Fugindo da seca, bois tomam rodovia da região Sudoeste

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Publicado por Mateus Novais | Colocado em Sudoeste | Data: 14 jul 2016

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por Mateus Novais

IMG_4610foto: Luís Marcos

A tragédia causada pela seca na região Sudoeste, infelizmente, acaba gerando algumas cenas bonitas, como a que foi registrada no município de Ribeirão do Largo na última terça-feira (12). Um trecho da BA 634 foi ocupado por cerca de 300 bois que estavam sendo transferidos de uma fazenda do município de Itambé.

Uma ação como esta só é vista em momentos de emergência, como agora, em que pecuaristas procuram locais para o gado se alimentar.

IMG_4611foto: Luís Marcos

A estiagem prolongada que atinge há um ano região agropastoril do Sudoeste baiano já provocou a morte de 30 mil bovinos, gerado impacto na produção de leite e resultado em demissões. O município de Itapetinga é uma das 149 cidades que estão em situação de emergência por causa da seca do estado, considerada a pior dos últimos 30 anos.

Confira a reportagem da TV Aratu, realizada pelo repórter Daniel Silva e o cinegrafista Rony Cley:

Com seca, região de Itapetinga já perdeu 25% do seu rebanho bovino

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Publicado por Mateus Novais | Colocado em Sudoeste | Data: 01 jul 2016

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A imagem é lamentável, mas representa com fidelidade a situação que se encontra a região agropastoril de Itapetinga. Desde o último ano, a região, conhecida como a capital da pecuária, tem perdido seu status de principal criador de gado no estado. Os números são alarmantes, e apontam para a perda de 25% do rebanho.

A Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab) calcula que desde janeiro de 2015, quando se iniciou o período da seca, mais de 126 mil cabeças de gado foram perdidas nos 14 municípios que compreende a região e tem Itapetinga como polo. Estes animais foram vendidos, colocadas para o abate, transportas ou morreram de fome.  Só os que morreram (29 mil animais), representam 17% das perdas.

Ainda segundo os dados da Adab, em novembro de 2015, foram registrados um total de 1.030.815,00 animais. Já no último dia 27 junho eram 904.373,00. Com isso, a região caiu para o quarto maior rebanho da Bahia.

Para o coordenador regional da Adab, Paulo Ferraz, a maior preocupação é quando se olha para o futuro. “Nem chegamos no período da estiagem e a situação já está em estado de emergência”, comenta.  O presidente da Cooperativa Mista do Médio Rio Pardo (Coopardo), Rômulo Coelho, que representa os pecuaristas, também avalia o efeito da seca na pastagem. “A pior consequência da seca, além da morte dos animais, é a devastação das pastagens, que levarão anos para ser recuperadas, se as chuvas não voltarem”, completa.

Enquanto soluções não são encontradas, imagens como a do vídeo que ilustra a matéria vão se tornando cada vez mais comuns na paisagem das fazendas daquela região.

Conquista Genética reúne grande número de pecuaristas na Exposição 2016

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Publicado por Mateus Novais | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 18 mar 2016

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por Mateus Novais

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O Conquista Genética, primeiro evento para melhoramento genético de bois e cavalos realizado no Nordeste do Brasil, foi uma das grandes novidades da Exposição Conquista 2016. A atividade ocorreu nestas quinta e sexta-feira (17 e 18) e reuniu pela primeira vez no país oito empresas multinacionais do setor de melhoramento genético, com escritórios no Brasil.

A novidade chamou a atenção de produtores, que lotaram um dos auditórios do Parque Teopompo de Almeida. Os empresários do campo aproveitaram para aprender as técnicas da fertilização in vitro, que podem garantir o desenvolvimento de produtos com maior qualidade.

DSC_1326O especialista em reprodução animal, Dr. Carlos Dantas Libório (foto), explicou que, apesar de envolver trabalho em laboratório, o conceito é muito simples. “Você vai colocar os melhores animais para cruzarem entre si, com um cruzamento planejado. E aí, o que se espera é que você tenha animais superiores”.

Carlos Libório aponta que técnicas como esta é muito importante, por exemplo, para pecuária leiteira, que tem o interesse maior no nascimento fêmeas. “Eu consigo saber que tudo aquilo que eu vou produzir é geneticamente superior e ainda vai ser fêmea. Esse é futuro, é um caminho sem volta!”.

O presidente da Coopmac, Jaymilton Gusmão, que também é pecuarista, defende a técnica. “Por meio deste modelo de gestão, é possível identificar a vaca que vai dar o melhor leite, o boi que vai proporcionar a melhor carne. Isso ajuda a manter crescente o padrão de qualidade dos produtos”.