Paulo Souto aposta no 2º turno em 2010

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Publicado por Editor | Colocado em Bahia, Política | Data: 24 dez 2009

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Enquanto isso, governistas têm certeza de que Wagner vence no 1º turno

do Tribuna da Bahia

Apesar de considerarem que, como em qualquer sondagem de caráter nacional, o Datafolha sobre a sucessão baiana divulgado anteontem comporta desvios que podem ampliar para mais ou menos a performance dos candidatos, setores do DEM e do PSDB avaliam que os números da pesquisa indicam, de fato, um favoritismo do governador Jaques Wagner (PT) e que a melhor estratégia para o democrata Paulo Souto é continuar apostando na realização do segundo turno para vencer as eleições.

Dentro dessa avaliação, seria fundamental a manutenção das candidaturas do ministro Geddel Vieira Lima (Integração Nacional), que aparece em terceiro lugar, com 11% das intenções de voto, do radical candidato do Psol, Hilton Coelho, e até do emergente Luis Bassuma, que está se lançando pelo PV. Juntos, na avaliação de tucanos e democratas, os três absorveriam votos que poderiam ser despejados exclusivamente em Wagner, empurrando a definição da sucessão para o segundo turno. O estratagema do PSDB e do DEM é baseado numa premissa: como as sondagens, de maneira geral, mostram a dificuldade de Souto de levar a eleição no primeiro turno, ele deveria apostar todas as fichas na realização do segundo, quando poderia ser imensamente beneficiado com a eventual eleição do candidato do PSDB à Presidência, José Serra.

Aí, a vinculação com o presidente eleito o alavancaria rumo à vitória, promovendo uma inversão de tendências muito natural em eleições casadas. “Por agora, Jaques Wagner se mantém seguro, apesar de seus índices de intenção de voto não serem os melhores, mas o cenário se tornará devastador para ele, caso seja forçado a ir para um segundo turno com José Serra eleito”, diz um deputado democrata relatando vários casos de eleições passadas em que candidatos favoritos no primeiro turno foram derrotados, no segundo, por adversários vinculados a presidentes eleitos. Parte do interesse em manter Geddel no jogo já teria sido consumado com a presença maciça de tucanos e democratas na convenção em que o PMDB reelegeu, no domingo passado, o irmão do ministro, Lúcio Vieira Lima, para a presidência do partido. Seria o primeiro sinal de que os dois partidos ligados a Souto trabalham com o desejo de que o candidato do PMDB se fortaleça a ponto de ajudá-lo a empurrar a definição da eleição ao governo baiano para novembro do próximo ano.

Governistas antecipam vitória

Embora divulgada na última terça-feira, a pesquisa Datafolha que coloca o governador Jaques Wagner (PT) na liderança, seguido pelo ex-governador Paulo Souto e pelo ministro Geddel Vieira Lima, continua dando o que falar nos bastidores políticos baianos, em especial no âmbito petista. Ontem, por exemplo, os deputados estaduais governistas reiteraram a satisfação com o resultado da análise, que aponta um quadro de vitória do governador Jaques Wagner (PT) no primeiro turno. “Do jeito que as coisas vão, ganharemos no primeiro turno. A população reconhece mais os três anos de Wagner do que os 16 do carlismo”, reforçou o deputado Paulo Rangel, líder do PT.

Zé Neto (PT), apesar de sempre polêmico, dessa vez optou pela cautela. “Ainda é cedo para comemorar. Perdemos R$700 milhões em arrecadação devido à crise financeira, e o período é de recuperação. Mas, acredito que quando entrarmos no debate político mais contundente esta pesquisa vai ser café pequeno. Vamos falar de onde viemos e até onde chegamos”, destacou. Assim como eles, o vice-líder do governo na Assembleia Legislativa, deputado Javier Alfaya (PCdoB), fez questão de enfatizar “que é por conta de obras como a inauguração do Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus, que Wagner está disparado no Datafolha”. Javier foi mais além e não perdeu a oportunidade de atacar a oposição.

“O governo Wagner não é como os anteriores, que, sem passado e esquecidos pelo povo baiano, vive como baratas tontas e sabem com antecedência que serão mais uma vez derrotados nas urnas”. No final do discurso, Javier lembrou que o Hospital do Recôncavo – como está sendo chamado – ficou quase duas décadas como morto-vivo, e somente o governador Jaques Wagner teve a coragem de tirá-lo do papel para o benefíco do povo.

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