Entidades médicas querem investigação na aplicação dos recursos do Hospital Esaú Matos

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Publicado por Mateus Novais | Colocado em Saúde | Data: 12 fev 2015

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por Mateus Novais e Mônica Cajaíba

DSC_0332Entidades médicas locais e estaduais vão pedir ao Ministério Público e Câmara de Vereadores que investiguem a aplicação dos recursos públicos direcionados para o Hospital Municipal Esaú Matos. A decisão de elaborar um documento apontando os problemas e soluções da unidade de saúde foi tomada na noite da última quarta-feira (11) durante uma reunião entre o Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed), Associação Baiana de Medicina (ABM), Conselho Regional de Medicina da Bahia (CREMEB) e Corpo Médico de obstetras do hospital.

De acordo com o presidente local do Sindmed, Dr. Luiz Almeida, o documento será apresentado para as instituições sociais e legais. “Entendemos que a fundação privada comprovadamente, como já dizíamos, está sendo um desastre para a atenção obstétrica. […] E pelo recurso que é transferido para o hospital, acreditamos que é necessário que a Câmara de Vereadores e o Ministério Público venham avaliar onde está sendo aplicados estes recursos.”, declarou Almeida, que também afirmou que a Fundação de Saúde de Vitória da Conquista (FSVC) não consegue cumprir o papel que foi prometido durante sua criação, em 2011. “A Prefeitura tinha dito que iria conseguir [os recursos] de forma rápida, mais eficiente, quando transformasse em fundação privada. E essa fundação privada, hoje, se mostra sem recurso, deficiente, faltando médico. Um verdadeiro caos”.

Representante do sindicato dos médicos adiantou os problemas citados por seus colegas, que estarão no documento. Segundo ele as esquipes de atendimento hospitalar do Esaú Matos estão desfalcadas e, mesmo assim, todo o atendimento regional é destinado para aquela unidade. “A Prefeitura, junto com a Secretaria de Saúde do Estado, ainda desativa os leitos do Hospital de Base. Consequentemente, você vai ter uma sobrecarga para a unidade, que é de nível de especialização elevado e tem que contar com uma boa estrutura, com equipes completas, não pode viver um sistema de saturação como está vivendo. Isso leva o sucateamento da estrutura da entidade, leva ao estresse do corpo clínico e funcional, e, consequentemente, aumenta os riscos de eventos desagradáveis, como os que vêm acontecendo”.

Para finalizar, o presidente local do Sindimed comentou as denúncias que foram divulgadas na mídia local e nacional. “Acreditamos que esses fatos recentes são ainda a ponta do iceberg, do problema. Acreditamos, pela própria maneira como a Secretaria de Saúde está reagindo, querendo imputar aos médicos a responsabilidade de uma crise que, com certeza, é muito mais profunda – é uma crise de gerenciamento de recursos”.

 

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