Um olhar para trás III

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 18 abr 2019

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Por Alberto David

Um Céu estrelado

Talvez minha mãe não percebesse os berros e gritos daquela criança devido aos estardalhaços dos fogos de artifícios que se misturavam aos brilhos das estrelas do céu. Era noite de São João. – Um menino! Bradou a parteira. Na época, não existia ultrassonografia. O entusiasmo foi grande ainda mais para meu pai, pois até então só nasciam meninas. Minha mãe veio das lindas terras da pequena cidade de Jacaracy, onde deixou suas raízes, descendência, enfim sua árvore genealógica, de geração em geração e alcançou a fama da moça mais bela de lá. Meu pai chegou a Jacaracy ainda rapazinho, fugindo de Barra da Estiva, sua terra natal, onde estava tendo um surto de febre amarela que atingiu a população, matando o seu pai , ainda moço. Em Jacaracy conheceram-se, e minha mãe fez sua escolha entre os admiradores ou seus pretendentes na cidade, ficando com o forasteiro com quem se casou.

Logo após vieram para Vitória da Conquista e se estabeleceram definitivamente aqui. Muito atirada, para a época, minha mãe era conhecida pela sua maior qualidade, caridosa. Tenho boas lembranças dela… E como ela sofreu muito de cama, alimentando-se por um cateter e respirando por uma mangueira que chegava aos pulmões. Fui o primeiro filho homem. Não desgrudava de meu pai e nem ele de mim. Chamava a atenção de todos o apego, o exemplo de pai e filho. Mas, adiante, na verdade, tudo ia se desmoronar…

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Coisa feia

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 18 jun 2018

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Por Alberto David

Da preguiça daquele que é incapaz de dar uma forcinha, de ajudar na mudança de um móvel, um sofá ou lá o que for e, ao contrário disso, sai de mansinho e diz: “tô fora”.

Da dependência, dos que ficam o tempo todo esperando pelos outros. De não compartilhar com o orçamento da casa, come, e diz:

Não! Esta conta não é minha.

Não participa das tarefas da casa, não lava um prato, não põe água para os animais, mas fica meu bebe pra cá, meu bebe pra lá. Não pega numa vassoura, não põe o lixo na rua e etc. etc. E diz isso não é comigo, o cachorro não é meu !?

Dos que sentam à beira da cozinha esperando a refeição e não ajuda, nem para lava o seu próprio prato. Dos que ficam à mercê do 0800. …Leia na íntegra

Um olhar para trás V – Um coração atormentado

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 05 jun 2018

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Por Alberto David

Vem-me à lembrança “A tragédia de minha vida “, de Oscar Wilde, que revela uma escrita “desnuda”, numa linguagem clara, e é assim que gosto de dizer, de forma clara e verdadeira os fatos da minha vida artística. Um percurso que não foi fácil. Eu tive de percorrer um longo caminho, tortuoso e agreste, tendo uma pedra em cada curva, que se sucedia a cada jornada. É bem verdade que contei em minha travessia com importantes pessoas à volta.

Era um menino ainda. À noite eu e meu pai íamos todos os dias à casa de minha avó. E as mudanças foram distanciando um do outro, ainda mais com o nascimento de mais um filho homem.

Por volta de l996, trabalhava no Posto Shell, era um bombeiro (hoje frentista) e abastecia os automóveis e caminhões que transportavam gado para o abate, que viam da região pecuária, das cidades circunvizinhas. Fui promovido a gerente do Posto de Shell. …Leia na íntegra

Um olhar para trás IV

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 31 maio 2018

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Por Alberto David

O homem, a imagem e o Artista

Às vezes a gente não quer pensar, voltar às coisas que já se foram, mas como desligar o botão das lembranças amargas de um tempo de sombras?  O destino parecia pregar-me uma peça, voltar a casa onde nasci: “RUA FRANCISCO SANTOS”.

Era como nos velhos tempos, lembranças de uma idade feliz. Tenho doces lembranças do antigo cinema Glória, então do Avant–Premier,  do filme “O tropeiro”, do cineasta conquistense Osaná Rocha e a corte de ilustres de atores famosíssimos que vieram de fora,  alguns de países estrangeiros, para a grande noite do cinema nacional com o filme rodado aqui na região. Lembro-me das noites festeiras de São João; do primeiro automóvel importado e da grande novidade, a chegada dos primeiros aparelhos de televisão em nossa cidade e também como me esquecer  daqueles vizinhos que se cotovelavam pelos cantos da casa de meus pais para assistirem à novela das oito ou o programa de jovem guarda? Naquele tempo, poucos tinham condição de comprar um aparelho de TV . E as viagens à fazenda com meu pai no Jeep, o qual até certo trecho da estrada eu dirigia?

Mas voltemos à RUA FRANCISCO SANTOS, a casa onde nasci,  que já não era a mesma coisa, aliás,  não deixaram nem rastos de memória, a não ser de uma banheira enorme que funcionava para nós como uma pequena piscina, e que me deixou enormes lembranças, mas não era  mais a casa onde nasci , a residência perdera o formato total, parecia ser uma ilusão, só havia na minha memória. A casa foi dividida em diversos cômodos para locações. Vivemos ali alguns momentos de esperança,  eu, minha mulher e meus filhos.   …Leia na íntegra

Um olhar para trás III

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 06 maio 2018

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Por Alberto David

Um Céu estrelado

Talvez minha mãe não percebesse os berros e gritos daquela criança devido aos estardalhaços dos fogos de artifícios que se misturavam aos brilhos das estrelas do céu. Era noite de São João. – Um menino! Bradou a parteira. Na época, não existia ultrassonografia. O entusiasmo foi grande ainda mais para meu pai, pois até então só nasciam meninas. Minha mãe veio das lindas terras da pequena cidade de Jacaracy, onde deixou suas raízes, descendência, enfim sua árvore genealógica, de geração em geração e alcançou a fama da moça mais bela de lá. Meu pai chegou a Jacaracy ainda rapazinho, fugindo de Barra da Estiva, sua terra natal, onde estava tendo um surto de febre amarela que atingiu a população, matando o seu pai , ainda moço. Em Jacaracy conheceram-se, e minha mãe fez sua escolha entre os admiradores ou seus pretendentes na cidade, ficando com o forasteiro com quem se casou.

Logo após vieram para Vitória da Conquista e se estabeleceram definitivamente aqui. Muito atirada, para a época, minha mãe era conhecida pela sua maior qualidade, caridosa. Tenho boas lembranças dela… E como ela sofreu muito de cama, alimentando-se por um cateter e respirando por uma mangueira que chegava aos pulmões. Fui o primeiro filho homem. Não desgrudava de meu pai e nem ele de mim. Chamava a atenção de todos o apego, o exemplo de pai e filho. Mas, adiante, na verdade, tudo ia se desmoronar… …Leia na íntegra

Um olhar para trás

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 08 abr 2018

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Por Alberto David

Iniciei meus escritos literários como pensador. E não executaria tal ofício, se não houvesse influência de outros que viveram em épocas remotas, a exemplo de pensadores dos tempos de 350 a.C.
E assim percebo que as minhas reflexões não foram em vão, visto que, certa vez, li comentários que me diziam respeito: “A fama e a glória vão chegar para o sofrido e desprezado autor conquistense, afirmando com veemência prof. Mozart Tanajura

Às vezes, fico pensando como é brilhante a mocidade, mas enquanto meus colegas dos idos tão longínquos pensavam em se divertir, eu pensava em outras coisas. Minhas preocupações eram outras, ou seja, eram com os que ficavam às margens da sociedade, na miséria, enfim, dos esquecidos da sorte. Como me senti bem com isso. Era rapaz descontente. Imagine se fosse nos tempos de hoje –digo, tinha que ser cego para não ver tantas barbaridades. …Leia na íntegra

Ainda há tempo

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Publicado por Editor | Colocado em Cultura, Vit. da Conquista | Data: 09 fev 2018

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Por Alberto David

O quanto é belo o tempo para viver as coisa belas da vida, mas há pessoas que não aproveitam a oportunidade, e consiste em torcer para a derrocada dos outros, de vez de olharem para dentro de si e ver, fazem o contrário, se preocupam com a vaidade dos outros, ou vivem para a efemeridade, ou o ócio, enfim, uma vida vazia. E não percebe o quanto se pode ser feliz. Há indivíduos que são ruins mesmo, outros, se desculpam, “foi um mal dia”.

O quanto a gente é feliz em dar a mão a quem precisa.

Mas as pessoas gostam de viver a vida que não é sua. São os parasitas inventam coisas, para ocupar o tempo, a exemplo uma fofoca qualquer, diga-se de passagem uma simples fofoca as vezes, provocam efeitos terríveis, e por ai vai… …Leia na íntegra

O mundo mudou

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 22 jan 2018

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Por Alberto David

Há dias procuro algo para dizer, mas o que dizer?  A verdade é que o mundo mudou e perdemos a inspiração para dizer algo ou alguma coisa que valha a pena. Precisamos ser sinceros.

Os homens a cada dia andam para trás, vivemos em situações nunca vividas. Coisas dantescas, horripilantes e inusitadas ocorrem a todo instante. “De onde viemos, o que somos, e para onde vamos?”  é algo que nos perguntamos, pois a  vida está sem sentido e é tempo de tudo,  é um tempo de espanto.

Como disse o “profeta” Raul Seixas, “Pare o mundo que eu quero descer”, eu diria o contrário: Pare o mundo que eu quero subir. Isso porque, nestas últimas décadas, temos vivido   como se fôssemos para as batalhas todos os dias, de uma guerra fria, sem graça, para manter a  vida. São tantas as dores, tantas injustiças, tantas pedras no caminho.  Mas, não se pode entristecer.   Vamos nos lembrar dos versos da canção de Gonzaguinha:  “Viver e não ter a vergonha de ser feliz”.  Ou cantarolar os versos de Zeca Pagodinho: “deixa a vida me levar”. Ou, até mesmo, fazer de conta que não temos cabeça, e assim não pensar em mais nada. …Leia na íntegra

Fecham-se as cortinas

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Publicado por Editor | Colocado em Cultura, Vit. da Conquista | Data: 01 out 2017

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Por Alberto David

Passeava pelas manhãs ensolaradas desta cidade pelos idos de l985. Fazia o trajeto que dava de frente com o Centro de Cultura. Lá estava ele, um gigante em concreto e cimento armado, dando a impressão de uma grandiosa escultura pós-moderna,pensava: “Um Centro de Cultura para Vitória da Conquista!”

Em 5 de junho de l986 era dado como inaugurado o nosso Centro de Cultura. A Casa era novidade em Conquista e levava o nome do poeta maior de nossa terra, Camillo de Jesus Lima, numa homenagem justa. Ocuparia o meu espaço, seria uma boa oportunidade para colaborar com a cultura da terra .

O Centro de Cultura veio para ser um divisor águas na cultura conquistense. Muitos são os movimentos em nossa terra que sempre têm lutado para manter vivo em setor, uma vez que um povo não se preocupa  com esse aspecto, o que contribui para a perda de sua própria  identidade.

Trabalhei ali e,  por ser um  artista, já conhecido e querido do público,  sofri muito com a inveja de algumas pessoas,o que representou  um momento cruciante em minha vida,   sem dizer das decepções com os próprios colegas, com raríssima exceção .  Mas estou consciente do dever cumprido. É o que vale. Sem receber nenhum soldos significativo que valesse pelo meu esforço, sem dúvida nenhuma,  o Centro de Cultura não tem culpa, pois é  apenas uma construção de ferro,  cimento e aço;  a culpa é de certos administradores que falham na conduta , na falta de projetos  e também pecam na ética, no que diz respeito ao  tratamento  hierárquico. Acredito que o respeito tem que ser mútuo, mas, na maioria dos casos , sempre a presunção e a arrogância estavam à frente . E isso dificulta a harmonia para uma administração digna. Eles têm que dizer por que estão ali.

Dentre os vários projetos que o Centro de Cultura proporcionou vale destacar  “Artes para a Comunidade” , uma promoção  interessantíssima,  com  cursos gratuitos,  como desenho,  pintura,  capoeira e  teatro; o projeto “ Salões Regionais de Artes Plásticas”,  sob os auspícios da Fundação Cultural da Bahia. A partir desses movimentos, houve um despertar,uma efervescência de talentos surgindo.

A construção destes Centros Culturais tem como objetivo abrir os espaços para novos talentos da cidade e região, mas  como não havia Centro de Convenção,  todo evento de interesse público poderia ser realizado lá. Mas o foco principal eram os espetáculos teatrais, como o daCia Baiana de Patifaria( com sua peça “A bofetada”)  e shows de cantores famosos que vinham abrilhantar mais a cidade e trazer o  entretenimento  para a comunidade tão penosa de lazer.

Apagaram as luzes !

As portas fechadas durante  este  tempo,quase cinco anos , trouxe um prejuízo enorme  em particular para os artistas da terra  e região . E,obviamente,para a comunidade de .Vitória da Conquista,conhecida como  “Cidade do Frio“; “Cidade das Rosas“, “O Planalto da Cor“ ;  agora ficou com a pecha:  ” Cidade sem Centro de Cultura ” .

Não é possível continuar fechado tanto tempo. É uma enrola sem tamanho, um tempo que daria para construir  um outro espaço. Não há desculpas, enquanto são inaugurados  outros empreendimentos vultosos,  a Cultura espera humilhada e constrangida.Tudo ao nosso redor é arte. Já pensaram o mundo sem arte?  Recorro, agora, ao célebre compositor Beethoven,  quando declarou : “o artista nasceu para sofrer e dar alegria aos outros”.

Fica parecendo que O Centro de Cultura não dá votos

A Cultura  é um marco para  qualquer cidade  a exemplo da Grécia referência mundial   da  Cultura .

Verdades secretas

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 24 set 2017

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Por Alberto David

Já faz algum tempo que fatos incríveis e misteriosos ocorrem lá pelas bandas da fazenda Jaqueira,  linda propriedade rural, que um dia foi de Seu Emilio, meu pai, que transformamos num lugar, paradisíaco. Vivemos ali, eu e minha esposa, um amor cigano de tirar o fôlego.  Mesmo tendo de voltar a Vitória da Conquista, nunca abandonei meus amigos dali, ou melhor, agregados,  lavradores e vaqueiros,  também os animais como  cavalos, éguas  cachorros e gatos. Aproveitava os janeiros  e levava minhas ferramentas (tintas, pincéis e telas) para pintar. Certa vez, retratei as coisas principais dali e fiz uma mostra em Salvador; exposição bastante concorrida, com cinco emissoras de TV cobrindo o trabalho.

Mas o assunto aqui é outro. São casos  secretos, verdades secretas,  que se sucederam comigo, enquanto estive por lá e só agora vem à tona.

Perto  desta paisagem paradisíaca,  costumávamos ir até a Caatiba, cidadezinha mais próxima, dava uma légua montado,   para cair nos braços de uma lourinha gelada,  como era o meu caso, ou melhor dizendo,  o nosso caso,  eu e minha musa  .No sábado, então, dia de feira, era uma festa . Tomávamos  todas  e quase, ao anoitecer, voltávamos para a casa. Lá vivíamos as intimidades,  mas…poupem-me dos detalhes!

Na Fazenda,  a inspiração era latente,  muito fácil, dada a beleza natural da fazenda,  em especial as águas do rio Catolé que, quando chovia, passava por cima da ponte. Hoje  é quase um riacho,  tamanho o retiro das águas, sem fiscalização do IBAMA. …Leia na íntegra

Os pais passam

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 13 ago 2017

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Por Alberto David

 

“Honrai o vosso pai e a vossa mãe, a fim de viverdes longo tempo” .E Deus fez as leis. E quem a desrespeitou teve a sua Ira. Isso vem desde os tempos de Moisés. Coincidência ou não, o fato é que muitos jovens morrem estirados nas calçadas,  nas sarjetas ou nos braços de sua mãe , que grita a perda do jovem filho. Muitos deles são os principais responsáveis, pois não ouvem os pais e jogam os afetos fora . O melhor alerta é dar-lhes disciplina para que não venhamos chorar depois.

Jesus não veio obstruir a lei, ou seja, apagar os mandamentos, veio  trazer o verdadeiro sentido e adaptá-lo ao grau de adiantamento, e a frase “Honrai os seus pais é falar de amor, pois   tudo que um pai faz por um filho é para o bem dele. Veja a interpretação de Jesus, na máxima “Qual  o pai que um filho pede um cesto de pão e o pai lhe dá um cesto com uma serpente?”.

A máxima acima me fez lembrar de uma história  de dois irmãozinhos .Um deles nutria grande afeto por uma formiguinha,o seu irmão gêmeo  pisou nela e a  matou,  sem saber que era do seu  irmão. Mas, quando viu a cena do irmãozinho, olhando para a formiguinha morta, gritou: – Meu Deus!  A formiguinha era dele! …Leia na íntegra

O mundo está sem endereço

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Publicado por Editor | Colocado em Cultura, Vit. da Conquista | Data: 02 ago 2017

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Por Alberto David

O mundo está  sem endereço .  “Maldito o homem que confia  no homem” , disse Jesus,  e  “Confiai apenas  no Senhor”,   disse um profeta ,  obviamente esse profeta  não disse isso  para ofender o homem,  apenas que abríssemos   os olhos,  pois o Senhor não falha nunca,  mas  o homem  derrapa.  Confiar com cautela  e saber que em primeiro lugar vem  a amizade de Deus e depois a do homem.  Lembrei-me, também,  do filósofo Diógenes  que  caminhava  pelas ruas  da sua cidade, acompanhado  de um  cachorro,  numa noite nevoenta  e escura.  Andava para lá e para cá  com uma lanterna na mão e as pessoas  o  paravam, curiosamente, para  questioná-lo:  “ Mestre,  o que há? O senhor a  estas horas,  caminhando   sozinho,   sem rumo?”. E ele, de imediato, deu a  resposta:

“Procuro um homem honesto “ .

Mais  adiante,  encontramos outra  reflexão  do nosso Rui Barbosa,  que  afirmou:   “Chegará o dia em  que  o homem sentirá vergonha de ser honesto…” , que vem  coadunar perfeitamente  com as palavra de  Jesus , “Maldito é homem que confia no homem”.

Analisando bem,  como  é bonito encontrarmos um homem  honesto ou uma  amizade que enche os nossos olhos.  E, às vezes, conversando com os meus botões,   fico extasiado com essas pessoas.

Existem amigos, sim! …Leia na íntegra

Há medicos e médicos

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 27 jul 2017

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Por Alberto David

Pensei o bastante como iniciar estas linhas, como iniciar o preâmbulo, mas de repente ficou tudo fácil para mim. Veio-me logo à cabeça um colega, contemporâneo da primeira escola particular desta cidade, à frente seu próprio dono: o saudoso  Professor Moura. Muitos que frequentaram ali se formaram e foram bem-sucedidos.  Moura  era fantástico, o  mais importante conhecedor da língua portuguesa daquela época, sabia muito o latim e isso o fez o grande conhecedor do vernáculo. A coisa lá era na base da palmatória.  Aprendia ou saía da escola. Lembro-me das sabatinas. Nunca me esqueci de tabuadas, em especial da multiplicação. Na Escola de Santo Alberto, todos prosperaram, eu não,  não gostava de estudar, achava muito chato.  Preferi ser  artista , de qualquer forma,  fiz o meu sucesso  único da classe que não era normal , mas, vejam bem , normal…sem diplomas específicos.  As linhas acima  vêm ser uma ponte para  titular o artigo, mas o assunto aqui  é outro.

Há Médicos e médicos. Em primeiro lugar, eu não sou médico, mas   ando agoniado e já faz  tempo. …Leia na íntegra

Mudar a cabeça

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 08 maio 2017

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Por Alberto David

De que adianta lastimar tantas coisas negativas que a vida nos impõe? Tudo ocorre pelos nossos próprios erros , e temos que quitar isso. Evidente que há coisas as quais fogem a esta regra, a exemplo da maldade humana , que não há limites, provando, com isso, que os animais não são tão irracionais assim.

Há coisas inexplicáveis que também fogem à regra, o que ora passa no nosso país. É muito difícil se entender a cabeça das pessoas, como os Jovens que lutavam contra o sistema criminoso da ditadura , dos anos 60, com bravura e admiração. Enquanto que hoje existe uma geração que é uma tristeza, no que se refere aos ideais humanos . Aqueles do passado, dos quais éramos admiradores, uma vez que se constituíram um exemplo para todos nós, não existem mais. Os de hoje são uma vergonha . Agora cabisbaixos, sem honra, sem medalha. Inexplicável .

Talvez o “Diabo” seria uma saída para explicar os fatos. Poder, dinheiro, ganância , egoísmo, tirar vantagem em tudo. É a Lei do Gerson. Eu imagino Jesus com tanta simplicidade, tinha apenas uma sandália, uma túnica e a palavra, seu poder maior. Que atraso o nosso! …Leia na íntegra

Velhos, eis a questão

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Publicado por Editor | Colocado em Cultura, Vit. da Conquista | Data: 26 mar 2017

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Por Alberto David

 

  “Como difícil é salvar a casca da reputação das pedras da ignorância”

Petrarca

Desde os tempos de rapazinho,  em vez de  ir às festas , tomar os chopes,  ir  paquerar, como é peculiar à mocidade,   preocupava-me  com outra  coisa, com  a complexidade da vida, a começar pelas desigualdades sociais e etc. e tal.  É  por isso me viam como um  jovem diferenciado,  mas, na verdade,  eu queria entender melhor e tirar minhas conclusões.

Certa vez, em plena época de carnaval,   fui chamado a atenção de um amigo cliente do posto de gasolina no qual trabalhava , que foi de meu pai,  onde fui bombeiro ( hoje  se diz frentista). Ele me chamou e disse: ” Poxa, frentista, você  em  vez de estar no clube brincando o carnaval,  fica com este macacão sujo de graxa  atendendo à freguesia  em plena festa. Hoje à noite tem mais um grito de carnaval, seu pai é um homem bem-sucedido e ainda  sócio patrimonial  do Clube Social e você fica ai marcando bobeira” –   disse o amigo . Após abastecer o automóvel, disse a ele:  “Hoje à noite dou um pulinho por lá!”.  E fui ao grito de carnaval,  peguei o carro de meu pai, um  Austin inglês,  e fui ao clube. Para quem não tem conhecimento,   nesta época já havia  carros importados por aqui. …Leia na íntegra

Raudenis, zagueiro central do futebol e da vida

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 11 ago 2016

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Por Alberto David

RaudenisO União de Sana, o Grêmio do Sargento Sales, o Vasco, a equipe do Rodoviário, esta, formado por funcionários da empresa Magnesita, a equipe chegou arrasando , ganhando todas , no ataque, um tal de Pelé, Nilo, Chiquinho; chamava minha atenção , o Nilo ; um goleador extraordinário gostava de vê-lo jogar , batiam muito nele, o cara era bom demais ; lembro-me de cabeção o goleiro desta equipe, tenho dúvidas , de quantas taças eles levaram de nós, o Rodoviário jogava como um trator, ou melhor dizendo passava por cima de todas as equipes . Era um cometa! jogavam bonito demais mas o meu time era o Humaitá , na época eu era apenas um garoto e vivi os melhores tempos da minha vida , e do futebol daqui.

O União era um time dirigido pelo velho Sana. Miltinho La Bamba duble de jogador e cantor da jovem guarda, e muitos outros passaram pelo União, enfim, um tempo memorável de craques que não ficam a dever a Neymar e nem aos outros… que todos os anos ganham a chuteira de ouro que igualam a um Naldo ou um Piolho. Naldo era mais cabeça sabia armar o time e exímio driblador e passava a bola para Piolho nas imediações do meio de campo, quando Piolho pegava a bola, corria , não tinha conversa, e chutava; dificilmente não fazia o gol. …Leia na íntegra

Honrar os seus pais

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 08 maio 2016

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Por Alberto David

Alberto DavidChegará o dia em que os filhos conhecerão o íntimo de seus pais. “Os filhos nasceram para singrar os mares, correr seus próprios riscos e viver suas aventuras”. Os pais não devem segurar seus passos, como também carregá-los nos braços, mas fazer com que eles entendam que devem andar com suas próprias pernas, seguir seus próprios caminhos à procura de seus sonhos. Além disso, devem colher seus próprios frutos, povoar a terra, plantar a arvore da vida e iniciar sua história para que seus netos possam orgulhar-se dos seus antepassados e de seus belos exemplos, enfim, fazer o seu futuro com planejamento e responsabilidade .

Os filhos vieram dos pais para o mundo. Alguns podem desviar da rota para caminhos escusos, mas, certamente, levaram consigo os conselhos, as instruções, os valores, o amor, as noites perdidas esperando por eles .”Os pais devem prepará-los, educá-los para navegar mar a dentro e encontrar o seu próprio lugar; os filhos devem ser como um rio em curso que vai cavando o seu próprio leito. E não devem ficar esperando que a mesa seja posta ante os seus próprios braços cruzados. Devem deixar de ser crianças e se sustentar com o suor dos seus rostos, serem dignos do seu salário é bíblico e notório: ” Não vês, preguiçoso, a formiga que trabalha diuturnamente em busca de suas provisões e abastecimentos e guarda para quando vir o inverno? “. …Leia na íntegra

A vida passa, mas a história permanece

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 17 mar 2016

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Por Alberto David

ALBERTO-DAVID BBEle é um importante empreendedor nesta cidade, ainda quando esta começava os primeiros passos e tinha como prefeito, na época, Gerson Salles. Emílio Vieira e Silva veio de Barra da Estiva. Chegando a Jacaracy , dos Davids, ali se apaixonou e casou-se com Zila, minha mãe. Segundo quem a conheceu, nesses tempos, se encantava com a sua beleza e, a título de curiosidade, foi a primeira mulher a dirigir automóvel em Vitória da Conquista. Ela sempre esteve à frente do seu tempo, mas isso é outra história.
Casados, vieram para esta cidade. Aqui Seu Emílio, como era chamado carinhosamente , trabalhou na Sapataria Conquista , onde fica o prédio da Caixa Econômica, atualmente. Ali aprendera a arte oficial de alfaiate e sapateiro, complementava seus proventos vendendo querosene e, com pouco tempo, instalou uma pequenina bomba manual que, ao ser acionada, puxava esse produto com facilidade. O local da venda ficava logo à frente da fabrica de sapatos. …Leia na íntegra

O Natal do Menino Jesus

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 24 dez 2015

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Por Alberto David

NAtalNoite feliz ,
da ceia farta,
das ostentações
e egoísmo.
Noite feliz,
do lucro fácil,
do comércio
e ganância.
– Aniversaria o Menino Jesus.
Nas praças,
nas avenidas
e nos cantos da cidade,
perambula o menino órfão,
cabisbaixo,
sem esperança
e amor.
Noite de tristeza e melancolia
sem Papai Noel,
nem mero brinquedo,
nem pedaço de bolo,
só desprezo de todos,
festeja com lágrimas nos olhos,
a Noite feliz que não veio.
Peregrina pelas ruas desertas da cidade
o menino de rua.
Sem o abraço amigo, nem um afago beijo ,
nem restos de amor,
só indiferença de todos,
festeja com lágrimas nos olhos.
O Natal que não veio

Não é Natal

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Publicado por Editor | Colocado em Geral | Data: 18 dez 2015

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Por Alberto David

ALBERTO-DAVID BBO mundo celebra ou melhor comemora a data que referencia o nascimento de Jesus. Uma data que não existe, é apenas simbólica, pois não registra nada que prova que Jesus nasceu neste dia. O Natal Já começa errado…

São muitos os contrastes desta festa, eu disse festa !?, errei; falo dos louvores e das graças do menino Jesus.
Jesus nasceu numa estrebaria, onde não tinha médicos, parteira etc. Junto a ele um carneiro, um jumento, seus Pais, e os Reis Magos, num ambiente tão simples e de orações.

Já adulto e peregrino, saia pelos vales, montanhas e se alimentava junto aos seus discípulos, comia do que tinha. E andava e com suas vestes simples pelos vales, montes, montanhas íngremes que ás vezes lhes feriam os pés até sangrar. Seu pai era um simples carpinteiro, e sua mãe Maria ajudava no centeio. A ordenação de Jesus era pregar o Amor, mostrar o valor do Perdão, da Humildade e que não se pode servir a dois senhores: Deus e as ostentações. …Leia na íntegra