Médico diz que decapitou cabeça de feto morto para salvar vida de gestante

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Publicado por Mateus Novais | Colocado em Sudoeste | Data: 25 set 2015

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por Mateus Novais

IMG_1642O médico que realizou um parto que terminou com a decapitação da cabeça do feto morto, na cidade de Itapetinga, quebrou o silêncio. Em uma nota publicada na sua conta do Facebook, o obstetra Rubem Moreira apresenta sua versão para o fato e garante que agiu em defesa da vida da gestante.

Em contato com o Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb), nossa redação foi informada que será aberta “uma sindicância para apurar os fatos e tomar as providências cabíveis”.

Nota de Esclarecimento

Por respeito a dor que atinge a todos envolvidos, em especial à família da paciente, venho a publico prestar este esclarecimentos. Ate agora, vinha tratando o caso com a discrição que deve existir sobre toda atuação do profissional de saúde.

Sou pai de 3 filhos, nascido em Itapetinga e tenho quase 40 anos de profissão. Realizo partos durante todo este tempo e tenho amor à medicina.

Há alguns dias fui chamado ao hospital para atender uma gestante que tinha entrado em trabalho de parto dias antes do previsto. Mesmo tendo realizado junto com toda a equipe médica os procedimentos e esforços necessários, não pude evitar que a criança viesse a óbito. A partir daí, procurei a família para informá-los e alertá-los dos riscos que a gestante corria, bem como todas as medidas que poderiam ser requeridas.

Tenho consciência que para aqueles que desconhecem as razões e circunstância que indicaram um procedimento tão extremo sobressai o choque e a dor da família enlutada. Apesar de extremo, este procedimento é existente, é previsto na literatura médica e indicado quando é absolutamente necessário para salvar vidas da gestante.

Deus é testemunha que fizemos o possível para salvar a criança e que na impossibilidade disto, tentamos ao máximo reduzir os impactos desta perda para sua família. O que foi feito era um recurso indispensável e que nos permitiu salvar a gestante.

Por mais que nos esforcemos, nem sempre é permitido a nós profissionais de saúde evitar a dor e o sofrimento daqueles a quem nos prestamos a atender.

Deixo aqui meus sentimentos à família.

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