O país do protesto

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Publicado por Editor | Colocado em Brasil | Data: 17 jun 2013

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Por Ivan Cordeiro – Empresário

ivanA reconstrução do estádio Mané Garrincha, em Brasília, foi concluída por R$ 1,5 bilhão de reais, o mais caro da Copa das Confederações, e esteve orçada inicialmente em R$ 600 milhões. Os números revelam, mais uma vez, que a gastança corre como um rio nas obras do Governo Federal. E não é só na Copa. É sempre absurda a diferença que existe entre o custo previsto e o efetivo nas obras do Governo.

Pois bem, o mais caro dos estádios foi palco da abertura da Copa das Confederações e também de uma sonora vaia à presidente da República, Dilma Rousseff. Insatisfeitos com o comando da presidente Dilma, milhares de torcedores manifestaram o seu desagrado, dentro e fora do Mané Garrincha. Os de dentro apenas vaiaram. Os de fora mostraram mais incisivamente a sua indignação.

Com faixas escritas “Nosso país não é só copa e carnaval”, “Copa para quem?”, “Mais Brasil para mais brasileiros”, manifestantes cobraram investimentos para a educação, saúde, habitação, e também apoiaram o movimento que começou em São Paulo por um transporte público de qualidade e contra o aumento de tarifas. Foi um dia lamentável para a presidente Dilma, todavia, um dia de esperança para os brasileiros.

O povo brasileiro parece tomar consciência de que vivemos não apenas de futebol e carnaval, ou ainda, pão e circo, mas, que, sobretudo, precisamos de melhores condições de vida. Não é possível conviver com péssimas condições de saúde, segurança pública, educação, habitação e ainda sorrir para os nossos governantes. É preciso vaiar, protestar e cobrar. Porém, é preciso usar os meios democráticos para isso. O uso da violência, somente gera mais violência.

Se o Estado é violento a população não precisa ser, existem mecanismos mais eficientes para vencer a truculência do Estado. Ademais, vaiar presidentes e governantes, dentro e fora dos estádios, não pode se transformar em coisa corriqueira, pois o protesto, por si só, quase nada pode mudar. É preciso levar o protesto para as vias judiciais competentes, caso contrário, a poeira abaixa, a copa acaba, e tudo continua como sempre foi.

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