Para deputado Arthur Maia proibir a vaquejada é discriminação

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Publicado por Editor | Colocado em Bahia, Brasil, Esportes | Data: 26 out 2016

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da Redação
Com informações da assessoria parlamentar

arthurDurante audiência pública realizada nesta 3ª feira (25), na Comissão do Esporte, na Câmara dos Deputados, através de iniciativa do deputado federal Arthur Maia (PPS/BA), para debater a importância da vaquejada, sua evolução e crescimento econômico, o parlamentar afirmou que esse esporte é uma das maiores manifestações culturais do Nordeste. Segundo ele a vaquejada está sendo discriminada e declarada ilegal porque é um esporte do povo no entanto outras práticas são permitidas.

” Numa prova de turfe os cavalos são chicoteados para correrem no limite extremo das suas forças por 2.100 metros; em provas de hipismo o cavalo é obrigado a saltar uma dezena de obstáculos de 1,60 metro de altura, numa movimentação totalmente estranha à sua natureza, lesionando tendões e boletos, pois cavalos não saltam em estado normal; em provas de pólo é comum cavalos morrerem por excesso de fadiga – no campeonato mundial de pólo, realizado recentemente na Argentina, dois cavalos morreram de infarto durante as provas- ; animal silvestre ser condenado ao confinamento perpétuo em um cubículo de grades do zoológico não é maus tratos?” questionou Maia. “Vamos então proibir todas as práticas aqui listadas. O que não dá para aceitar é a discriminação”, afirmou ele.

No início do mês, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu pela inconstitucionalidade da Lei nº 15.299/2013, que regulamenta a vaquejada no Ceará, o que pode atingir os demais estados e o Distrito Federal. Hoje em Brasília mais de 3 mil pessoas estiveram se manifestando contra essa proibição numa mobilização nacional que reuniu entidades e amantes ligados ao esporte. A vaquejada movimenta R$ 700 milhões e cresce 20% ao ano. A prática provê mais de 700 mil empregos diretos e indiretos. Portanto, não é só a ‘festa’ em si, mas leilões, venda de animais, geração de empregos, mesmo que temporários, e também atuação de profissionais ligados à produção animal. De acordo com a Associação Brasileira de Vaquejadas (ABVAQ), são 3 milhões de adeptos dessa prática esportiva e mais de 4 mil provas por ano.

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