Jequié e Lusaca fazem primeiro duelo da final do Baiano feminino

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Publicado por Editor | Colocado em Esportes | Data: 18 nov 2017

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A Tarde


Grande revelação do Campeonato Baiano de Futebol Feminino, o Jequié, formado por jogadoras de futsal, faz neste sábado, 18, às 15h, a primeira partida decisiva pelo título inédito. A TVE transmite o jogo. O adversário é o Lusaca, de Dias D’Ávila, com 15 ex-atletas do 15 vezes vencedor do Baiano, São Francisco do Conde. O campeão jogará o Brasileiro com apoio financeiro da CBF.

Diante do favorito Lusaca, o presidente do Jequié, Tinho Waldeck, convocou a torcida para lotar o estádio Waldomiro Borges. Com ingresso a R$ 10, ele espera reunir 3.500 pessoas para empurrar o time como o 12º jogador.

O jogo de volta será no sábado, 25, no estádio Armando Oliveira, em Camaçari, também às 15h. Pelo regulamento, a vantagem é apenas no mando de campo do último jogo para o time de melhor campanha. Empate no placar geral levará aos pênaltis.

Se dizendo acostumadas a matar um leão por jogo desde o começo do campeonato, as meninas do Jequié se preparam para enfrentar um ‘São Francisco do Conde disfarçado de Lusaca’. Além de 15 ex-jogadoras vindas do time do Recôncavo, o técnico Mário Augusto comanda o Lusaca.

“No começo, eu não sabia medir a distância por causa do tamanho da trave de futebol. Só tinha experiência em pegar no gol de futsal”, confessou a goleira Rosana, que tem 1,64 m de altura e trabalha como diarista. Demorou para ela entender que o bem sucedido ‘golpe de vista’ feito debaixo da pequena trave do futsal era gol na certa para o adversário no futebol de campo.

“Depois não fiz mais, porque treinei com o preparador de goleiros. Até agora só tomei seis gols no campeonato”, defendeu-se a baixinha, fã do técnico Samuel Nunes, que viveu situações hilárias ao treinar o ex-time de futsal no campo.

“Avisei a uma jogadora que ela ia ser volante e ela me perguntou: ‘O que é volante, Samuel?’”, contou o técnico, de 25 anos, que treinava futsal e teve experiência como auxiliar no time de futebol masculino do Jequié. As duas fases deram base para ele ensinar suas atletas a diferenciar os fundamentos do futebol.

Para Nunes, sua equipe tem uma história de superação fora de série por chegar à decisão com um elenco habituado à quadra. Foram várias adaptações. Pivô e ala, no futsal, viraram, respectivamente, zagueira e atacante no campo. “Giovana era lateral com grande explosão em campo, aí colocamos como atacante e deu certo”, contou o técnico, referindo-se à motoqueira que já marcou três gols e trabalha em uma creche de Jequié.

“Estava como atacante e agora eu já sou meia-atacante”, corrigiu Giovana, de 1,62 m de altura, que disse estar contando com o apoio da torcida, a exemplo do último jogo em que 1,6 mil pessoas ajudaram o time a se classificar.

O técnico Nunes lembra ainda que Samile definiu-se uma volante, mas fazia muitas faltas na entrada da área. Na zaga, se encontrou. Já Monique, queria ser centroavante em campo. Trocada da ala direita no futsal, deu certo na zaga.

Apesar do sucesso, o técnico ainda é confrontado por observação de gente desconfiada: “Já disseram que a gente ia tomar de goleada e não passar da primeira fase. Depois que não íamos passar das oitavas, das quartas… Agora, que o Lusaca já é campeão”.

Favorita absoluta

Melhor equipe do campeonato, a Lusaca tem uma seleção de grandes jogadoras do São Francisco, que mudaram de time após um racha com a diretoria do clube do Recôncavo.

A campanha é massacrante, com goleadas à altura da habilidade de suas atletas. Dos 34 gols, 16 foram marcados pela artilheira Maria Vitória.

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