Prefeitura deixou demandas importantes de fora do projeto de reajuste, queixa-se SIMMP

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Publicado por Mateus Novais | Colocado em Educação | Data: 01 abr 2016

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por Mateus Novais

IMG_0113Nesta sexta-feira (1º de abril), a presidente do Sindicato dos Profissionais da Educação de Vitória da Conquista (SIMMP), Geanne Oliveira, utilizou a Tribuna Livre da Câmara Municipal para cobrar a participação dos vereadores nos interesses dos professores e monitores. O ponto de partida foi o projeto de lei que reajusta o salário dos professores, que, segundo Geanne, não contempla várias demandas dos profissionais da Educação.

A presidente do SIMMP criticou que a lei, enviada pelo Governo Municipal à Câmara, mantém a estrutura da carreira em dois níveis, negando a proposta do Sindicato de inclusão dos níveis de especialista, mestre e doutor. “O sindicato desencadeou a sua campanha para o ano de 2016 com a reformulação da carreira para os profissionais da educação e o cumprimento integral da lei do piso. Apesar de o reajuste já ter sido enviado à Câmara para ser votado sem a nossa aprovação, a campanha não se encerra aqui, pois a carreira dos Profissionais da Educação e o cumprimento integral da lei do piso continuam na pauta do dia”, garantiu Geanne.

Ela também criticou o descumprimento da jornada de trabalho dos Profissionais da Educação. Os profissionais querem que seja dividida em dois tempos: 2/3 para interação com os alunos e 1/3 para estudo e planejamento.

Geanne acrescentou também que a lei 12.014/2012, sancionada pela Presidência da República, prevê que todos os profissionais lotados na Secretaria de Educação sejam considerados profissionais da Educação. Para isso, seria necessário que todos os profissionais tivessem, pelo menos, o curso de pró-funcionário – realizado, em Conquista pelo Instituto Federal da Bahia (IFBA). “O SIMMP pautou essa discussão na Campanha Salarial de 2014, insistindo para que a Prefeitura concedesse a liberação dos servidores para o curso. O curso os qualificará para que desenvolvam a função de Profissional da Educação; e tenham um plano de carreira que valorize a sua formação e tempo de serviço”, esclareceu.

No entanto, Geanne esclareceu que há profissionais monitores que não precisam do pró-funcionário. “Temos profissionais com o magistério, alguns [formados em] pedagogia e outros com especialização na área. No entanto, não têm reconhecimento por parte do governo municipal. Temos [também] um grupo pequeno que já concluiu a formação do pró-funcionário e não está recebendo a gratificação, a remuneração prevista na legislação”, apontou Geanne.

Por fim, a presidente do SIMMP cobrou que “a CMVC não pode estar alheia a uma reivindicação que não é pessoal, mas dos profissionais lotados na secretaria de educação”.

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