Nomes para o Senado seguem incertos

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Publicado por Editor | Colocado em Geral | Data: 26 dez 2009

Tribuna da Bahia

Se para a disputa do governo estadual os nomes já estão praticamente definidos, para a eleição do Senado o quadro segue confuso, com muitas especulações e pouca certeza sobre os futuros candidatos. Tanto a chapa governista quanto os agrupamentos oposicionistas têm tido dificuldades para definir os seus nomes. Uns, por estratégia dos partidos; outros, por dificuldade de encontrar o nome ideal para o pleito de 2010.

Além dos nomes já colocados como pré-candidatos, como os de César Borges (PR), Otto Alencar (sem partido), Lídice da Mata (PSB), Walter Pinheiro e Waldir Pires (PT), ACM Júnior, José Carlos Aleluia e José Ronaldo (DEM), nos últimos dias começaram a ser especulados também os nomes do vice-prefeito de Salvador, Edvaldo Brito (PTB), e o do ex-prefeito de Vitória da Conquista, Pedral Sampaio (PPS). Isso sem contar com o do deputado federal Edson Duarte, lançado recentemente pelo PV.

O nome do vice-prefeito Edvaldo Brito surgiu durante a convenção do PMDB, realizada no último fim de semana. Na dificuldade de contar com o prefeito João Henrique, que reluta em deixar a prefeitura de Salvador para arriscar uma disputa difícil por uma vaga ao Senado, Brito poderia ir para o sacrifício sem causar maiores problemas na questão administrativa.

Já o nome do ex-prefeito de Vitória da Conquista, Pedral Sampaio, trata-se de uma articulação do PPS, que busca se fortalecer para as eleições do próximo ano. Sem ter ainda se definido qual candidato vai apoiar, o partido busca com o nome de Pedral aumentar o seu poder de decisão na composição da chapa majoritária que venha a compor. Nos últimos meses, ao lado de Herzem Gusmão, Pedral vem se constituindo numa importante referência da oposição ao grupo petista em Vitória da Conquista.

O próprio presidente regional do PPS, George Gurgel, tem sido receptivo ao pedido das forças políticas de oposição de Vitória da Conquista em relação ao nome de Pedral para disputar o Senado, que seria na chapa a ser encabeçada pelo ministro Geddel Vieira Lima (PMDB). Gurgel, por sua vez, deverá defender a indicação do político conquistense junto às lideranças estaduais. Recentemente, durante uma homenagem a Pedral na cidade, a proposta foi anunciada pelo ex-vereador Edvaldo Ferreira, que é pré-candidato a deputado estadual pelo PMDB.

Outra novidade na disputa por uma das vagas ao Senado é o nome do deputado federal Edson Duarte, que foi lançado oficialmente durante o último Encontro Regional do Partido Verde, realizado em Salvador no dia 12 deste mês. Duarte fora lançado em Juazeiro, a sua base eleitoral, oito dias antes, com a presença da senadora Marina Silva, candidata do partido à Presidência da República na eleição do próximo ano.

Borges é um dos mais cotados

Entre os nomes especulados há mais tempo, o do senador César Borges, presidente do PR, é um dos mais cotados para ficar com uma das vagas do Senado reservadas à Bahia. Considerado como o grande favorito, Borges tem procurado ocupar os espaços da melhor maneira possível, transitando tanto no campo oposicionista quanto no governista. Embora isso possibilite consistência à sua postulação, mais adiante ele terá que se definir, o que certamente provocará insatisfação do lado preterido.

A indefinição do senador César Borges funciona como a grande peça a ser removida neste tabuleiro eleitoral para o Senado. O nome do atual senador ACM Júnior vem sendo especulado para disputar uma vaga na chapa encabeçada pelo ex-governador Paulo Souto, justamente se Borges fechar com outro palanque. Fica claro, pois, que a candidatura de ACM Júnior dependerá da decisão de Borges. Correndo por fora, o ex-prefeito José Ronaldo também é especulado para o Senado, mas dependeria das futuras composições. Pronto para disputar uma vaga na Câmara Federal, Ronaldo é uma peça que pode ser utilizada tanto para o Senado quanto para a vice.

No campo governista, o mais certo é uma vaga reservada para o conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) Otto Alencar, que deve ser confirmada agora em janeiro com a sua filiação ao PP. Já lançada pelo PSB, a deputada federal Lídice da Mata seria uma importante alternativa para o Senado na chapa governista, notadamente para ocupar o espaço do campo de esquerda. Porém, nos últimos dias, além do nome do secretário estadual Walter Pinheiro permanecer no páreo, o ex-governador Waldir Pires também foi lançado por uma facção petista, o que passaria a ser mais uma importante alternativa à esquerda na chapa que será encabeçada pelo governador Jaques Wagner.

Todas essas implicações mostram que o ano de 2009 vai chegar ao fim sem que os partidos tenham definidos os nomes que irão disputar as duas vagas ao Senado. Essas indefinições, que só deverão ser resolvidas após o Carnaval, tanto atingem os governistas quanto os oposicionistas. Alguns, por estratégia ou por falta de opção de nomes; outros, pela necessidade de empurrar para mais adiante algo que possa trazer implicações políticas.

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