeiro 17’/2ºT), Rodríguez e Ramírez (Álvaro González – Intervalo); Suárez e Cavani – Técnico: Oscar Tabárez.

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