Unindo Forças

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 19 ago 2017

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Por Nando da Costa Lima

– Pois é, seu Venâncio. Eu sou filho do deputado Osvaldo e neto do também deputado federal Osvaldo do Pé da Serra… O senhor deve conhecer.

– Ai, ai, ai…

– É o quê, seu Venâncio. Falei alguma coisa que o senhor não gostou?

– Não, meu filho, eu só tava lembrando que um dia jurei que nunca mais ia passar raiva por causa de porra de política. Tô vendo que até sem querer a gente fica retado.

– Retado por que? Meu pai é um dos homens que mais prezam a democracia, como o meu bisavô, que foi o primeiro prefeito daquela cidade que o senhor nasceu.

– Alto la, seu bisavô foi interventor de Getúlio. Prefeito é outra coisa, é o povo quem elege…

– Tanto faz, nós não podemos julgar ninguém sem ter vivido o que viveram. Interventor, prefeito… Dá no mesmo se for para o bem do povo! …Leia na íntegra

Ser polícia

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 14 ago 2017

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Por Valdir Barbosa

Dia destes, meu querido neto, Gabriel, em cujas veias corre o sangue das duas instituições policiais que honram a Bahia – o avô é este calejado homem de polícia civil e o pai, oficial da briosa corporação coirmã – me perguntou, do alto da sua santa inocência e sapiente curiosidade infantil. Vovô, o que é ser policial.
Admirou-me a cobrança, muito embora, por obvio, tenha aguçado seu interesse, a pugna permanente do pai, integrante de equipe especializada da Polícia Militar, com atuação nas terras do cacau e entorno, ausente de casa por longos dias, a enfrentar os desafios todos, conhecidos das mulheres e homens de polícia, idênticos em todo país e porque não  dizer mundo afora.
Também, quiçá, seu questionamento guarde motivos, mesmo sendo ainda pequeno, em face das histórias hoje contadas pelo pai de sua genitora, pois a vida nos reserva momentos de fazer história e ao final contá-las. Vivo hoje o privilégio do doce momento de rememorar.
Pensei em começar dizendo, o quanto ser polícia exige grande dose de vigilância, ao lembrar frase que alguns atribuem a Shakespeare: “A eterna vigilância é o preço da segurança. Pois, alguns devem velar enquanto outros dormem”. Todavia, acreditei devesse ser o mais simples possível, para tentar explicar aquela criança, por mais complexa seja a atividade policial, por mais que sejam enormes os desafios e riscos dela inerentes e pretendi, na fração de segundos responsáveis por separar a indagação do resultado esperado, falar da beleza escondida no ato de fazer polícia.

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Os pais passam

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 13 ago 2017

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Por Alberto David

 

“Honrai o vosso pai e a vossa mãe, a fim de viverdes longo tempo” .E Deus fez as leis. E quem a desrespeitou teve a sua Ira. Isso vem desde os tempos de Moisés. Coincidência ou não, o fato é que muitos jovens morrem estirados nas calçadas,  nas sarjetas ou nos braços de sua mãe , que grita a perda do jovem filho. Muitos deles são os principais responsáveis, pois não ouvem os pais e jogam os afetos fora . O melhor alerta é dar-lhes disciplina para que não venhamos chorar depois.

Jesus não veio obstruir a lei, ou seja, apagar os mandamentos, veio  trazer o verdadeiro sentido e adaptá-lo ao grau de adiantamento, e a frase “Honrai os seus pais é falar de amor, pois   tudo que um pai faz por um filho é para o bem dele. Veja a interpretação de Jesus, na máxima “Qual  o pai que um filho pede um cesto de pão e o pai lhe dá um cesto com uma serpente?”.

A máxima acima me fez lembrar de uma história  de dois irmãozinhos .Um deles nutria grande afeto por uma formiguinha,o seu irmão gêmeo  pisou nela e a  matou,  sem saber que era do seu  irmão. Mas, quando viu a cena do irmãozinho, olhando para a formiguinha morta, gritou: – Meu Deus!  A formiguinha era dele! …Leia na íntegra

Ibicuí-BA

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 12 ago 2017

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Por Nando da Costa Lima

Foi numa tarde de 1947 que ele ali chegou, um lugar pequeno, carente de muitas coisas, como todo lugarejo mais distante da capital. Chegava como um presente para a região. Um médico naquela época era sinal de progresso e motivo de alegria para toda a população. Um povo simpaticamente diferente, cujo cotidiano era infestado de acontecimentos interessantes. Um lugar onde todos se conheciam e cultivavam a amizade com mais intensidade. Pessoas que por saberem do quase isolamento com o mundo exterior apegavam-se como irmãos de sangue, uma união que nem o tempo conseguia apagar. Lá nasceram quase todos os seus filhos, e talvez tenha sido ali sua verdadeira faculdade, cujas matérias amizade e respeito ficaram em nossa memória como a única forma de viver bem. Como homem e como médico, deixou-se envolver pela simplicidade dos que dele necessitavam, tornou-se um deles. Olhava-os de frente, nem por cima, nem por baixo. Uma vida compensadora, mas difícil, pois praticar medicina no interior há anos atrás exigia mais da boa vontade do homem do que da técnica de médico. A vida passava, um parto aqui, uma cirurgia ali, e na maioria das vezes essas visitas médicas eram feitas em lugares onde só se tinha acesso montado em lombo de burro, consultas que nunca foram deixadas de lado por comodismo, daí tantos amigos firmes. Homens rudes, filhos legítimos da terra cujo maior orgulho era a honestidade. Uma gente de sorriso difícil, mas de amizade sincera, um povo que sabia agradar e entendia que o respeito é algo que só se adquire através do bem. …Leia na íntegra

Era uma rapaz de quarenta e tantos anos

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 05 ago 2017

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Por Nando da Costa Lima

Médici ainda era presidente… Estamos na pensão de Dona Gumercinda, que era madrinha de Teodomiro. Este aproveitava o parentesco pra morar de graça em Salvador sendo mais bem tratado do que os hóspedes que pagavam… Isto é, agora nem tanto. É que o dito afilhado, há cinco anos e meio, passou no vestibular de direito. Quando estava cursando o 1º período na Universidade Federal da Bahia, era tratado como um príncipe, mas já tinha dado o tempo de ter virado advogado e ele continuava lá, um eterno universitário revoltado com o sistema e sustentado pela madrinha que agora já andava pegando no pé, achando erro em tudo que o folgado do afilhado fazia. Mas não era pra menos: cinco anos e meio e nada de diploma, todo hóspede já ficava sabendo que aquele cabeludo com jeito de hippie era o preguiçoso do afilhado da dona da pensão que fazia direito há quase dez anos… Frase grande pra quando se quer falar que o cidadão era um zero à esquerda! Mas ele já estava acostumado a ser olhado assim naquele “universozinho pequeno burguês” da pensão.

Já lá fora… ele era o cara, tinha até comido aquela hippie que vendeu uma pulseira pra Janis Joplin em Arembepe, não era todo mundo que ia ali! Tinha que ser “cabeça”. Edmara “Joplin” assumiu o sobrenome da “amiga”, dava mais charme, a rapaziada encostava pra saber “Por que Joplin?”. Aí ela caía matando. Ela era o máximo, só dava em inglês: “Fóque-me, mailove. Ai laique ferro, gudi, gudi. Ok, Ok. Not para. Ai loviiúúúú”. Teodomiro estava no meio de uma dessas paixões, e se achando o dono do pedaço. Chegava mais de duas da madrugada pra entrar na pensão sem chamar a atenção de ninguém, principalmente da dinda, que passara de fada madrinha a madrasta má. Grudava no seu pé dia e noite, aquele estrupício já devia ter voltado pra casa dos pais em Conquista, mas não, só ia visitar a família uma vez ou outra, até as férias ele passava na pensão.  Ia deixar Salvador nas férias? Tá doido?! …Leia na íntegra

O mundo está sem endereço

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Publicado por Editor | Colocado em Cultura, Vit. da Conquista | Data: 02 ago 2017

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Por Alberto David

O mundo está  sem endereço .  “Maldito o homem que confia  no homem” , disse Jesus,  e  “Confiai apenas  no Senhor”,   disse um profeta ,  obviamente esse profeta  não disse isso  para ofender o homem,  apenas que abríssemos   os olhos,  pois o Senhor não falha nunca,  mas  o homem  derrapa.  Confiar com cautela  e saber que em primeiro lugar vem  a amizade de Deus e depois a do homem.  Lembrei-me, também,  do filósofo Diógenes  que  caminhava  pelas ruas  da sua cidade, acompanhado  de um  cachorro,  numa noite nevoenta  e escura.  Andava para lá e para cá  com uma lanterna na mão e as pessoas  o  paravam, curiosamente, para  questioná-lo:  “ Mestre,  o que há? O senhor a  estas horas,  caminhando   sozinho,   sem rumo?”. E ele, de imediato, deu a  resposta:

“Procuro um homem honesto “ .

Mais  adiante,  encontramos outra  reflexão  do nosso Rui Barbosa,  que  afirmou:   “Chegará o dia em  que  o homem sentirá vergonha de ser honesto…” , que vem  coadunar perfeitamente  com as palavra de  Jesus , “Maldito é homem que confia no homem”.

Analisando bem,  como  é bonito encontrarmos um homem  honesto ou uma  amizade que enche os nossos olhos.  E, às vezes, conversando com os meus botões,   fico extasiado com essas pessoas.

Existem amigos, sim! …Leia na íntegra

Big Bang

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 29 jul 2017

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Por Nando da Costa Lima

Segundo o poeta Affonso Manta: “Esse negócio de mulher, amigo: é caro, perigoso e divertido”.

Clemente acordou assustado e suando frio. Sua mãe, Dona Janoca, logo viu que ele tinha tido outro sonho profético… Tava virando rotina!

– Foi o quê, Clemente? Tá com cara de quem viu assombração.

– Outro sonho daqueles, mãe. Só que esse é muito sério, eu sonhei que o mundo vai explodir e que não vai sobrar ninguém pra contar história.

– Tira isso da cabeça. Desde que o mundo é mundo tem gente sonhando e profetizando que ele vai acabar…

– Mas a senhora sabe que sonho meu sempre se torna realidade. Lembra da vez que eu falei que Cholinha, a cadela de Seu Jaime, ia morrer? Lembra da vez que eu falei que Viriato ia virar a Kombi e não ia ter nada?.. E da bicheira do reprodutor de Etevaldo? Foi dito e certo, no outro dia o cavalo tava bom de tudo. Sonho meu não falha, isto sem contar com prefeito e vereador que eu sonho votando e todos se elegem. …Leia na íntegra

Há medicos e médicos

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 27 jul 2017

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Por Alberto David

Pensei o bastante como iniciar estas linhas, como iniciar o preâmbulo, mas de repente ficou tudo fácil para mim. Veio-me logo à cabeça um colega, contemporâneo da primeira escola particular desta cidade, à frente seu próprio dono: o saudoso  Professor Moura. Muitos que frequentaram ali se formaram e foram bem-sucedidos.  Moura  era fantástico, o  mais importante conhecedor da língua portuguesa daquela época, sabia muito o latim e isso o fez o grande conhecedor do vernáculo. A coisa lá era na base da palmatória.  Aprendia ou saía da escola. Lembro-me das sabatinas. Nunca me esqueci de tabuadas, em especial da multiplicação. Na Escola de Santo Alberto, todos prosperaram, eu não,  não gostava de estudar, achava muito chato.  Preferi ser  artista , de qualquer forma,  fiz o meu sucesso  único da classe que não era normal , mas, vejam bem , normal…sem diplomas específicos.  As linhas acima  vêm ser uma ponte para  titular o artigo, mas o assunto aqui  é outro.

Há Médicos e médicos. Em primeiro lugar, eu não sou médico, mas   ando agoniado e já faz  tempo. …Leia na íntegra

No tempo do ronca

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 23 jul 2017

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Por Nando da Costa Lima

Antigamente os padres eram verdadeiros tropeiros, tinham vários animais para carregar os apetrechos pelos interiores mais íngremes fazendo de tudo que a Igreja exigia: batizados, casamentos, missas e até dando extrema unção. Eram verdadeiros heróis, davam de tudo pelo sacerdócio. É claro que tinham lá suas vantagens, mas tinham que ter, eles encaravam viagens terríveis querendo ou não, o tempo podia estar bom ou ruim, lá estavam os vigários na estrada tomando sol, chuva e engolindo poeira pra ajudar as populações mais carentes. Nesse tempo já tinha os aproveitadores que se passavam por médicos, advogados e até por padres…

O causo que vou contar é sobre um falso padre, mas este era diferente, levava tão a sério seu trabalho que já tinha vinte anos de “sacerdócio” e ninguém nunca duvidou, acho que depois de um tempo até ele mesmo acreditava que era padre. O vigário Tonico Teotônio não ficava devendo nada a padre nenhum, sabia tudo sobre religião, além de falar latim. Era um homem de estatura média, mas pesando muito mais do que sua estrutura permitia. Eram mais de 120 kg acomodados em 1,65 m. Os animais que o carregavam tinham que ser escolhidos a dedo, não era qualquer burrinho ou mulinha que suportavam aquele peso. O vigário comia por quatro pessoas adultas, e os moradores dos povoados sabiam e já ficavam preparados para as visitas do reverendo. Engordavam galinhas, porcos, carneiros, etc., tudo que agradava um bom de garfo. Muita gente garantia que o Vigário comia um quarto de leitoa sozinho e ainda “matava” uma rapadura de sobremesa.

E foram esses excessos que desenharam a tragédia envolvendo o padre Tonico. Ele simplesmente desapareceu, isto é, muita gente viu que ele caiu numa fossa. É que naquele tempo as privadas eram artesanais. Faziam um buraco no chão que era coberto com tábuas, e no meio era feito uma abertura para que as pessoas fizessem suas necessidades. Geralmente ficavam separados da residência, era um cômodo a parte. Tinha vários nomes: casinha, bate-pronto, cagadô, etc. Com o tempo, quando o buraco estava quase cheio, eles mudavam a “casinha” de lugar e terminavam de entupir o buraco com terra. E foi depois de comer duas galinhas e um espinhaço de bode que o vigário Tonico sentiu vontade de usar o “cagadô”, só que as tábuas estavam já frágeis, e na hora que o padre entrou o piso desmontou e ele caiu no buraco (fossa).

Era um “bate-pronto” de pensão e esses eram bem mais fundos para atender a grande demanda, o padre sumiu no meio das merdas. Os moradores revezaram pra ver se encontravam o falso vigário, cutucaram com varas durante uma tarde inteira e nada de tocar no corpo do afogado. Aí resolveram que tinham que esvaziar a fossa pra recuperar o corpo, o jeito era tirar de lata… Foi uma trabalheira doida, os voluntários quase desmaiaram quando viram que o corpo não foi encontrado mesmo depois do “cagadô” esvaziado, só acharam a batina e o sapato. Três beatas gritaram de vez: “Foi um milagre, dois anjos levaram o vigário pra ele não ser lembrado como o padre que morreu afogado em merda”. Aí todo mundo foi na onda, só podia ter sido um milagre mesmo. O povo se reuniu e fez uma capela onde era o “cagadô”, o bispo ficou sabendo e mandou derrubar imediatamente. Foi aí que veio à tona que o padre era falso.

As paróquias se movimentaram e comprovaram que nenhum seminário teve um aluno com aquele nome: Tonico Teotônio Terêncio. Mesmo assim, as beatas mais fanáticas não desistiram do milagre nem dos anjos, afinal, mesmo o homem não sendo comprovado como vigário, era gente de Deus e se dedicou muito às regiões carentes de padres… Apesar de a Igreja contestar o falso padre e mandar derrubar a capela, o povão não deixou de acreditar no milagre. Só Seu Miltão, que era ateu e inimigo de chapéu batido de Tonico, analisou o fato de outra maneira: “Não aconteceu nada demais, o homem simplesmente voltou às origens…”. Mas na realidade, Tonico simulou o acidente ao saber que a Igreja ia desmascará-lo e fugiu pra São Paulo, onde viveu muitos anos como “médico”.

Os dois Medrados (Hora de medrar)

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 22 jul 2017

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Por Valdir Barbosa

O ano. 1977. Ainda engatinhando como delegado de polícia e agindo como funcionário comissionado, na cidade de Itapetinga, onde plantei as raízes que frutificaram minha carreira desenvolvi a primeira investigação representativa cuidando de apurar crime de homicídio, do qual foi vitima o jornalista conquistense, Noé de Oliveira Neto.

Na época do fato, feriados do início de novembro, me levaram com familiares da companheira com quem convivia, mãe de Gabriela, filha querida, nesta semana completando quarenta anos, até casa de veraneio na Barra de Itaípe, bucólico lugar localizado em frente a Ilhéus, nesga de terra postada entre o mar e um dos rios que deságuam naquele ponto do oceano. Não havia ainda a ponte que hoje conduz os viajantes às praias do norte ilheense, Itacaré e sítios seguintes.

Por determinação do Superintendente da Polícia Civil, cargo equivalente ao Delegado Geral na atualidade, comunicada por militar do Batalhão da Policia Militar sediado bem em frente ao ponto onde aportavam canoas, responsáveis por transportar passageiros de um lado para o outro do rio deixei os prazeres aos quais me havia entregue partindo em busca do objetivo funcional. Este quadro se repetiu dezenas de vezes tempos adiante, afinal, a função do homem de polícia é um sacerdócio. …Leia na íntegra

Braço onipotente

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 15 jul 2017

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Por Valdir Gomes Barbosa

Assistindo e ouvindo comentários vindos de diversas fontes, imprensa falada, escrita e televisada, amigos, antigos colegas dos tempos acadêmicos, companheiros atuais de profissão, conhecidos e desconhecidos, mestres e estudiosos do direito, após a condenação em primeira instancia do ex-Presidente Lula, me pus a pensar sobre aspectos que envolvem a questão, porém, por uma ótica transcendente, quiçá, em meu sentir, por conta dos ensinamentos cotidianos que absorvo no dia a dia do lar vindos da parte de minha doce comparte, espírita convicta, praticante, aplicada pesquisadora da doutrina, obreira na Federação Espírita da Bahia.

Ao que capto nestes permanentes aprendizados de fé cumpre afirmar, Luís Inácio, conterrâneo do rei Gonzaga, homem nascido de origens humildes perdeu a oportunidade de crescer, para alcançar patamares elevados, no plano etéreo de onde vimos e para onde vamos todos os viventes, passantes neste campo de provas e expiações. Muitos podem pensar em privilégios a ele concedidos pela organização cósmica, no simples fato de ter ascendido, um retirante nordestino, metalúrgico de profissão, à condição de chefe do governo de seu país, por duas vezes consecutivas, responsável ainda por eleger Presidente findo o segundo mandato, subordinada da sua confiança, todavia, em verdade, este imaginário afortunado jogou fora a missão que lhe foi ofertada, de resgatar dívidas passadas, no exercício do múnus. …Leia na íntegra

A baleia

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 15 jul 2017

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Por Nando da Costa Lima

Eu nem cheguei a ver esta baleia, acho que nem era nascido, mas escutei meu pai e Zé Pedral comentando e dando risada deste fato, e a tal exposição realmente existiu…. Foi numa época em que a Pituba ainda era estação de veraneio para os moradores de Salvador. Aconteceu que uma baleia encalhou nas praias da Pituba e acabou morrendo. Pra quem morava na beira do mar, a baleia só chamou a atenção por alguns dias, foi muita gente ver o animal encalhado, mas na visão de um empresário e empreendedor aquilo era uma mina de dinheiro. Belmiro teve a brilhante ideia de colocar a baleia na carroceria do seu caminhão e entrar pelo interior mostrando o bicho para o pessoal que nunca tinha visto um “peixão” daqueles, ia encher os bolsos de grana. Investiu pesado: comprou a lona de um circo que quebrou em Sergipe, tinha que cobrir o caminhão e a baleia, senão quem iria pagar ingresso? Causaria impacto em muita gente que nunca tinha ido ao litoral e nem imaginava que chegaria a ver o maior dos animais do planeta sem sair do interior. Ele começou sua jornada para mostrar o “Monstro dos Mares” pelo interior da Bahia, seu plano era chegar até o norte de Minas e quem sabe até Belo Horizonte, só que ele esqueceu de um pequeno detalhe: baleia também apodrece!

Em Feira a bicha já tava cheirando mal, mas dava pro pessoal encostar. Quando chegou em Jequié o fedor já espantava gente, ainda assim dava pra expor. Parou em Poções só pra remendar a “bichona”, usou pedaços de lona para tampar os buracos que já apareciam com a decomposição. Teve até um poeta de lá que escreveu um verso que ficou famoso na época: “A BALEIA NADA, NADA, NADA, NADA E NADA…”. (E olha que nessa época nem se falava em minimalismo). Quando chegou aqui em Conquista já tava com um cheiro insuportável, mas mesmo assim foi exposta na Praça da Bandeira.  Fedeu a cidade toda, o prefeito mandou Belmiro ir embora com aquilo no mesmo dia, o cheiro tava de matar. Quando chegou em Minas a polícia o obrigou a voltar ou a dar fim naquela coisa tão fedorenta, foi o jeito enterrar a baleia. O dinheiro que ganhou foi todo embora com a empreitada pra cavar um buraco e enterrar o animal. Só ficou o apelido: Belmiro Peixe Podre.

Só não sei exatamente onde foi o enterro, mas foi até bom escrever isso pra servir de alerta: se por acaso algum arqueólogo encontrar a ossada da baleia que foi enterrada no norte mineiro, não vá deduzir que aquilo é uma prova concreta de que Minas já teve mar. Foi só um empreendimento que não deu certo. Se você conquistense tiver algum parente beirando os noventa, pergunte pela baleia. Dr. Ruy Medeiros, que é historiador, deve saber desse causo mais detalhadamente, deve até ter tirado uma fotografia da “baleiona”…

Cosme

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 09 jul 2017

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Por Valdir Barbosa

Pus-me, no inicio da semana que vai findando, para as bandas do extremo sul de nossa terra. Compromisso profissional impunha reunisse com cliente, a quem presto consultoria pontual naquelas bandas e assim pude chegar, nas asas de companhia aérea, a Porto Seguro seguindo dali até Eunápolis, onde efetivamente se deu o encontro. Mal sabia que por conta disto, o destino reservava a este calejado homem de polícia, surpresa alentadora, responsável por emocionar e alegrar meu espírito, fazendo bater mais forte o coração dentro do velho peito e marearem os olhos que tantas coisas já viram, neste mundão de meu Deus.

Findo um período longo de licença premio ao qual tenho direito e buscarei, logo após esta benesse deixar a vida pública, desde quando é chegado o tempo de fazê-lo, destarte, aproveito o conhecimento adquirido, ao longo de mais de quatro décadas, no sentido de atender as consultorias que presto, junto aos clientes que confiam na minha expertise.

Concluídas as obrigações, naquele que já foi o maior distrito do país retornei com destino a Vitória da Conquista, onde tenho raízes profundas fincadas, na companhia do causídico radicado naquele rincão, Aderbaldo Avelar, que fora por via terrestre até onde me achava, desde quando mereço sua assessoria neste mister sobre o qual estamos debruçados, da forma como recorro a profissionais diversos, Brasil afora, os quais, dependendo de seus perfis ou das tarefas que hoje me são confiadas, na seara privada, cuidam de fazer meus labores mais suaves e definitivamente exitosos. …Leia na íntegra

Clarivaldo Trincheira

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 08 jul 2017

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Por Nando da Costa Lima

Quem viu tudo foi seu Pedro, apesar dos seus 97 anos e as vistas curtas o seu depoimento era a única pista da polícia. O velho foi testemunha ocular de um crime: ele só sabia que o matador era pequeno. A polícia prendeu uma cacetada de baixinhos, mas foram todos liberados por falta de provas. As investigações continuaram com a prisão de um anão fisioterapeuta, mas este tinha o álibi que nesse dia estava massageando a coluna de Abinal na Rua da Granja. Passou o dia todo friccionando a região lombar do butequeiro, muita gente viu. A polícia arquivou o caso e a família do morto apelou para Clarivaldo Trincheira, investigador profissional e competente formado por correspondência cujo único defeito era não gostar de tomar banho. Tava ruim pra Clarivaldo, um caso simples pra sua capacidade e ele dependendo de uma testemunha quase inválida. Pegou o endereço da vítima e partiu na sua Rural afim de achar uma pista mais nítida. …Leia na íntegra

O aniversariante

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 03 jul 2017

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Por Nando da Costa Lima

A família tava toda curiosa, é que um tio que morava no Paraná há mais de 50 anos resolveu que tinha que comemorar seus 85 anos aqui em Conquista, sua terra natal. Dos parentes daqui a maioria nem tinha conhecido Tio Norberto, só Dona Beatriz, três anos mais nova que o visitante, conheceu pessoalmente o parente que estava retornando. Ela chegou a comentar com os filhos, netos e bisnetos: “O que aquele traste vem fazer aqui, aquilo já era chato quando novo, imagina agora! ”. O pessoal não levou a sério, Dona Beatriz implicava muito com os parentes. Seu Norberto, apesar da idade, ainda estava lúcido e forte, segundo os primos do Paraná. Isso já era um conforto para os daqui, pelo menos não iriam ter que tomar conta dum velho caindo pelas tabelas durante um mês, tempo que ele mesmo determinou que passaria na terra do frio… A família foi recebê-lo no aeroporto no dia marcado, e ele foi o último a descer do avião, acompanhado por dois funcionários da empresa aérea. …Leia na íntegra

Palavras

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 02 jul 2017

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Por Orlando Filho (Pastor)

Quando nascemos o maior anseio dos que nos rodeiam e ouvir as primeiras palavras sendo entoadas por nossa boca. Ao aprendermos a falar começamos a identificar pessoas, coisas, situações, sentimentos e emoções pelo uso das Palavras.

Por ai começamos a entender a grande importância da boa utilização delas, pois através de palavras nos comunicamos e atribuímos ao conjunto de letras e sons uma ideia associada que antes de ser externada permeia nossos corações.

É com Palavras que muitas das vezes mostramos quem somos, verbalizando aquilo que temos em nossa constituição como seres humanos positivo ou negativamente.

Eu aprendi que existe muito poder nas Palavras, pois com ela podemos matar ou fazer viver uma pessoa e juntamente com ela seus sonhos e objetivos de uma vida plena neste mundo.

Palavras, ahh palavras, é preciso fazermos desde grande anseio da sociedade de quando éramos apenas um bebê e ouvir de nosso “gralhar” palavras que fizeram as pessoas rirem e se alegrarem, um anseio maior ainda hoje de nos ouvirem conjugar tantas Palavras que aprendemos ao longo dos anos de vida, pois afinal hoje conhecemos mais do que ontem e este conhecimento se não servir para nos fazermos externarmos Palavras que tragam alegria, regozijo, vida e amor aos que nos cercam, de que nos valerá o conhecimento, as graduações, o aprendizado e relacionamentos adquiridos durante este tempo?

Que sejamos as Palavras andantes que a sociedade deseja ouvir!

Pamonha, canjica e lero lero

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 24 jun 2017

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por Nando da Costa Lima

– Eu comprei um chapéu de primeira em João Couto e já encomendei uma botina 44 bico largo em Seu Zé Pereira, daquelas que aguente um cabra retado pois vou dançar até rachar o chão, tem mais de nove anos que não danço um forró em Conquista. Desde São Paulo eu venho sonhando com isto. Agora que estou por cima da gaita posso até pedir Isidora em casamento sem correr o risco de ser esculhambado pela família dela. Cê lembra né, compadre Néu, quase que os irmãos dela me mataram de porrada só porque eu falei em namoro. Gente é um bicho difícil, se o sujeito não tiver dinheiro não pode nem sonhar em casar com uma mulher bonita. E naquele tempo eu era franzino, não sei por que juntou tanta gente pra me dar pancada. Se fosse hoje eu botava todo mundo pra correr com o meu “três oitão”. Sompaulão além de me deixar com dinheiro, me ensinou a mexer com gente ruim. O compadre também não se esquece que eu saí daqui só com a roupa do corpo, o dinheiro que levei só deu pra pagar uma semana numa pensão barata. Quando acabou o dinheiro eu comi o pão que o diabo amassou: dormi em banco de praça, apanhei da polícia, passei muita fome. Só não morri porque Deus é grande. Mas o que mais me perturbava era a saudade de Isidora e de Conquista. …Leia na íntegra

Fogueiras e bandeirolas

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 17 jun 2017

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Por Nando da Costa Lima

A rua já estava toda decorada 24 horas antes da véspera da noite de São João, o pessoal da Granja sempre gostou de forró, todo mundo colaborava para o sucesso da festança, era bom demais! A gente bebia e comia tudo que tinha direito e não gastava quase nada. Tinha fogueira de todo jeito, só dependia do bolso do festeiro. Mas nem que fosse uma fogueirinha de nada, tinha que ter. Só que teve um São João que a alegria foi quebrada com um problema seríssimo: é que escolheram a maior e mais ornamentada fogueira da rua e deram uma cagada tão descomunal que parecia que tinham jogado de pá. O pessoal ficou na dúvida se era de gente ou de algum extraterrestre cagão. Do jeito que ficou, nem pegar fogo ela ia pegar. Não dava pra secar até o dia 23 (isto aconteceu um dia antes). E o safado além de fazer o serviço pesado ainda usou uns 10 metros de bandeirolas pra se limpar. O dono da fogueira era muito conhecido pois adorava festa e era um cabo eleitoral fortíssimo, vereador que ele apoiava podia se considerar eleito! …Leia na íntegra

O iluminado

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 10 jun 2017

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Por Nando da Costa Lima

O missionário naquele dia tava inspirado, já tinha feito mais de 30 milagres, e ainda havia uma fila de mais de um quilômetro para ele consertar. Tinha tirado a cachaça de uns dez, curou cegueira, corrigiu defeito físico. Era só ficar de olho fechado e estender o braço direito que conseguia o que quisesse. Dinheiro então nem se fala, enchia os sacos. Aurélio era um orador de mão cheia, um dom herdado de seu avô, Zé falador. Da família da mãe herdou a religiosidade: tem tio padre, tio pastor, tio pai de santo. O sobrinho sofreu influência dos três, daí que veio sua vocação pra missionário, mas preferia ser chamado de “iluminado”.

As coisas nem sempre foram boas para Aurélio, passou muito aperto até chegar onde está. Primeiro tentou a política, mas como pra se eleger era preciso muita grana, pra ele não deu. Além disso, esses empregos já não são mais tão vantajosos como antigamente. Na sua profissão de formação sempre foi discriminado, ninguém queria seus serviços como advogado. Mas não sem razão, a última causa que lhe deram para resolver o cliente só não foi condenado à morte porque no Brasil não tem isso. E olha que o crime só foi se embriagar e mijar na frente da Prefeitura. Mas como missionário sua ascensão foi rápida, ficou conhecido no mundo todo, tão famoso que vai lançar um livro contando sua gloriosa carreira e revelando como descobriu seus poderes para a prática do bem, sentiu que era um iluminado. Só que a história que ele conta no livro não tem nada a ver com a realidade. …Leia na íntegra

Politicamente incorreto

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 03 jun 2017

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Por Nando da Costa Lima

Tudo era festa na vida do prefeito Onorino Pranchão e de seus seguidores. Ninguém incomodava nem se metia na administração da velha raposa política. Já tinha tentado morar em Brasília diversas vezes, mas nunca conseguiu os votos suficientes para se eleger, sua região mal fazia um deputado estadual! Devido a esse pequeno problema, Onorino apesar de se julgar um gênio político, nunca conseguiu destaque além de seus domínios. Como vereador se destacou com um projeto para racionamento de água, lançou a campanha “Só dê descarga em serviços pesados”. Ele achava um desperdício dar descarga em mijo. Por isso o velho político estava se despedindo da vida política como prefeito de sua terra natal, ali ele podia descansar sem a interferência dos abelhudos da esquerda. Estava coberto: os veículos de comunicação pertenciam aos seus parentes, dali não saía uma vírgula contra a sua administração. Como a equipe de funcionários era composta só por parentes ele, para evitar burocracia, recebia o total e distribuía as mesadas. Nunca ninguém reclamou… aliás, teve Nôzim que achou ruim, mas logo foi transferido da Secretaria de Saúde para a portaria do cemitério. Depois disso ninguém nunca mais fez queixa da mesada. Onorino era um homem de poucas palavras, gostava mais de refletir… Teve uma vez que invocou que foi um grande líder numa encarnação passada, se impressionou tanto com isso que resolveu ir fazer uma consulta esotérica na capital, recorreu à hipnose para voltar a vidas passadas. Ninguém teve acesso ao resultado final, mas segundo as más línguas, depois de hipnotizado Onorino começou a relinchar e quebrou o consultório todo no coice. Isso eu não sei se é verdade… só sei que o jornal da cidade deu o furo dizendo que o prefeito tinha amansado o cavalo de São Jorge em vidas passadas. …Leia na íntegra