Por que transformar Vitória da Conquista em Pólo Turístico de Inverno do Nordeste?

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Publicado por Editor | Colocado em Geral | Data: 08 nov 2015

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Por Josemar Rodrigues

(Porque mudaria o visual da cidade e geraria renda e empregos permanentes)


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Vitória da Conquista desfruta da condição privilegiada de ser a maior cidade serrana do Nordeste, de clima entre frio e ameno que caracteriza o seu período de inverno durante cinco a seis meses do ano. Com efeito, o inverno conquistense revela um clima agradável para o descanso e o entretenimento. Com sua atual dimensão urbana, seu dinâmico ritmo de crescimento e a capacidade de serviços nos seus setores de hospedagem e de saúde, entre outros, a cidade conta com condições básicas para que, progressivamente, possa ser transformada no mais importante Polo de Turismo de Inverno do Nordeste.

Existe a vocação natural da cidade para o desenvolvimento da indústria turística com todos os benefícios econômicos e sociais que dela poderão advir, principalmente a geração de empregos permanentes, o grande desafio do presente século. Entretanto, essa vocação por si só não é suficiente para atrair o turista que opta por escapar do calor e da umidade dos trópicos que identificam a Região Nordeste e, atualmente, busca as cidades serranas do Sudeste e Sul do país. Faz-se necessário a indispensável complementação ordenada e progressiva de iniciativas em diversos setores, identificados dentro de um plano previamente concebido e acionado pelo poder público municipal, em parceria com a iniciativa privada, para que os caminhos da cidade sejam abertos, progressivamente, em direção ao turismo.

O atual Festival de Inverno da Bahia dá uma contribuição importante nesse sentido. Os nomes dos excepcionais artistas conquistenses, Glauber Rocha e Elomar, reconhecidos em nível nacional e internacional, são atrações valiosíssimas que elevarão a imagem da cidade no contexto de desenvolvimento da indústria do turismo. A permanência do turista na cidade, objetivo primordial para fortalecer a geração de emprego e renda, depende da ampliação dos festivais de música, da criação de eventos de arte e de parques florestais com suas trilhas ecológicas na Serra do Piripiri, do embelezamento da cidade com um amplo projeto de arborização e da seleção e planejamento de uma área urbana nobre para a futura “ronda noturna turística”, com seus restaurantes e bares e segurança pública. A construção e instalação da infraestrutura aeroportuária com seus serviços correlatos já estão em marcha e representam uma excelente base para a partida da nova indústria. Incentivos para empreendimentos no setor do turismo rural (visitas a fazendas de café, a plantações de eucalipto e ao “sítio do Pau Brasil”), são possibilidades que devem ser consideradas.

Para reforçar o argumento em favor da denominada indústria sem chaminé para Vitória da Conquista, as cidades do interior do país com turismo de inverno, algumas com excelente desempenho, são urbanizações que oferecem um clima agradável para o visitante que busca o descanso e o entretenimento. É o caso de Petrópolis e Teresópolis no RJ, de Campos do Jordão em SP, de Joinville em SC e de Gramado e Canela no RS, para citar as principais atrações turísticas de inverno no interior do Brasil.

(Conclui no próximo número.)

Josemar Ferraz Rodrigues, filho de Arlindo Rodrigues, ex-prefeito de Conquista, é aposentado como coordenador de projetos do Banco Mundial em Washington

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