Medo da perda de Borges leva ACM Jr. a iniciar trabalho por reeleição esta semana

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Publicado por Editor | Colocado em Bahia, Política, Vit. da Conquista | Data: 04 fev 2010

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do Política Livre

ACM Jr. teria passado a analisar candidatura com seriedade a partir do movimento errático de Borges

Calado até o momento sobre seu futuro político, o senador ACM Jr. (DEM) decidiu movimentar-se. Vai, nesta sexta-feira, a Vitória da Conquista, marcando sua primeira viagem ao interior desde que irrompeu o debate sobre a sucessão estadual e a ocupação das duas vagas ao Senado disponíveis até o momento nas chapas majoritárias já colocadas.

Oficialmente, o senador acompanhará o filho, o deputado federal ACM Neto (DEM), a uma coletiva, marcada para as 10h30, no hotel Shalako, em que pretendem esmiuçar a situação de uma emenda ao Orçamento da União que destina recursos para o Aeroporto local.

A emenda é de autoria de ACM Jr., mas foi seu filho que articulou sua apresentação e inclusão no Orçamento. Em nota distribuída hoje à imprensa, os dois anunciam interesse em explicar o motivo porque o valor da proposta foi reduzido e apresentar um cronograma sobre quando os recursos provavelmente estarão disponíveis.

É a parte formal do encontro. Como Conquista é um dos redutos do PT no Estado, é possível, entretanto, que a conversa esquente e o senador avance um pouco mais sobre as questões políticas que envolvem a situação do DEM na Bahia frente às candidaturas postas do governador Jaques Wagner (PT) e do ministro Geddel Vieira Lima, do PMDB.

Em privado, ACM Jr. tem confidenciado que sabe estar se aproximando a hora em que, na hipótese de o senador César Borges (PR) não topar formar ao lado do nome do DEM, Paulo Souto, ele será inevitavelmente convocado pelo ex-governador para a posição de candidato ao Senado na chapa do Democratas.

Por isso, quer antecipar-se para a eventualidade do convite e assegurar alguma musculatura até o momento decisivo. A pressão decorre principalmente do calendário imposto por Borges, que promete decidir de que lado estará – seu nome passou a ser muito cogitado para a chapa de Jaques Wagner – só depois que o Carnaval passar. O movimento também teria deixado de ser uma ameaça pura e simples ao republicano.

Ainda no ano passado, quando começaram as primeiras conversas sobre a sucessão, por mais de uma vez o deputado ACM Neto insinuou a possibilidade de o pai concorrer ao Senado como forma de fragilizar a base de Borges e comprometê-lo com Paulo Souto. Com o andar da carruagem, entretanto, os democratas perceberam que a hipótese de perderem o antigo companheiro para Wagner é cada vez maior.

A candidatura de ACM Jr. teria o condão de assegurar para a chapa de Souto os chamados votos do carlismo, que poderiam seguir na direção de Borges, exclusivamente, não importa a chapa com a qual ele decida compor para tentar a reeleição. Afinal, Geddel também não é peça descartada no vibrante baralho que o republicano criou para si e os três candidatos ao governo.

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