Prefeitura é quem determina novos alvarás na Concha, diz Centro de Cultura

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Publicado por Mateus Novais | Colocado em Cultura | Data: 15 jul 2016

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por Mateus Novais

IMG_7833Após a publicação de matéria sobre problemas de estrutura para a realização de eventos do Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima, a coordenação do espaço procurou a redação do BLOG DA RESENHA GERAL para explicar a exigência do alvará na realização de show na Concha. Segundo a coordenação do espaço, a medida atende uma determinação da Prefeitura Municipal, que solicita o alvará a cada show realizado no local.

A cerca do valor de aluguel cobrado dos produtores, a coordenação do espaço informou que os valores praticados são R$ 320, em eventos que vão até às 22 horas, e R$ 640, naqueles que ultrapassarem este horário. O valor de até R$ 2.160 só é cobrado em eventos na sala principal (teatro), em eventos com público fechado sem venda de ingressos, apontou a coordenação.

Sobre os demais problemas citados na matéria, como falta de som, iluminação e cobertura, a coordenação do Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima preferiu não comentar.

Concha do Centro de Cultura não tem alvará para realização de shows

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Publicado por Mateus Novais | Colocado em Cultura | Data: 13 jul 2016

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por Mateus Novais

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Vitória da Conquista é carente de espaços públicos para a realização de evento. Disso todo mundo sabe e todo produtor cultural conquistense se queixa há muito tempo. O problema é que os poucos que tem não oferecem estrutura adequada, o que impede a realização de eventos que fogem do main stream.

O principal deles, o Centro de Cultura Camilo de Jesus Lima (que está há 3 anos com seu teatro fechado), com sua Concha Acústica, é apontado como o principal local para a realização de shows. No entanto, o espaço mais dificulta do que facilita a vida do produtor alternativo.

O problema já começa com a falta de alvará. Isso mesmo, o alvará de funcionamento da Centro de Cultura (um equipamento do Governo do Estado) não serve para a realização de eventos na Concha. Toda vez que se faz evento na Concha tem que solicitar vistoria do Corpo de Bombeiro, vistoria do CREA-BA, vistoria da Vigilância Sanitária, tirar alvará na Prefeitura, pagar o ISS da Prefeitura e o ECAD. Tudo isso custa dinheiro.

Mas o problema é mais extenso. Depois de todos estes gastos, o produtor terá que providenciar toda estrutura de som, luz, cobertura, etc. E a administração do centro de Cultura ainda cobra R$ 500 ou 10% da bilheteria (o que for maior) para eventos que vão até as 22 horas. No caso dos que ultrapassarem este horário o valor sobe monstruosamente: R$ 2 mil.

Por estas e outras é que a média da Concha conquistense é de um evento por mês. Só para efeito de conhecimento, a Concha Acústica do Teatro Castro Alves, em Salvador, recebe pelo menos quatro eventos por semana.