Ex-jogador projeta título para o Bode em sua 1º experiência como técnico

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Publicado por Editor | Colocado em Esportes, Vit. da Conquista | Data: 01 jan 2018

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da Redação
Fonte: Jornal A Tarde
Por José Cairo

Washington vai estrear como técnico 7 anos após seu adeus aos gramados - Foto: Luciana Flores | Vitória da Conquista | Divulgação
Washington vai estrear como técnico 7 anos após seu adeus aos gramados
Luciana Flores | Vitória da Conquista | Divulgação

Acostumado a furar as redes dos adversários na época em que era jogador, o agora treinador Washington, o Coração Valente, 42, passa a ser o homem que dá as cartas do lado de fora de campo. Aposentado das quatro linhas desde 2011, topou no fim deste ano a missão de liderar o Vitória da Conquista.

Ele ainda não estreou na função, já que o time só entra em campo para valer no dia 21 de janeiro, quando encara o Atlântico, em Salvador, no Barradão, pela primeira rodada do Campeonato Baiano. Mas já dá para dizer que o técnico confia inteiramente no elenco do Bode. Para ele, o time entra na competição com um único objetivo, mesmo com a dupla Bahia e Vitória na competição: ser campeão. “O Vitória da Conquista tá fazendo todo um trabalho para isso”, apontou o comandante.

A contratação do ex-centroavante foi recebida com surpresa, mas ele garante que a estrutura do Vitória da Conquista contou muito para a sua ida para lá se concretizasse. Segundo ele, o contato com Ederlane Amorim, presidente do time, foi feito por meio de amizades no mundo da bola.

“Tudo aconteceu através de contato de um amigo em comum. Ele falou de mim para o presidente Ederlane. Ainda esse ano fui conhecer a cidade. Conheci o centro de treinamento, conheci a sede do time e gostei muito da estrutura daqui. Fiz questão de começar minha carreira como treinador num time modesto, mas que tivesse estrutura. Até poderia ter oportunidade num clube maior, mas preferi assim”, afirmou ao A TARDE.

Estar nessa nova profissão é um desejo antigo do Coração Valente. Depois da aposentadoria, ele só não sabia se seria técnico ou gestor.

O Vitória da Conquista está fazendo todo um trabalho para ser campeão baiano

Washington, técnico do Bode

“Desde os tempos de jogador, eu já tinha essa vontade de ser treinador. Logo depois de me aposentar, tirei um tempo para curtir a família. Depois, fiz curso para técnico e gestor. Fiz cursos na CBF para as duas coisas, mas acho que ser técnico é mais a minha cara. Sempre fui muito intenso, senti que ser gestor não ia bastar para mim. Eu precisava estar ali dentro”, falou ele.

Para o comandante e artilheiro do Campeonato Brasileiro de 2004, a primeira experiência como treinador está se apresentando muito diferente daquele papel que desempenhava no passado.

“Como jogador, você pensa só em si, no seu próprio desempenho, no seu crescimento. Como treinador, você precisa pensar em 30, 40 pessoas, precisa pensar em treinamento, como montar seu time. É muito mais complexo, mais amplo e muito mais difícil também”, disse o ex-atleta. “Mas meus 20 anos de vestiário vão me ajudar muito nisso. Os cursos que fiz também”, completou ele.

Mesmo com tão pouco tempo na Bahia, Washington já se sente querido em todos os lugares que frequenta em Vitória da Conquista. “O tratamento por parte da população e dos torcedores foi excelente com a minha chegada aqui. Senti que o torcedor criou uma esperança grande para que tudo desse certo esse ano. O Bode veio batendo na trave nos últimos tempos”, finalizou.

Histórico

Washington Stecanela Cerqueira marcou época no futebol brasileiro por seus gols e também pela história de vida. Em 2002, aos 27 anos, quando atuava pelo Fenerbahçe, da Turquia, ele teve diagnosticada uma lesão na artéria esquerda do coração e foi prontamente submetido a um cateterismo e a uma angioplastia. No retorno ao Brasil, foi inicialmente reprovado em exames no Atlético-PR, mas voltou a jogar pelo Furacão em 8 de fevereiro de 2004. Desta superação surgiu o apelido de Coração Valente.

E justamente em 2004 Washington fez o ano de sua carreira, ao terminar o Brasileirão como artilheiro, com 34 gols, um recorde. Depois, na reta final da carreira, o brasiliense defendeu potências como São Paulo e Fluminense, clube no qual tornou-se campeão brasileiro em 2010.

*Sob a supervisão do editor Daniel Dórea

 

 

 

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