PF desarticula quadrilha conquistense que desviou milhões de contas bancárias

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Publicado por Mateus Novais | Colocado em Polícia | Data: 02 dez 2015

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por Mateus Novais
foto: arquivo BRG

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Uma nova operação da Polícia Federal em Vitória da Conquista cumpriu mandados de prisão preventiva e busca e apreensão na cidade. Dessa vez, a ação investiga crimes de fraudes bancárias cometidos através da Internet. O foco principal foi Conquista, já que a maioria dos recursos desviados eram encaminhados. A polícia tem provas documentais do pagamento, feito com os recursos desviados, de taxas de licenciamento veiculares referentes a milhares de veículos de Vitória da Conquista e região.

A operação, intitulada LAMMER, foi realizada em conjunto com o Ministério Público Federal e cumpriu 7  mandados de prisão preventiva, 14 mandados de busca e apreensão, além de 12 (doze) mandados de condução coercitiva. Além de Conquista, os mandados foram cumpridos nas cidades de São Paulo, Osasco (SP), Águas Lindas de Goiás (GO), Brasília, Itororó e Teixeira de Freitas.

Segundo a polícia, a quadrilha capturava os dados cadastrais e de senhas de acesso aos sistemas de internet banking, invadia as contas bancárias e transferia os saldos existentes para contas de laranjas. O dinheiro desviado era sacado ou ainda utilizado para pagamentos de boletos bancários, taxas de licenciamento de veículos, contas de consumo (água, luz, telefone, tv a cabo, etc.) e outros títulos. O grupo já vinha atuando há diversos anos, causando um prejuízo às instituições financeiras estimado em milhões. A polícia aponta que em apenas uma invasão de conta bancária os criminosos se apropriaram de quantias na casa das centenas de milhares de reais.

Os investigados que foram presos e conduzidos hoje responderão pelos crimes de estelionato qualificado e constituição e integração de organização criminosa, previstos no artigo 171, § 3º, do Código Penal, e no artigo 2º da Lei 12.850/2013, com penas que, somadas chegam a mais de 14 anos de reclusão.

LAMMER é o termo pejorativo utilizado para nomear criminosos cibernéticos que se acham acima do bem e do mal e que acreditam que nunca serão pegos. Em geral são operadores de programas desenvolvidos para captura de senhas, utilizados para invasões de contas bancárias através dos sistemas de Internet Banking.

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