No tempo do motô

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Publicado por Editor | Colocado em Geral | Data: 07 set 2019

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Por Nando da Costa Lima

João Alemão tava apaixonado, aquela princesa trazida da caatinga pelo juiz mexeu com ele. Também não era pra menos, o simples mecânico duma cidade onde as mulheres bonitas só casavam com fazendeiros ou comerciantes, não podia deixar aquela beleza escapar. Edeusita veio pra trabalhar na casa do juiz, uma casa de respeito! E era mesmo, o Dr. não gostava de vagabundo rondando sua casa. Não foram um nem dois que dormiram engaiolados só por ter dado boa noite a Edeusita em hora imprópria. É que nossa Conquista, nesse tempo, era iluminada pelo “motô” que ficava na Av. São Geraldo. Este só funcionava até as 23:00 h, dessa hora em diante era perigoso rondar a casa do Dr. . Parecia ciúme! Já tinha dois soldados de prontidão só pra prender os possíveis garanhões, isto afastou os rapazes daquela princesa catingueira. O procedimento do juiz fez a imaginação da rapaziada endeusar a beleza da moça. E Edeusita, que era bonitinha, se tornou linda. Sua fama correu longe, até em Itambé já se sabia da sua beleza, mas João era quem mais sonhava com aquele amor impossível. Já tinha sido preso nove vezes, mesmo assim não desistiu.

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Drª. Cate (Um causo médico)

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Publicado por Editor | Colocado em Geral | Data: 08 jun 2019

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Por Nando da Costa Lima

Eleutério entrou como um doido no pronto-socorro, tava sentindo um aperto no bucho que tirou ele do sério (isso sem falar da cachaça). Chegou perguntando onde encontrava “Dotora” Cate, só servia ela. Os enfermeiros e atendentes ficaram sem saber o que fazer, ninguém encontrava essa tal doutora. Ficaram todos nervosos, os seguranças estavam ocupados e Eleutério tava armado e com a camisa aberta. Segundo ele o bucho tava pra explodir. Só a Dr.ª pra dar jeito, não servia outro médico. Eles tinham que dar um jeito! Chamaram vários médicos, mas ele só queria  a “dotora” milagreira.

— Mas porque isso, o senhor devia confiar nos nossos médicos de plantão, são todos capacitados. Por que essa teimosia? E se a gente não encontrar a doutora, você quer morrer?

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Deu Tudo Errado

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 15 set 2013

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Por Nando da Costa Lima

Nando C. Lima – Antero, cê tá ficando doido?

– Por que doido mãe?

– Essas roupas de fazendeiro, isto deve ter custado os olhos da cara, quanto foi isso?

– Sei lá, nem tô fazendo conta, o retorno vai compensar!

– Que retorno? Você tá pensando que a televisão vai te contratar só porque você vai se fantasiar de cantor sertanejo?

– Não é nada disso, eu comprei essas roupas pra tirar o pé da lama, vou aplicar o golpe do baú, gastei meu dinheiro todo nesse traje, só ficou o que dá pra eu mandar fazer um book. …Leia na íntegra

A foice e o fuzil

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 13 set 2013

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Por Nando da Costa Lima

Nando C. Lima“Caridade não é atirar um osso para um cão faminto, caridade é dividir o osso com o cão quando também se está com fome.”

Juvenal acordou num ambiente diferente ao que estava acostumado, não escutou a passarada nem o canto pontual do galo; sentiu falta até da “bença” dos filhos. Ele tava na capital, fretaram um ônibus para ir protestar pelos direitos. Tinha aparecido mais um dono para as terras já cultivadas pelos “sem terra”. Levaram as ferramentas de trabalho para sensibilizar os responsáveis pela ameaça de expulsão. Aqueles instrumentos seriam a forma de mostrar que eles eram os verdadeiros donos da terra. Juvenal tava perdido naquele movimento, mas tava satisfeito. E aquela velha história de que um país tropical com tamanha extensão geográfica tem tendências naturalmente agrícolas, a cada dia fica mais esquecida, não deixando outra opção ao homem do campo que não seja a invasão de propriedades particulares (às vezes até produtivas). …Leia na íntegra

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 05 jul 2013

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Por Nando da Costa Lima

Nando C. LimaMinha mãe tinha comprado meu pri­meiro velocípede… Eu estava passeando na porta da igrejinha e parei pra escutar aquele homem gordo que vivia elogiando Pedral, tinha muita gente em volta quando ele disse na maior altura que o Prefeito era comunista, o exército tinha as provas; o padre mandou ele ir falar de política na porta do batalhão, ali não era lugar! Eu corri pra casa e disse pra Dida que tinha um ho­mem falando que “Zé Pedral” era comunista, ela ficou retada e disse que devia ser algum safado vira folha, aí que eu notei que o homem gordo daquela vez não estava elogiando! Fiquei sa­bendo no mesmo dia que comunista era vermelho e gostava de comer criancinha, esta revelação me intrigou: Zé Pedral não era vermelho, disso eu tinha certeza! Eu estudava na escola de Do­na Lícia, sua primeira esposa, e das vezes que ele entrou lá deu pra ver que era branco. Quanto ao churrasco de criança, disso eu nãopodia ter certeza.. .Da terceira vez que indaguei sobre comunismo me cortaram definitivamente falando que política era coisa de gente grande e dava cadeia. Mas por mais que eu ten­tasse aquilo não me saia da cabeça…, fiquei mais confuso ainda quando fui com meus pais buscar J. Pedral, ele tinha sido solto. Não dava pra entender porque prenderam o homem se to­do mundo da cidade gostava dele, nem porque soltaram já que era um comunista. Mesmo na dúvida não perguntei nada, era coisa de gente GRANDE.. .mas ficava sempre ligado nas con­versas dos adultos, uma vez eu escutei um político cassado fa­lar pra meu pai que Castelo era um bosta. Lembro-me que gostei de escutar aquilo, acho que foi porque ele tinha cassado São Jorge, um dos santos preferidos de Dida, a imagem que eu tinha de Castelo era a pior possível! Mas quando o avião dele explo­diu fiquei com pena, achei até ruim quando soube que aquele político cassado tinha soltado uma caixa de foguetes pra come­morar. Pensei que a revolução tinha morrido com Castelo, aí meu irmão mais velho falou que o exército continuava mandan­do. O exército passou a ser o vilão da minha infância. Além de ter prendido o marido de minha professora, cassou o São Jorge de Dida e o Cosme e Damião de minha mãe. …Leia na íntegra

Brasil das maravilhas

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Publicado por Editor | Colocado em Cultura | Data: 28 jun 2013

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Nando da Costa Lima

Nando C. LimaE a menina caiu na besteira de seguir o coelho até sua toca… Este estava tão preocupado em não perder a hora que andava sempre atrasado. E ela extasiada com o poder resolveu aceitar a herança deixada por reis e rainhas cansadas de aplausos. Um país só para ela explorar, cheio de maravilhas…

O povo estava alegre e a cada dia ficava mais com os presentes, a lista de bolsas miséria os deixava a cada dia mais submissos, alegremente submissos! Um homem de confiança disse coberto de razão, que não havia necessidade de hospitais, onde a felicidade vigorava. Pra quê hospital? Todo mundo morre mesmo! Um ex-atleta que virou piadista falou que não dava pra ter jogo em hospital.

 O povo morreu de rir e sua popularidade aumentou em todo o país, até a menina ficou com ciúmes. O Gato Risonho concordou e ainda completou cinicamente: Precisamos é de circo, o pão e a saúde a gente compra com uma das bolsas. E os monarcas foram tão bondosos com a garota que até os escudeiros de confiança ficaram de herança. …Leia na íntegra

O milagre das pombas

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Publicado por Editor | Colocado em Cultura | Data: 07 jun 2013

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Por Nando da Costa Lima

  Nando C. Lima Eu acredito em milagre…

 Quando aconteceu faltava um ano pra virada do século, foi na “fome de 99”, a estiagem havia torrado o sertão baiano. A miséria era geral, o gado morria por falta de pasto e água, as plantações foram todas queimadas pelo sol. O povo estava em desespero.

 Aqui em Conquista a coisa estava feia, só não tava pior graças ao velho Poço Escuro que nunca secou. Os alimentos remetidos pela vizinhança menos sofrida com a estiagem nunca davam pra suprir as necessidades da população ca­rente de tudo. A fome estava presente em todas as casas hu­mildes. Só os ricos faziam três refeições diárias (mais ou me­nos como hoje). A população estava assustada, com mais um mês de seca nem o Governo do Estado podia contornar a situação. …Leia na íntegra

Liberdade Incondicional

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Publicado por Editor | Colocado em Cultura | Data: 31 maio 2013

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 Por Nando da Costa Lima

 Nando C. LimaEram seis horas da tarde quando o grupo de artistas e intelectuais chegou à casa de Beltrão da Silva, o artista mais festejado da cidade. Ele era completo, pintava, esculpia, entalhava, desenhava e fazia tricô. O pessoal estava ali para conhecer a ultima criação do genial conterrâneo. Ele fazia questão da opinião dos entendidos em primeira mão. Como lá, quem não era artista era crítico de arte, acabava tendo que mostrar suas criações pra cidade toda. Beltrão não estava em casa, mas o pessoal se achava de casa e entrou assim mesmo (artista tem dessa coisas). Numa das salas estava o trabalho, só podia ser aquela beleza de escultura moderna, nada mais parecido com Beltrão que aquela maravilha de escultura…O primeiro a interpretar a obra foi Marileide, psicóloga, e pintora erótica.”É a encarnação da liberdade, nunca ninguém caracterizou tão bem a sensação de estar livre, está absolutamente divino”. Aristarco, poeta, crítico de arte e médico nas horas vagas, concordou e completou -“Pra mim é a oitava maravilha do mundo, além de nos dar a sensação de liberdade, leva-nos a sentir que não existem barreiras intransponíveis, realmente genial”. …Leia na íntegra

À margem da história

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Publicado por Editor | Colocado em Cultura | Data: 23 maio 2013

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 Por nando da Costa Lima

Nando C. LimaO povoado todo esperava a chegada do príncipe, era coisa rara um nobre visitar aquelas para­gens no início do século XIX. O vigário já não se aguentava, ia completar seis horas que não tomava uma, estava sóbrio até aquela hora, porque era o único que tinha formação pra receber uma figura tão ilustre. O príncipe atrasou 3 dias, quando chegou encontrou o pa­dre pisando na bainha da batina, tava tão bêbado que o Vossa Majestade demorou cinco minutos pra sair, quan­do saiu foi acompanhado por uma chuveirada de cuspe que lavou o rosto do visitante. “O bafo indicava que o vigário apreciava bebidas fortes”. Em seguida convidou Vossa Alteza para fazer um bacanal com umas índiazinhas que ele criava — A realeza ficou indignada, recu­sou-se energicamente — O padre ficou meio sem graça, fechou a cara. Mas quando o príncipe, pra mostrar que estava irritado, colocou a mão na cintura e começou a bater o pé, o reverendo animou-se e olhando pra bunda do nobre falou com cara de vitorioso — Se o caso de Vossa Alteza é outro não tem problema, eu também tenho um “indião” só pra pagiar europeu em excursão. Aquilo foi o fim para o nobre visitante, nem quis ficar hospedado na casa daquele tarado, ficou tão nervoso que fez uma carta pro governador esculhanbando com o pa­dre, aqueles não eram modos de receber um estudioso. O príncipe era biólogo, um amante da natureza, estava estudando a fauna, a flora e os costumes dos índios do sudoeste baiano. Como a primeira recepção não foi na­da agradável resolveu seguir viagem antes do tempo e acampar mais adiante. Andaram umas 40 léguas. O no­bre queria distância daquele cachaceiro degenerado, o religioso mais depravado que tinha conhecido na vida. …Leia na íntegra

Laudicéia

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Publicado por Editor | Colocado em Cultura | Data: 17 maio 2013

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Escrito por Nando da Costa Lima

   Nando C. LimaAquela briga estava sendo esperada há muito tempo…,foi em 1919, quando os grupos políticos denominados Peduros e Meletes decidram quem ficaria com o poder atra­vés das armas, um tempo distante onde a palavra era mantida à risca! Os Meletes tinham assumido o poder sobre pressão e que­riam mantê-lo a qualqer custo. Dino Correia já estava em Conquista quando o melete Almirante sacou a pistola e deu alguns tiros pra cima, dizendo que a situação seria resolvida a bala, ele tinha cons­ciência que estava dando início a uma luta que decidiria o destino da política e principalmente do seu pai, o juiz Araújo, um dos líde­res Meletes.

   Coronel Gugé tinha se afastado do cargo de intendente em 1916, seu genro foi nomeado em seu lugar, depois disso a oposi­ção começou criticar a política do sucessor através do jornal ” O CONQUSTENSE”. Os Peduros levaram a melhor nos debates pela imprensa graças ao poeta Maneca Grosso que atacava os meletes pelo jornal “A PALAVRA”. Dino Correia só entrou na briga depois que espancaram seu ex-professor por causa de um artigo dirigido ao Juiz Araújo. Dino ficou muito sentido com a surra que deram em Maneca Grosso e resolveu dar o troco. Maneca era dia­bético e faleceu devido à violência sofrida.E do seu leito de morte, escreveu “Por ti, Conquista, se sofri não nego, nem te renego como sabe Deus, és inocente, não me deste a morte. Mas fora a sorte, fora o fado, adeus….” …Leia na íntegra

O bom de voto

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 11 maio 2013

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Nando da Costa lima
(Escrito nos anos 80)

Nando C. LimaDr. Apolinário Aparecido estava começando sua terceira campanha para deputado estadual, e para convencer o eleitorado que era gente do povo, escolheu a casa mais humilde do bairro pra dar o pontapé inicial no jogo dos votos. Entrou porta adentro e foi logo abrindo o verbo, falou da reforma agrária até as injustiças do governo com os aposentados, só parou quando um dos meninos que estava na sala disse pra ele que não adiantava explicar nada, seu avò era mudo e surdo. Se fosse um candidato inexperiente ficaria sem graça, mas ele não perdeu nem a pose, folgou a gravata, desabotuou o paletó e ficou esperando que o resto da família aparecesse. …Leia na íntegra

Ao Pastor de Estrelas

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Publicado por Editor | Colocado em Cultura | Data: 03 maio 2013

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Por Nando da Costa Lima

Nando C. LimaVejo a vida como um imenso carnaval. Desde que haja entu­siasmo, não é preciso muita habilidade para entrar no ritmo. Os menos habilidosos nascem e morrem, só vivem! Os mais habilidosos continuam vivos mesmos depois da partida, são os pés de vailsa da vida, os que participam desse carnaval com tanta harmo­nia que acabam marcando, pessoas como Íris Geraldo Silveira, o pastor de estrelas, um homem que em 1933 já fazia jornalismo e poesia numa cidade que até hoje não assimila bem este tipo de coisa. Seu Íris era poesia vinte e quatro horas por dia, sua figura era a poesia materializada. Mas venho falar do contador de “causos” Íris Silveira, aquele que se sentia bem em fazer rir, e isto ele conseguia facilmente com histórias bem humoradas como esta que eu ainda menino escutei na casa do também jornalista e historiador Aníbal Lopes Viana. …Leia na íntegra

Contos e Cordel de Nandão (Condeúba 2×0 e Tamanduá)

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Publicado por Editor | Colocado em Cultura | Data: 08 abr 2013

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Escrito por Nando da costa Lima

          CONDEÚBA 2×0

 

Nandão BHugão era o maior trambiqueiro de carga da Bahia, fi­cou famoso como o caminhoneiro que mais enganou fiscal no Estado. Não tinha posto fiscal que ele não ti­vesse passado com carga sem nota. Como sabia que o pessoal da fiscalização sempre foi incomprável, nem tentava subornar dava um jeito de passar por debaixo do pano, sempre tinha um plano que dava certo. Teve uma vez que ele passou mais de 3 mil sacos de feijão sem que o posto notasse, foram várias via­gens. Ele espalhava o feijão no lastro da carroceria e em cima colocava uns dez carregadores fantasiados de romeiro, os peões passavam no posto cantando hinos religiosos, os fiscais nem desconfiavam, mandavam passar direto. …Leia na íntegra

Ficha Limpa (Cordel)

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Publicado por Editor | Colocado em Geral | Data: 24 mar 2013

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Escrito por Nando da Costa Lima

 

Nandão BMaria Brígida

namorava um delinqüente

que devido as circunstâncias

demorava de encontrar

 

Seu namorado

o gatuno Waldemar

quando não estava roubando

tava pensando em roubar …Leia na íntegra

Compatibilidade

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Publicado por Editor | Colocado em Cultura | Data: 16 mar 2013

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 Escrito por Nando da Costa Lima

 Nandão BO prefeito de Remosopólis se espreguiçou na poltrona, deu um peido e ordenou pro secretário: Pode começar

– Tá bom Dr., eu vou ler as fichas e o Sr. escolhe o nome:

 Zé Tenório, suspeito de roubo de carga e exploração de menores.  Mais de dez acusações de estelionato, facilidade pra fazer amizade com políticos de alto escalão. Tenório topa qualquer parada e é advogado formado não sei onde. …Leia na íntegra

“Amô Roxo” (Cordel)

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Publicado por Editor | Colocado em Cultura | Data: 01 mar 2013

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Escrito por Nando da Costa Lima

NandãoA minha noiva

que foi miss primavera

cujo nome é Florisbela

foi pra São Paulo passear

 

Passar uns dias

na casa do primo Estevão

pra conhecer a capital

antes de ir pro altar  …Leia na íntegra

Fato Social e Deus salve a América(Cordel)

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Publicado por Editor | Colocado em Geral | Data: 04 fev 2013

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Por Altamirando Filho (Nando)

 

NandãoEu tava duro

matando cachorro a grito

quando o choro de menino

acabou de me lascar

 

Não é possível

controlar o nervosismo

vendo a fome dando as cartas

vendo criança chorar …Leia na íntegra

Esquizofrenia

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Publicado por Editor | Colocado em Geral | Data: 01 fev 2013

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Por Nando da Costa Lima

NandãoTrancado no calabouço da solidão

tentava controlar mais uma rebelião interior…
Marinheiros fantasmas tramavam motins
em seu pensamento escravizado pelo medo,
os mistérios da mente são tão contundentes…
Até a tortura tem hora marcada!
E o barco do desespero seguiu viagem
com rápidas paradas em portos de paz…
Portos cada vez mais raros ao olhar vago
e sombrio do navegante já cansado de se procurar .

                                                                                       

                                                                               Altamirando Filho

HOJE POR MIM…

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Publicado por Editor | Colocado em Cultura | Data: 30 jan 2013

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Por Nando da Costa Lima

NandãoAqui as coisas sâo bem diferentes, dá até pra pensar no que pas­sou, eu não queria que fosse desse jeito, mas quando a gente co­meça descer não consegue parar, vai até o fundo. Minha infância foi das melhores, tive a felicidade de ter sido criado na roça, vim pra cidade ainda rapazola e fui logo me apaixonando pela boa vida, fiquei obcecado pelas mordomias da cidade grande. Decidi que ti­nha que enriquecer, isso eu não tirava da cabeça. Depois de trabalhar três anos e não conseguir nem me alimentar direito com o salário, vi que estava no caminho errado, honestamente não dava pra ficar rico nem se vivesse mais 500 anos. …Leia na íntegra