Revitalização da Praça 9 de Novembro emperrou na Prefeitura  

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Publicado por Mateus Novais | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 19 ago 2015

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por Mateus Novais
foto: arquivo BRG

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O projeto de revitalização da praça 9 de novembro, principal centro comercial de Vitória da Conquista, está travado por falta de entendimento entre empresários, Prefeitura e comerciantes da Feira da Economia Solidária. Os empresários querem que a Administração Municipal defina mais rapidamente um calendário ou um novo espaço destinado à feira para que a obra na praça seja iniciada. Nesse imbróglio, o prazo para a reforma vai sendo prolongado.

O projeto de requalificação da Praça foi apresentado no mês de março deste ano, pela CDL à Prefeitura. A proposta prevê investimento dos empresários em questões pontuais, que transformaria o espaço em um local de convívio. Porém, por ser uma área pública, os serviços só poderão ser iniciados com o aval da Prefeitura; o que não foi feito até o momento.

Segundo a CDL, “vários empresários se propuseram a bancar a reforma, como o pontapé de um projeto que tende a ser ampliado para outros espaços comerciais da cidade. Mas, a categoria quer a garantia de que estes espaços mantenha a proposta de revitalização presente no projeto inicial”. Dentro desta proposta estaria um cronograma de utilização da Praça 9 de Novembro pelos comerciantes das Feira da Economia Solidária, que não incluísse as principais datas do comércio (Dia das Mães, São João e Natal, por exemplo).

No meio disso tudo, os grupos ligados à Economia Solidária argumentam que o desejo é que, o mais rápido possível, esse problema fosse solucionado. Para isso, seria necessário que a Prefeitura inaugurasse a Feira de Artesanato, localizada no Centro Cultural Glauber Rocha. “No município são 14 grupos, que gera renda para mais de 3 mil pessoas. Só na praça trabalham cerca de 30 pessoas, interligada com outras 200. Nós não podemos deixar toda essa gente sem essa fonte de renda complementar”, explica Armando Fernandes, presidente Associação de Economia Popular Solidaria (AEPS). Ele sugere que haja uma conversa com os três envolvidos, para que acabe com esta animosidade e encontre soluções para o problema.

Enquanto não há uma definição por parte da Prefeitura de como ficará o processo que envolve a revitalização da 9 de Novembro, a CDL aponta que “os empresários estão se desestimulando a participarem da iniciativa”.

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