Mostra Cinema Conquista possibilita ver, ouvir e falar de cinema

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Publicado por Mateus Novais | Colocado em Cultura | Data: 08 out 2015

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Ascom Mostra

Foto 4_Lançamento Revista Caderno de Cinemafoto: divulgação – Mostra Cinema Conquista

Vitória da Conquista respira cinema em mais um dia de programação. Nessa quarta (o7), a Mostra Cinema Conquista – Ano 11 iniciou suas atividades com um bate-papo com os cineastas Cavi Borges e Ricardo Targino, mediado pelo professor de Cinema da Uesb, Filipe Gama. O encontro foi voltado para a questão da exibição e os participantes destacaram que o objetivo de momentos como esse está em despertar o pensamento para novos sentidos.

Para Ricardo Targino, que divulgou o seu longa“Quase Samba” em meios alternativos, essa proposta mostra que existe um público que precisa ser buscado e é por meio de opções criativas que isso pode ser feito. “O desafio do cinema no século XXI, se quisermos continuar a impulsioná-lo para as próximas gerações, é o de devolver a palavra pro público. Essa é uma provocação de ‘Quase Samba’”. O carioca Cavi Borges que já apresentou um de seus longas na Mostra ano passado, voltou à Conquista, para ministrar a oficina “Como fazer um filme de baixo orçamento”, que começou as suas atividades na tarde dessa quarta. Ele também destacou que “são necessárias ideias para difundir a produção nacional, e estímulos que façam esse cinema chegar mais próximo das pessoas”. 

Encerrando a manhã de programações, o compositor, jornalista e cineasta, Jorge Alfredo, lançou a primeira edição impressa da Revista Caderno de Cinema. Ele falou da expectativa em lançar uma publicação de cinema na terra de Glauber Rocha, e de retornar ao evento – na primeira edição da Mostra, Jorge Alfredo lançou seu primeiro filme “Samba Riachão”. Sobre a Revista, ele conta: “Eu decidi não fazer essa versão impressa com artigos e entrevistas inéditos. O que havia sido publicado nesses três anos no blog era de uma importância muito grande. E apesar de alguns artigos já terem alcançados mais de 12 mil leituras na versão online, eu entendi que o melhor seria dar outra oportunidade a essas matérias numa outra mídia”.

Durante a tarde, além do primeiro dia da oficina de Cavi Borges, também aconteceu mais um encontro das oficinas ministradas pelo professor João Godoy, e pelo jornalista, radialista e restaurador José Maria. O estudante de cinema, Raphael Flores, começou hoje a oficina de Cavi Borges, e conta que essas atividades possibilitam o crescimento em diversos sentidos. “A oficina traz o contato com o profissional, são pessoas que estão circulando o país inteiro e trabalham com isso, sabem como as coisas funcionam realmente e trazem isso pra gente, que está aqui estudando, vendo tudo de uma forma acadêmica. Lá fora é tudo diferente, então com as oficinas nós temos uma imagem do mundo como ele acontece mesmo. É justamente esse encontro que nos faz pensar, ter ideias, nos estimula”.

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