Aterro sanitário de Conquista avança rapidamente para fim da vida útil

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Publicado por Mateus Novais | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 01 jun 2016

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por Mateus Novais

Trato PMVC

Construído em 2009, o aterro sanitário de Vitória da Conquista está chegando muito rapidamente a metade de sua expectativa de vida útil. No ritmo que se encontra, um dos maiores e mais modernos depósitos de lixo do país alcançará sua capacidade total no prazo mínimo de 15 anos. Para especialistas, o sinal de alerta já este ligado há muito tempo e a atual forma de gestão do aterro não dá sinais de que este cenário vai mudar.

IMG_0136Diariamente, cerca de 300 toneladas de lixo são encaminhadas ao local. Todos os resíduos são aterrados sem que haja um processo de separação dos resíduos. Na mesma vala, são misturados o lixo orgânico e o sólido, independentemente do tipo de material. Somente o material hospitalar recebe uma atenção especial, com local diferenciado. “Se você for lá hoje certamente você vai encontrar geladeira, fogão, sofá e lixo doméstico. Ou seja, não é um lixão controlado”, queixa-se o professor da UESB, Rubens Sampaio (foto), especialista em Resíduos Sólidos. O pesquisador ainda estima que apenas 5% do lixo coletado em Conquista seja reutilizado.

O problema também é observado pela engenheira sanitarista da Secretaria Municipal de Serviços Públicos, Márcia Amaral. Para ela, Vitória da Conquista está “enterrando uma riqueza”. “O material orgânico representa, hoje, 60% do lixo que está sendo enterrado. Mas com o lixo orgânico se faz o adubo. O aterro deve receber o que não presta para nada, separando a matéria-prima. Não podemos enterrar riquezas”, avalia Márcia. Com isso, a engenheira sanitarista acredita que a vida útil do aterro de Conquista aumentará e novas valas, como a que está para ser aberta, demorem em ser feitas.

Outro problema enfrentado pelo município é a existência de lixões por diversos pontos da cidade. Uma pesquisa, de 2012, realizada pela Universidade Estadual do Sudoeste identificou 17 lixões clandestinos na área urbana.

IMG_0139Débora Cristina Rocha (foto), arquiteta e urbanista da Secretaria de Infraestrutura e Urbanismo, admite a dificuldade em controlar os pontos clandestinos de descarte de lixo, mas apontou que “o resíduo sólido é um dos eixos do desenvolvimento urbano que mais tem absorvido recursos municipais”.

Segundo os cálculos do professor Rubens Sampaio, o município gasta em torno de R$ 3,4 milhões por mês apenas com a gestão do lixo, que vai desde o pagamento da empresa que faz a coleta até capinagem de ruas. “Por ano, o orçamento gira em torno dos R$ 40 milhões. A gestão dos resíduos sai mais barato do que negligenciar o problema”, afirma Sampaio.

Para a Secretaria de Infraestrutura e Urbanismo, o município não tem carência de legislação, a atual é apontada como uma das melhores do mundo. Uma das soluções apresentadas pela Secretaria é o Plano Municipal de Saneamento Básico, que prevê diretrizes e soluções para resíduos, drenagem, abastecimento de água e esgotamento sanitário. “Temos carência de cultura de planejamento e disposição de recursos para executar as tão sonhadas alternativas discutidas ao longo tempo, inclusive com as universidades”, diz Débora Cristina.

Uma das pontas dessa solução é apresentada pela Associação Indústrias Produtoras e Processadoras de Plásticos. Segundo a associação, 400 toneladas de plástico são processadas mensalmente no município, sendo transformados em materiais como mangueira, sacola e garrafa para produtos de limpeza. O presidente da associação, Walles Hebder Soares, afirma que o município tem a possibilidade de aumentar consideravelmente a quantidade de material processado caso haja uma parceria entre o Poder Público e as indústrias. “Poderíamos aumentar o índice de reaproveitamento dos resíduos da produção, gerar mais empregos e trazer melhorias para a cidade”.

Lixo de Conquista não é reaproveitado

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Publicado por Editor | Colocado em Economia, Educação, Trabalho, Vit. da Conquista | Data: 08 nov 2013

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por Paulo Anderson Rocha

Trezentas toneladas. Essa é a quantidade média de lixo produzida diariamente em Vitória da Conquista, segundo o coordenador do Recicla Conquista, João Paulo Silva. Por outro lado, somente 5% desse montante é reaproveitado.

João-PauloDiante desses dados, o coordenador esclarece que se, pelo menos, metade dessa produção fosse coletada seletivamente, haveria lucros e ganhos para a economia da cidade e até para as questões ambientais. Ele lembrou também que o próprio aterro sanitário da cidade teria uma vida maior, caso recebesse uma menor quantidade de lixo.

O ganho ambiental a que ele se refere é relacionado às famílias que sobrevivem da coleta desse material que pode ser reutilizado, base da Cooperativa Recicla Conquista. Antes, 150 famílias viviam de catar o que encontravam no antigo lixão, fechado em 2004. A ação conjunta dessas pessoas em torno da perspectiva de reciclar e reutilizar fez surgir a cooperativa.

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