A Associação dos Docentes da Uesb (Adusb) vem a público esclarecer que ingressou com mandado de segurança contra o veto do reitor da Uesb e não em oposição à seleção REDA. De fato a liminar foi negada pela justiça, todavia o mérito da ação ainda não foi julgado e segue em tramitação.

A deliberação pelo ingresso da medida jurídica foi aprovada pela categoria durante a assembleia do dia 27 de fevereiro. A avaliação dos professores é de que o veto do reitor da Uesb à decisão do Conselho Superior Universitário (Consu) é autoritário, pois deliberadamente passa por cima de um encaminhamento aprovado democraticamente.

A administração da universidade tem utilizado o discurso do medo para pressionar a comunidade universitária a apoiar o ato monocrático do gestor. A justificativa é de que atividades de setores importantes serão suspensas se a seleção não for concluída, pois os atuais prestadores de serviço seriam demitidos a partir do dia 28 de fevereiro. Segundo informações que circulam na Universidade, cerca de 60 trabalhadores seriam demitidos, com seus direitos trabalhistas desrespeitados, mesmo com o seguimento da seleção REDA.

Além disso, o reitor admitiu em entrevista que transferiu parte destes prestadores para as empresas de terceirização que atuam na Uesb. O fato é que somente a política de sucateamento das Universidades Estaduais deve ser responsabilizada pelas demissões e pelo funcionamento precário de diversos setores. O governo #RuiCorta, que cria estas políticas, e as reitorias que as aplicam sem contestação, são os verdadeiros responsáveis pelo caos na universidade.

No dia 7 de março, ocorrerá a reunião do Conselho Superior que discutirá a manutenção ou não do veto da reitoria. Para derrubar a decisão autoritária da reitoria, serão necessários 2/3 dos votos dos conselheiros. Além disso, a administração conta com seis dos trinta votos do Consu. Professoras e professores da Uesb paralisarão as atividades na data em protesto, bem como participar da reunião.