Osmar, Zé Amorim e Chico Viola

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Publicado por Editor | Colocado em Geral | Data: 05 ago 2014

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Por Ubirajara Brito

BIRAEste fim de semana não foi bom para mim, nem para muitas famílias conquistenses, pois perdemos, em curto espaço de 24 horas, três dos nossos entes mais queridos: Osmar Silveira, José Amorim Primo e Chico Viola.

Dificilmente saio à rua, mas, no sábado à tarde deu-me vontade de ir ao Supermercado Santo Antônio Candeias, comprar pão e outras bugigangas. Lá chegando, apossei-me da única cadeira de rodas existente, e, levado por Bráulio motorista, fui percorrendo os corredores, segundo minhas necessidades correntes e supérfluas . Enquanto Bráulio e minha prima Lide, que lá encontrei, passavam pelo caixa com as pequenas compras, abandonando a cadeira fui sentar-me no banco em frente, fitando ao longe, quase ao infinito, quando as vozes de duas pessoas me despertam, uma que me chamava Bira e outra que me chamava Véio. Eram Beto e sua mulher Cinere. Beto, Antônio Roberto Gomes Silva, filho de Dona Cotinha, uma das mulheres que fizeram a História de Conquista, mora hoje em Itapetinga. Fomos colegas nos quatro anos de ginásio aqui em Conquista, e moramos juntos, durante os oito anos de colégio e faculdade em Salvador. Ao final, habitávamos um apartamento, na Avenida Sete, no Rosário, em que eram nossos companheiros, Isai e seu irmão Nivaldo Dutra Amorim, Nudd David de Castro, Pompílio meu irmão e José Amorim Primo. Esse apartamento era muito frequentado por Antônio Paixão e Humberto Flores. Amorim era o tesoureiro da república. Exigente, correto, pontual, honesto muito mais do que exige a moral dos nossos dias.

Por coincidência, quando eu estava Ministro, Amorim era Prefeito de Barra do Choça. Certo dia, minha Secretária me comunica que se encontrava na recepção o Prefeito José Amorim. Mandei trazê-lo de imediato à minha presença. Ouvi suas solicitações. E determinei que fosse atendido em tudo que pedia, pois o conhecia bastante para saber que, de todos os prefeitos que já me havia aparecido no Ministério, ele era o único por quem eu podia garantir que nenhum centavo do dinheiro público seria desviado dos objetivos a que se destinava.

Osmar era um velho e querido conterrâneo do Percevejo, nas margens caraibenses do Gavião. Chico Viola querido, grande seresteiro, cuja voz nos vai fazer muita falta nas noites de boemia. José Amorim Primo, um dos homens mais corretos que já conheci, certamente irá ao céu por suas convicções marxistas e socialistas.

Assim, estarão os três sentados à mão direita de Deus Pai ad seculum seclorum.

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