“Sindicato se encastelou atrás de uma proposta inviável”, diz empresas de ônibus

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Publicado por Mateus Novais | Colocado em transporte | Data: 04 fev 2015

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por Mateus Novais
foto: Roberto Silva

DSC_2690A afirmação lida no título dessa matéria deixa bem claro o impasse que há hoje entre o Sindicato dos Rodoviários de Vitória da Conquista (SINTRAVC) e as empresas do transporte coletivo (Viação Cidade Verde e Viação Vitória). No final da tarde desta quarta-feira (4), as empresas convocaram a imprensa conquistense para afirmar que não há possibilidade de se avançar nas negociações do percentual do plano de saúde para os rodoviários.

Pelo menos é o que garante o negociador contratado pelas empresas, Victor Marcondes (a esquerda da foto), autor da frase de efeito do título do texto. Para ele, a implantação do plano, independente da participação percentual das empresas “é um avanço histórico, já que nunca houve um plano de saúde para os trabalhadores”. Marcondes ainda ressalta o reajuste de 9% nos salários e mais 11% no vale alimentação, além do aumento de 16% no combustível, para afirmar que “não há como conceder um percentual de mais de 10% no plano”. “O problema é que o sindicato não está argumentando as propostas, estão pedindo 50% e ponto final”, garante o representante das empresas.

Além disso, as empresas argumentam que não houve um acordo, em 2014, para que as empresas pagassem qualquer valor referente ao plano de saúde. “O que está na ata do Ministério [Público do Trabalho – MPT] é um compromisso para realizar um estudo para implementar o plano. Compromisso que foi cumprido desde julho do ano passado e finalizado no dia 17 de janeiro deste ano, com a definição do valor em R$ 81 para cada trabalhador”.

Por estas questões, os empresários afirmam que não há como aceitar qualquer tipo de pressão vinda do sindicato. “Se nós cedermos todas as vezes a esse rolo compressor, a cidade vai gemer”, finalizou o diretor da Viação Cidade Verde, Sergio Huber (a direita da foto).

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