Instituto de Educação Euclides Dantas comemora 65 anos

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 20 mar 2017

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Assessoria Núcleo Regional 20

Nesta segunda-feira o Instituto de Educação Euclides Dantas, mais conhecido como “Escola Normal”, está comemorando 65 anos de fundação. Inaugurada em 20 de março de 1952 pelo governador Régis Pacheco e pelo prefeito Gerson Sales, desde então a escola tem contribuído para a formação de várias personalidades ilustres de Vitória da Conquista.

Considerada patrimônio histórico de nossa cidade, a escola atende hoje mais de 600 alunos do ensino médio, oferece atendimento odontológico gratuito (em parceria com a PMVC e SESAB), criou há 5 anos o Núcleo de Jornalismo e Comunicação e tem como referência a banda de fanfarra (FANIEED), que abrilhanta o desfile de 7 de setembro há 60 anos.

O IEED tem como principal objetivo ofertar uma educação voltada para a formação intelectual, baseada em valores sociais e afetivos que contribuam para uma vida digna. Com essa visão é que a Secretaria da Educação do Estado contemplou a instituição com a modalidade de Educação Integral para turmas do 1º ano do ensino médio a partir desse ano de 2017. Inicialmente foram ofertadas vagas para a formação de 8 turmas. Com a Educação em Tempo Integral, os estudantes ganham mais tempo e espaço para estudar, aprender e desenvolver ações pedagógicas em contextos diversos que aliam esporte, arte, trabalho, ciência e cultura.

HISTÓRIA

A segunda instituição do nível do antigo 1º grau (hoje Ensino Fundamental) foi o IEED (Instituto de Educação Euclides Dantas). No governo de Otávio Mangabeira, que foi de abril de 1947 a janeiro de 1951, houve forte movimento entre os educadores e comunidade local, exigindo uma instalação de Escola Normativa em Conquista. Régis Pacheco, deputado federal, juntamente com outros deputados baianos, conseguiu verbas do Orçamento da República no governo do Marechal Eurico Gaspar Dutra, destinados à construção da Escola Normal.

Para a construção do prédio, o Ministério da Educação e Cultura concorreu com a quantia de Cr$ 1.200.000,00 e o Governo do Estado com a quantia em dinheiro de Cr$ 2.400.000,00, tendo o município concorrido com a despesa da aquisição do terreno. A escola foi inaugurada em 20 de março de 1952 pelo governador Régis Pacheco e pelo prefeito Gerson Sales. Por ato governamental nº 15.194, de 20 de dezembro de 1952, foi mudado o nome para “Instituto de Educação Euclides Dantas”, em homenagem ao educador conquistense, pioneiro das escolas de Conquista.

Apesar da sua denominação atual – Instituto de Educação Euclides Dantas (IEED) – a comunidade ainda faz menção como “Escola Normal”. Este uso toponomástico evidencia a importância da modalidade inicial e mais marcante da escola, a formação de professores. A articulação de diversos elementos leva a crer que a implantação da Escola Normal em Conquista foi um grande acontecimento. Um acontecimento que impactou a comunidade conquistense. A sua configuração arquitetônica, diferente de qualquer outra construção da época em Vitória da Conquista, evidenciava, com seu projeto inovador, uma instituição enquanto monumento emblemático, marcado pela diferença, permeado pela ideia de modernidade e progresso por que poderia passar a cidade a partir da existência de uma agência formadora de professores.

A dimensão simbólica da configuração arquitetônica do prédio se manifesta, além das fotografias, em diversos discursos como o do engenheiro civil conquistense José Pedral Sampaio (apontado como o responsável pelo projeto, mas desmistificado por ele mesmo: “Foi a equipe do próprio Estado”, disse): “Uma coisa grandiosa para a época, aqueles arcos de madeira no auditório, aquela forma arredondada”, finaliza. A equipe do Estado simplesmente começava a seguir a linha da arquitetura funcional tão em evidência naquela época. A construção de prédios escolares seguindo a linha da arquitetura funcional começava a se expandir, uma vez que os prédios suntuosos passavam a ser sinônimo de elitização. Em lugar da suntuosidade exibida no início da República, a luta pela democratização da escola fazia-se sentir em prédios funcionais, tecnicamente projetados para uma educação dinâmica e eficiente.

Apesar de o prédio da Escola Normal de Vitória da Conquista se enquadrar neste tipo de arquitetura funcional, a maior parte da comunidade o recebeu e o percebeu como um monumento.

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