Solla critica secretário Fábio Vilas Boas em programa de Rádio

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Publicado por Editor | Colocado em Bahia, Saúde | Data: 21 dez 2015

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da Redação
Foto: ilustração

SollaContinua repercutindo em todo Estado da Bahia as declarações do secretário Fábio Vilas-Boas (Sesab), por ocasião da inauguração de novos equipamentos no Hospital de Base de Vitória da Conquista, – que estabeleceu meta Maca Zero nos corredores daquela unidade hospitalar. O secretário garantiu que se a meta não for alcançada promoverá mudanças na direção e sentenciou: “não quero nem saber quem nomeou”. O prazo dado foi de 6 meses.

O deputado federal Jorge Solla (PT), ex-secretário da pasta (Sesab) no governo Jaques Wagner, saiu em defesa da direção do Hospital de Base. Em mensagem ao governador Rui Costa, Solla fez críticas a Vilas-Boas já reproduzidas no BRG.

Entrevista a Rádio FM de Santo Antonio de Jesus

As farpas de Solla não pararam. Confira a íntegra da entrevista do parlamentar baiano concedida a Rádio Recôncavo ao radialista Joselito Fróes. Confira:

RR – Como está a relação entre o senhor deputado e secretário de Saúde da Bahia?

Solla: Nós temos tido todo o cuidado. Você como um homem da imprensa tem acompanhado, até então eu tinha me abstido de emitir opinião acerca da atual gestão da Secretaria da Saúde do Estado. No entanto, depois de quase um ano de evidentes e sucessivos desastres, ele está promovendo um desmonte da saúde pública da Bahia. Por último agora, nas últimas semanas, o secretário passou a usar uma estratégia que só reforça a opinião de quem conhece ele sabe, da arrogância, da prepotência e da incompetência. Ele quer emparedar os diretores dos hospitais, atribuir a responsabilidade aos diretores dos hospitais, humilhar os diretores dos hospitais junto à opinião pública para justificar a dificuldade da sua gestão, e isso a gente não pode permitir.

Agora aconteceu um fato em Vitória da Conquista que eu lhe diria que foi a gota d’água. O Hospital Geral de Vitória da Conquista você conhece muito bem, um dos maiores do estado, ele hoje é o segundo maior hospital em produção em toda rede estadual, só perde para o Hospital Roberto Santos, que tem quase o triplo de leitos que o de Vitória Conquista. A equipe de direção do hospital passou por um ano muito difícil porque a Secretaria da Saúde do Estado cortou metade dos recursos financeiros e abastecimento de todos hospitais da rede própria, comparando com a média dos anos anteriores.

Esse ano só liberaram metade dos recursos. A Secretaria de Saúde do Estado demitiu mais de mil profissionais de enfermagem, técnicos e enfermeiros de nível superior que eram contratados pela Fundação Estatal Saúde da Família para os hospitais da rede própria, impactou negativamente em todos os hospitais, inclusive no Hospital de Base de Vitória da Conquista.

Todas as obras que estavam em curso até o ano passado estão paradas, inclusive em Conquista uma UPA que está praticamente pronta para ser entregue desde o início do ano, vizinha ao hospital, a obra continua paralisada. A obra de ampliação de emergência também foi paralisada, a obra da construção dos novos leitos foi paralisada, a obra da radioterapia foi paralisada. Então foi um ano muito difícil. Mesmo assim, a equipe de direção segurou o hospital na unha, manteve o hospital em pleno funcionamento, conseguiu viabilizar apesar de ter metade dos recursos financeiros, perda de recursos humanos e todas as obras de investimento paralisadas, conseguiu manter o hospital funcionando.

Então não podemos admitir que chega o secretário nesse hospital e, perante à opinião pública, às rádios e blogs, coloca a responsabilidade das dificuldades na direção do hospital. Com ameaças, de que se não resolverem em quatro meses que vai substituir, que já tem plano B, não se faz gestão assim. As pessoas têm que entender que as unidades públicas, elas – como o nome já diz – são da população, não são patrimônio pessoal de ninguém.

RR – O secretário falou que só fica no hospital por produtividade. Quem não produzir, não fica. Foi um ataque ao deputado Jorge Solla?

Solla – Eu diria que foi uma prova da arrogância, da prepotência e da incompetência como ele tem conduzido a secretaria. Que só deve ficar quem dá resposta, isso é coisa mais natural do mundo. Só que ele estava falando de uma direção de hospital que deu resposta durante todo o ano, apesar dele como secretário não ter feito a parte dele. Cabia ao secretário conseguir recursos financeiros para abastecer o hospital, ele não conseguiu passar metade. Cabia ao secretário viabilizar que as obras que foram iniciadas fossem concluídas: ele não conseguiu e as obras estão todas paradas.
Cabia ao secretário fazer a UPA funcionar, ela continua fechada. Cabia ao secretário garantir a reposição dos recursos humanos que porventura tiver que sair e ele não conseguiu viabilizar. Então o secretário que não fez a sua parte não pode virar para opinião pública e atribuir à direção do hospital a responsabilidade de qualquer dificuldade. Pelo contrário, ele deveria ter chegado ali e elogiado a direção do hospital, que apesar de todas as dificuldades conseguiu superar um ano muito difícil, em que o secretário estadual de saúde não fez a parte dele.

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