Mãe faz apelo para dar prosseguimento a tratamento de filha com paralisia cerebral

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Publicado por Mateus Novais | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 03 mar 2015

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por Mateus Novais
foto: Rafael Gusmão

DSC_0566Mãe de uma adolescente de 16 anos que nasceu com paralisia cerebral, Dona Ângela Maria Soares está passando por um dilema para dar continuidade no tratamento da jovem Lais. Dona Ângela conta que a cadeira disponibilizada pela Secretaria Municipal de Saúde está prejudicando gravemente a coluna da sua filha, o que tem provocado a perda da sua coordenação motora, e que houve cortes nas passagens para Salvador, onde Lais faz o acompanhamento médico semestral.

A dona de casa, que não tem condição de custear o tratamento, diz que a cadeira de rodas foi entregue a um ano, com a afirmação de que era a cadeira ideal para o tamanho de Lais. “Quando eu cheguei em Salvador, agora, constou que o desvio da coluna dela piorou por conta da cadeira”. O problema é que a troca da cadeira, segundo a mãe, só pode ser feita a cada dois anos. “Então eu preciso de uma cadeira adaptada número 40, porque quanto mais ela usar essa cadeira, mais vai piorar a coluna dela”.

Outro problema se refere à viagens para Salvador, onde é feito o acompanhamento médico, no Hospital Sarah Kubitschek. A mãe explica que as duas passagens no ônibus leito eram trocadas por três do ônibus comercial, já que ela precisa de uma pessoa para ajudá-la a cuidar de Lais. Mas ela foi informada pela Assistente Social que a Prefeitura cancelou as passagens de leito e que só poderia ser disponibilizada duas passagens do comercial. “Mas não tem condição de eu ir para Salvador sozinha com a minha filha, porque ela é cadeirante e se alimenta com sonda. Eu não consigo colocá-la no ônibus sozinha, não posso deixar ela sozinha ou com alguém desconhecido quando eu for ao banheiro, por exemplo. E como o quadro dela piorou, esse mês eu vou ter que ir a Salvador duas vezes, e no mês que vem também”.

Sem ver solução, Dona Ângela diz que irá procurar o Ministério Público, mas apela para o Governo Municipal. “Eu queria ver o que a Prefeitura poderia fazer por mim, porque eu preciso dessa cadeira e também não posso cuidar de minha filha nas viagens sozinha”.

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