Só não me peça pra fazer sentido

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Publicado por Editor | Colocado em Geral | Data: 21 abr 2014

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por Nina Alvim

Que sentido é esse que faz exércitos de iguais?

chapeleiro (1)

Hoje o sabor do café parece diferente. Ao invés de despertar ele parece levar-me para as brumas sonhadoras de quem se recusa a acordar.

Não, não quero fazer sentido. Não quero ser parte de um sentido que cega os olhos e põe óculos que apenas faz ver através de meu ponto de vista,  que agrava a capacidade de ouvir e escutar exatamente o que é dito, que anestesia o coração e leva-o a sentir apenas sentimentos escolhidos pela massa que não avalia.

Que sentido é esse que faz exércitos de iguais?

Não, não quero fazer sentido. E toda vez que o café me despertar para a igualdade de pensamentos, sem a capacidade crítica peculiar a raça humana, mudo de café, mudo para um de sabor que permite o aquecer da alma e desvia do acordar, levando ao exercício da prática utópica de pensar diferente, de ser diferente, de acreditar no bem, de ver o lado bom das coisas, de sonhar as possibilidades, de somar-me a todo e qualquer sonho do bem, não importando em absoluto quem é o criador.

Não, não me peça pra fazer sentido, não faço parte dos que acreditam que o jogo terá resultado diferente sem a mudança individual, sem o exercício da cidadania consciente de quem assume-se como responsável pelo resultado do jogo.

Alguém conhece um café que adormece? Não, não me peça pra fazer sentido. . .

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