Jequié: ex-vereadora e envolvidos em esquema de desvio de recursos podem pegar 8 anos de prisão

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Publicado por Editor | Colocado em Sudoeste | Data: 05 dez 2017

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Da Redação


Os envolvidos no esquema de desvio de recursos públicos destinados à educação de Jequié, que foi alvo de operação da Polícia Federal (PF), na manhã desta terça-feira (5), podem pegar no mínimo oito anos de prisão, segundo a Controladoria-Geral da União na Bahia (CGU). Os acusados vão responder por peculato, associação criminosa, inserção de dados falsos em sistema previdenciário e eliminação de documento público.

Entre os alvos da operação está uma ex-vereadora da cidade. Ela e dois empresários, proprietários da empresa terceirizada que contratava os funcionários fantasmas, foram ouvidos na sede da PF em Vitória da Conquista, nesta terça. Dois sobrinhos da ex-vereadora, que eram funcionários fantasmas, foram ouvidos em Salvador. Nenhum nome foi divulgado.

O secretário de Educação da época em que as os contratos foram assinados também deve ser ouvido, além dos vereadores. Os contratos foram feitos em 2013, prorrogados e ainda continuam em vigor.

O próximo passos da PF e da CGU, na segunda fase da Operação Melinoe, é analisar o material apreendido, bem como os dados bancários dos investigados que vão chegar com ordem judicial. A partir daí, a PF vai investigar qual a destinação do dinheiro proveniente do esquema, além de esclarecer quem são os funcionários que trabalham, com base em uma comparação das listas reais de pagamento e frequência, com as listas da Secretaria de Educação.

De acordo com as informações divulgadas, a empresa terceirizada, que contratou funcionários fantasmas, recebeu do município de Jequié, entre 2013 e 2017, cerca de R$ 63 milhões. Deste total, R$ 7 milhões já foram identificados como recursos federais, especificamente de Precatórios do Fundef recebido pelo município. A PF estima um prejuízo aos cofres públicos de mais de R$ 1,5 milhão, só no ano de 2017.

 

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