Rio Pardo agoniza e deixa cidades sem água

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Publicado por Editor | Colocado em Bahia, Sudoeste, Vit. da Conquista | Data: 26 out 2015

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Editorial

Rio-Morto

Lavandeiras utilizando água parada e contaminada do Rio Pardo pode ser observado na vizinha cidade de Itambé. Uma bacia de água acumulada continua servindo parte da população mesmo sabendo dos riscos que corre.

Na divisa dos municípios de Vitória da Conquista e Encruzilhada (foto) a situação é mais dramática. A água do Rio não corre formando um cenário desolador para quem observa o Rio Pardo de cima da ponte. Logo na subida da serra, nos dois sentidos, é possível observar o vale seco nas imediações do que seria a barragem – promessa de campanha do PT em Vitória da Conquista nas eleições de 2012.

A bacia hidrográfica do Rio Pardo tem 32.334 km², abrangendo quase 30 municípios, cuja população residente é cerca de 260 mil pessoas. Seu principal afluente é o rio mineiro Mosquito, que está na microrregião de Salinas, abrange 11 sedes municipais com uma área de drenagem de 12.762 km² e abastece uma população de quase 110 mil pessoas.

Grande parte da área ocupada da bacia é utilizada para pecuária, agricultura, extrativismo vegetal e mineração, além de pequenas atividades industriais. Os rios são utilizados para irrigação, abastecimento público urbano e rural, lazer, turismo, navegação (foz do Pardo) e para a pesca artesanal de peixes como curimatã, traíra e piau.  Piscicultura de Machado Mineiro é um dos destaques do rio.

O Rio Pardo é federal e percorre uma extensão de 565 km, sendo 220 km no território mineiro, da nascente, no município de Rio Pardo de Minas, a cerca de 750 m de altitude, até a foz em Canavieiras, no estado da Bahia, quando deságua no Oceano Atlântico, a 18 km acima da foz do Rio Jequitinhonha.

O Rio Pardo recebe rios de Vitória da Conquista como seus afluentes – a exemplo do Verruga, Catolé e Choça. O volume de água destes rios chega ao Rio Pardo na cidade de Itapetinga.

Vereadores das cidades de Conquista, Cândido Sales, Encruzilhada e Itapetinga estão se movimentando para que os deputados que representam a região possam atuar em Brasília e Salvador em defesa de um projeto de revitalização da bacia do Rio Pardo.

A situação é a mais grave já registrada na existência do Rio Pardo. Agora só Deus poderá salvar o rio e que os governos possam voltar a atenção e restaure as matas ciliares –  vegetação florestal que acompanha os rios de médio e grande porte, e servem para preservá-los.

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