No berço do Paraquedas

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Publicado por Editor | Colocado em Geral | Data: 15 dez 2018

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Por Nando da Costa Lima

  O avião todo mundo sabe quem inventou foi Santos Dumont em 1906. E quase todo mundo sabe que por ver sua invenção, criada para encurtar distâncias, sendo usada para tirar vidas humanas na Primeira Grande Guerra, que ele se matou. O que quase ninguém sabe é que o Paraquedas foi inventado antes do avião, e este fato histórico ocorreu aqui em Conquista antes da virada do século. Nossa Conquista ainda era menina…  A igreja ficava abaixo da atual Catedral.Nossas matas eram tão densas que uma única árvore encontrada no Bem-Querer,serviu para todo emadeiramento da igreja. Esta construída em 1806 e demolida em 1932. Ali eram feitas as reuniões dos homens que comandavam a terra. Era um sobrado de dois andares, só que dois andares em uma construção do século XIX correspondiam a uns quatro andares atuais.  As reuniões eram feitas na parte de cima, e graças a isso nossa terra tem o orgulho de ser a mãe do inventor do paraquedas.É que a coisa estava tão feia na Câmara, para variar, tinha um querendo mandar mais que o outro. Isso fez com que fosse marcada uma sessão extraordinária.Essa ocorreu sobre grande tensão, e mesmo antes de realizada gerou grandes transtornos na cidade. Um dos representantes do povo falou na Praça que se não se resolvesse a situação através do diálogo resolveria no porrete. Isso levou o Presidente da Câmara a providenciar dezesseis porretes antecipadamente (um para cada vereador) que ficaram à disposição caso o argumento falhasse. Aquela sessão estava sendo esperada por toda a cidade, todo mundo sabia que o pau ia quebrar. O vigário, sabendo disso, inventou uma viagem a Poções para não ser intermediário daquele bate boca. Enquanto o vigário arrumava a mala, os vereadores se preparavam para o debate e os moradores apostavam. Quem daria a primeira cacetada? Aquilo era o início do desenrolar de um grande fato histórico que passou despercebido à humanidade. Talvez porque na época não tivesse avião,mas se fosse uns cinquenta anos mais pra diante sem dúvida chamaria a atenção do mundo. Conquista perdeu este espaço na história devido a uma questão de tempo.

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Porque viver é bom demais (Cordel)

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 20 Maio 2017

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Por Nando da Costa Lima

Todo mundo vai um dia

Todo mundo um dia vai

Mas na hora da partida

Não tem como dar pra trás

Temos de ficar atentos

Fazendo de cada momento

Uma festa sem lamentos

Pois viver é bom demais! …Leia na íntegra

Lamento do peão de vaquejada (Cordel)

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Publicado por Editor | Colocado em Geral | Data: 26 nov 2016

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Por Nando da Costa Lima

vaquejada-bxQuem dera eu fosse um guerreiro
pra proteger os vaqueiros
desse mundo engravatado
que persegue a tradição

E o peão
triste e desamparado
tira o arreio do seu cavalo Vento
seu parceiro dos bons tempos
e se perde em pensamentos…
E acordado sonhou com a vida
de virar mundo e andar nas vaquejadas
O que fazer se lhe podarem o destino
determinado desde pequenino
de correr boi e ser sempre o primeiro
pra em Serrinha não ser o derradeiro
Hoje já homem
lamenta a triste sina
de ter nascido para ser vaqueiro
Nasceu praquilo
e nada mais importa
Se proibirem ele de correr
vão lhe enterrar antes de morrer

E o vaqueiro vira mais um copo
quase chorando fala pra garrafa:
Sei que os “dotô” gostam de correr
mas se proibirem vão ter o que fazer
só vão sentir… Podem até sofrer!..
Comigo não,
a coisa é diferente
Sem boi na faixa
o pão fica difícil
de que maneira vou sobreviver???
Virgem Maria,
vem me proteger

A solução tá no verbo? (Cordel)

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 03 jun 2016

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Por Nando da Costa Lima

NandoPeguei minha bicicleta
E saí em disparada
Tinha pressa de chegar
Na casa de Waldemar

Eu já tava injuriado
De ver tanta coisa errada
E não entender quase nada
Sobre as regras do poder

Fui pedir a Waldemar
Um autodidata retado
Pra explicar o porquê
De tanta esculhambação

Como era de costume
Respondeu pausadamente:
O que está acontecendo
Eu já estava prevendo …Leia na íntegra

Brasil: Um Estado de Ilusão (Cordel)

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 11 mar 2016

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Por Nando da Costa Lima

NandoQue o País tá muito louco
Isto já faz um tempão
Uma loucura provocada
Por excesso de ladrão

Começou com o Mensalão
Que pegou os guerrilheiros
Todos com as calças nas mãos
Um deputado safado dedurou o esquadrão

Na época o povo pensou
Que as cadeias do Brasil
Iam inchar de tanto ladrão
Mas foi só encenação …Leia na íntegra

São João (Cordel)

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Publicado por Editor | Colocado em Bahia, Sudoeste, Vit. da Conquista | Data: 23 jun 2015

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Por Nando da Costa Lima

São JoãoTudo é bonito
Tudo é muito colorido
Não sei onde esse povo sofrido
acha tanta animação

A festa é boa,
tem gente de todo canto
quem nunca veio se espanta
com os festejos de São João

A meninada fica mais iluminada
como o céu quando estrelado,
e as fogueiras já acesas
aceleram o coração

Sapato novo, camisa quadriculada
e as meninas enfeitadas
dão início às quadrilhas
que fazem tremer o chão

Batata doce sendo assada na fogueira
junto com o milho verde
tem sabor de São João …Leia na íntegra

A miséria humana

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Publicado por Mateus Novais | Colocado em Geral | Data: 29 Maio 2015

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Nando da Costa Lima 

Nando

Tem coisa que a gente escreve há mais de duas décadas e fica torcendo para que as coisas melhorem, mas infelizmente a cada ano fica mais atual… É uma pena! Que pena que nada, a culpa é nossa mesmo que concordamos com tudo de cabeça baixa. A sorte é que ainda existem os religiosos e alguns órgãos filantrópicos realmente sérios, pois se nosso país só dependesse dos tecnocratas nós estaríamos fodidos e meio. Aqui em Conquista viveu uma senhora cujo único erro foi não ter deixado um livro intitulado “A ARTE DE SER GENTE”. O nome dela era Dalva Flores (Santa Dalva). Esta mulher foi um dos maiores exemplos de altruísmo que Conquista teve a sorte de abrigar. ”Salve a Senhora da bondade!”

Como todo desempregado, ele estava ocupadíssimo vendo em média 18 horas de televisão por dia, já havia decorado todos os comerciais, a risada, lembrava um animador de programa de calouros, o andar jogado e o modo de falar eram de um carioca daqueles criados a beira mar (só que ele nunca tinha chegado perto do mar). Acompanhava as novelas de todos os canais, conhecia todos os atores e repórteres pela voz, sem precisar olhar para a TV, sua fiel companheira! Mas naquele dia sua rotina foi quebrada bruscamente, ouviu alguém chamar nervosamente e se escondeu pensando que era um cobrador. Ao notar que a pessoa que chamou estava chorando apressou-se em abrir a porta e foi saber do que se tratava: era o vizinho pedindo uma carona pra levar a esposa ao hospital, ela havia cortado o pulso e o resto do corpo com uma gilete (pobre até na hora de se matar sofre mais, pois não tendo dinheiro pra possuir um revolver, tem que usar gilete ou faca), por ter estourado todos os cartões de crédito e ficado numa situação que não dava nem pra sair na rua. O interessante é que enquanto o povo morre de fome os nossos dirigentes reúnem-se para entrevistar ladrões (CPI) como se estivessem fazendo alguma coisa para a nação, o que pra mim é um caso única e exclusivamente de polícia.

Colocaram a mulher no carro e partiram pro hospital imaginando que seriam atendidos o mais rápido possível, a mulher já estava desfalecida. Na portaria ocorreu o primeiro empecilho: teriam que fazer um depósito, só que se juntassem os bens dos dois não dava pra pagar nem a metade da quantia sugerida. Pediram pra falar com o diretor da casa, este explicou que o depósito era uma norma do hospital, que sem dinheiro ele não poderia fazer absolutamente nada. Foi aí que se lembraram do carro, ao sugerirem deixar o carro como depósito o diretor mudou até o tratamento, dando até uma simpática risada. Mas foi por pouco tempo. Depois que o secretário examinou o veículo e viu que de tão machucado teria que olhar o documento (3 anos atrasado) para saber qual era a marca, fechou novamente a cara e perguntou se eles estavam gozando com a cara dele. Quando sentiram que na portaria não resolveriam nada, tentaram convencer um médico que ia chegando, o Dr. quis logo saber se tinham condições de pagar. Sendo a resposta negativa, o Dr. perguntou se eles achavam que ele tinha conseguido o diploma de graça ou se acharam ele com cara de santo pra sair curando todo mundo sem ganhar nada. Eles responderam que sabiam as dificuldades que uma pessoa enfrenta pra conseguir se formar, mas o problema é que havia um ser humano morrendo. O Dr. sugeriu que eles deviam acabar de matar e deixar ele em paz, eles o lembraram que: “O bem flui pelos canais que ele próprio selecionou”. O médico subjugou o sábio pensamento dizendo que aquilo era conversa pra boi dormir Pediu licença (coisa rara) pois tinha que atender um caso urgentíssimo: o filho de um rico que havia se machucado caindo de um velocípede. E saiu com ar de preocupado.

É claro que nem todos pensam assim, existem os que exercem a profissão porque além da aptidão, gostam do que fazem não pelo que possam ganhar, agem como antigamente quando os médicos encaravam a profissão como uma arte, e além de atenderem qualquer um independente das condições financeiras, exerciam a nobre função de amigos do paciente (ato que tinha mais utilidade que o próprio medicamento). Mas isto fica nos antigamente. Na medicina atual as coisas funcionam mais ou menos como na política, a quantidade de médicos que têm boa vontade com a pobreza é proporcional a de políticos honestos. Ou seja, existem, mas temos que ter paciência para encontra-los. Voltando ao assunto exposto: A “sorte” do marido da suicida e do rapaz que deu a carona foi que ao voltarem pro carro, Deus havia feito sua parte amenizando o sofrimento da mulher. Foram direto pro necrotério. Neste caso nada mais lógico do que a famosa frase: “Ela partiu pra uma melhor” ou “foi para os braços de Cristo”, qualquer uma dessas frases que servem de paliativo pra os que ficam.

Isto em se tratando de atendimento particular ou dos que podem pagar um plano de saúde razoável. Quando se parte para o atendimento público oferecido pelo “governo” a coisa sai do tragicômico para o terror. Juntando a “boa vontade” da maioria dos nossos “doutores” com a política incompetente e inconsequente que rege a saúde pública, nossos hospitais transformaram-se em verdadeiros circos de horrores onde se exibe diariamente, com o máximo requinte, a miséria humana. Os palcos de nossos “teatros” estão cada vez mais dantescos com seus atores SUSpirando de dor. E o “grand finale” não tem culpas nem culpados, o flagelo é quem protagoniza o espetáculo da “vida”. Somos todos uns merdas passíveis a todo tipo de desmando. Reaja, grite, rode a baiana, bote a boca no trombone, não deixe que um ente querido morra a mingua jogado num corredor de hospital, a vida deve continuar. E caso a morte seja iminente, que venha com dignidade.

Erro de cálculo (cordel)

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Publicado por Editor | Colocado em Geral | Data: 04 abr 2015

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NandoPor Nando da Costa Lima

 

Se Deus criou os safados

para o mundo equilibrar

deve ter errado o cálculo

na hora de enviar

veio ladrão demais pra cá…

Acordei todo contente

sonhei num Brasil decente

com tudo dando certeza

que a gente desta vez tava

no bonde dos “ganhadô” …Leia na íntegra

Em Vitória da Conquista, sarau cultural tem temática jovem

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Publicado por Mateus Novais | Colocado em Cultura | Data: 10 jul 2014

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por Mateus Novais

DSC_82882Na próxima semana acontece o 2º Sarau Jovem, em Vitória da Conquista. O evento literário terá declamações e leituras de poemas diversos, intercaladas com canções acústicas, e a participação de escritores e poetas convidados, além dos jovens.

Um dos convidados do evento, que acontece dia 18 de julho, a partir das 18h, na sede da Coordenação da Juventude, é o cordelista local Ailton Dias. Na oportunidade, o “poeta das ruas” – como é conhecido – lançará o livro e o CD intitulados “Contos e Poesias”. Também participará do Sarau, o artista Oséias Oliveira.

A sede da Coordenação da Juventude fica localizada na Avenida Bartolomeu de Gusmão, nº 744, bairro Jurema.

Calundu

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Publicado por Editor | Colocado em Geral, Vit. da Conquista | Data: 30 Maio 2014

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Por Nando da Costa Lima


Nando Este BBE nós ditos racionais, aqueles que tudo que fazemos é esperando algo em troca. Que só gostamos de quem possa nos adiantar de alguma forma. Que só ajudamos quando tem alguém olhando e que este alguém possa contar ou fazer algo por você. Somos todos hipócritas fadados à mediocridade e quando conseguimos dar um passo acima da média passamos a nos achar. A questionar sobrenomes, medir poderes, julgar-se capaz de julgar, criticar e não admitir críticas, persistir nos erros desde que este lhe traga algum tipo de lucro. De chamar de gênios aos que dizem o que nos agradam… Que também são uns merdas que aderem ao status de gênio e sobem em pedestais imaginários. Fama, sucesso, dinheiro eis as metas da grande maioria dos ditos cidadãos de bem. O sonho de consumo da raça. …Leia na íntegra

O pai e o filho

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 20 nov 2013

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Por Nando da Costa Lima

Nando C. Lima

 

– Não pai, o Sr. tá querendo demais, tô fora! Esqueceu o que fizeram no passado quando fui ajudar???

– Mas meu filho, isto está escrito, nós não podemos desprezar a humanidade. Eles agora é que estão precisando de você, garanto que irão recebê-lo de braços abertos…

– Não pai, arranja outro! Tem tanto santo aí sem fazer nada, manda um ou dois…

– Mas o compromisso é seu, é você que eles esperam. Além do mais, eles hoje estão bem mais evoluídos.

– Na primeira vez o senhor falou que a humanidade estava apenas “engatinhando”, e foram estes “bebês” que me pregaram na cruz.

– Quem vê você falando pensa até que estava querendo ficar por lá.

– Não é nada disso, mas pelo tanto que fiz por eles, deveriam pelo menos me deixar partir naturalmente.

– Você está sendo ingrato, a humanidade até hoje lembra e respeita seu sofrimento por eles. Se esqueceu da Semana Santa???

– Eu sei, e isto me agrada até certo ponto. …Leia na íntegra

Lilita

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 19 nov 2013

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Por Nando da Costa Lima

Nando C. LimaEstávamos todos almoçando na sala grande, meu pai comentava com um amigo sobre a poesia de Seu Iris. Ninguém estava prestando atenção na conversa, éramos todos meninos e poesia seria a única coisa que nos desviaria o pensamento do passeio prometido por Tia Amelinha para o próximo domingo, ela iria nos levar no Shangrilá, sítio de Dr. Ubaldino que tinha até piscina, uma raridade na época. Foi quando Lilita entrou porta adentro e foi logo dando uma bronca em minha mãe: “Maria, se esses funcionários tentarem me impedir de entrar novamente eu nunca mais ponho os pés nessa casa”. Depois dirigiu-se a meu pai e continuou a bronca: “Miranda você é um médico e não um carrasco, mude seus funcionários, parece até que é Maria que manda aqui. Manda servir logo meu aperitivo que eu não quero nem almoçar aqui. Vou pra casa de Pedro e Amélia (Seu Pedro e Dona Amélia Morais). Pelo menos lá eu sou mais bem recebida. …Leia na íntegra

Das vaquejadas

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 31 out 2013

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Por Nando da Costa Lima

Nando C. LimaPara Rovilson Narici, o grande cavaleiro da Terra do Frio

Uns dizem que é poesia,

outros falam que é maldade.

Mas vaquejada é paixão!

Um amor que aconteceu

num tempo de apartação.

Um cavalo, uma sela

um chapéu e um gibão.

Tudo isto é poesia

para quem cavalga a vida

tangendo a solidão. …Leia na íntegra

Atrás do Chiclete

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 27 out 2013

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Por Nando da Costa Lima

 

Nando C. Lima   Até parece que foi ontem…

Deusinete e Averaldo, um casal simples que tinha muito em comum, adoravam o carnaval e tinham verdadeira paixão pelo Chiclete com Banana. Essa paixão pelo Chiclete era tão exagerada que eles faziam qualquer negócio pra estarem pre­sentes em qualquer apresentação da banda. Quando souberam que “Béu” estaria em Conquista animando a micareta só fal­taram endoidar, daquela vez eles iriam poder realizar um velho sonho em comum, é que tanto ela como ele pagavamcaro para serem filmados pela TV, trocando um beijo apaixonado atrás do Chiclete com Banana, essa ideia era quase uma obsessão. Dessa vez eles estavam perto de casa, tinha tudo pra dar certo. Antes de começar a festa eles já sabiam todos os locais onde estavam localizadas as câmaras de televisão, só não entraram pro Massicas por­que a grana tava curta. O jeito era seguir o Chiclete de fora das cordas, mas não tinha erro! Dentro ou fora das cordas a televisão não ia deixar passar nada. …Leia na íntegra

“Ai Loviú”

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 25 out 2013

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Por Nando da Costa Lima

 

Nando C. Lima  Mariana já estava passando dos quarenta e ainda não tinha arrumado um casamento, também pudera! A mulher tinha um gênio insuportável. Segundo seu pai: se aquela cascavel não tivesse estudado o veneno seria mais fraco, era no que dava botar mulher pra estudar, fica achando defeito em “tudo” que é homem. Até Dargilan da farmácia ela dispensou porque era vermelho demais e metido a gostoso, só porque tinha um fusca zeroe falava carioca fluentemente! Não foi por falta de pretendente…  Chafik, que não abria a mão nem pra cumprimentar, chegou a mandar umquibe em forma de coração e um buquê de flores de plástico que foi devolvido com um bilhete desaforado – “Eu ainda não morri pra tá ganhando flor de presente, quanto mais de plástico! E odeio bolo de carne”. Sérgio foi mais elegante, mandou um lingerie e um vale exame de fezes permanente pra pretendida, no laboratório do pai. Este ela nem quis responder.  Foram tantos bilhetes desaforados que ela ficou famosa como Mariana do Bilhete Amargo. Mas com o passar do tempo os pretendentes sumiram (mesmo assim ela conservou aquele ar de mulher disputada, só quem a conhecia sabia do seu desespero pra arrumar um noivo, mas este tinha que ser impecável). …Leia na íntegra

Almirante e Iazinha

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 20 out 2013

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Por Nando da Costa Lima

 

Nando C. Lima E o cheiro do perfume usado no passado exalou no presente de quem nem estava lá… Almirante era Melete e Iazinha era Pedura…, eles viveram um grande amor numa das épocas mais conturbadas da história conquistense. Os coronéis estavam em pé de guerra, os grupos políticos apelidados de Meletes e Peduros se atacavam através da imprensa evitando o encontro frontal. Tudo indicava que ocorreria uma grande luta armada, era questão de tempo.

Quando Almirante se apaixonou por Iazinha a briga que os separava não estava tão acirrada, as divergências não eram tão radicais a disputa era mais verbal. Os Peduros se dirigiam aos Meletes através do jornal “A Palavra”, estes se defendiam através do jornal “O Conquistense”. Nesta disputa destacaram-se a erudição do juiz Araújo e a espirituosidade do poeta Maneca Grosso que com muito bom humor tirava a oposição do sério. Foi um dos artigos de Maneca que atiçou ainda mais a situação já inflamada da política, por este artigo ele foi espancado e morreu pouco tempo depois em consequência das pancadas (era diabético). O seu compadre que o acompanhava morreu na emboscada.Iazinha sentiu muito a surra levada pelo professor Maneca, Almirante também sentiu… Sentiram mais ainda porque sabiam que aquilo ia complicar a situação deles como noivos… …Leia na íntegra

Dolores e o Lobisomem

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 18 out 2013

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Por Nando da Costa Lima

 

Nando C. Lima Antes da televisão colocar o Brasil todo pra se comportar e vestir igual, as famílias eram fechadíssimas. O patriarca, por mais safado que fosse, mantinha o moral de pai de família exemplar, educava os filhos com a maior rigidez. As moças da época passavam aperto, “se perder” naquele tempo, era a pior das aventuras, eram expulsas de casa restando-lhes como opção de sobrevivência, a prostituição. Os sedutores, ou fugiam pra São Paulo ou morriam. Mas nem por isso as coisas deixavam de acontecer, e pra que não houvesse expulsão de casa, nem morte dos Dons Ruans, eram inventadas as desculpas mais descaradas. Na maioria dos povoados, as moças quando pulavam a cerca, colocavam a culpa no tarado, isto livrava a cara de muita donzela assanhada, era só falar que o autor da proeza tinha sido um tarado que a família além de ficar com pena, mandava logo a moça ir estudar no Rio, lá o povo era mais aberto. Aqui em Conquista a culpa sempre era do tarado que se escondia no matinho da Escola Normal. Este, por sinal, nunca foi encontrado. …Leia na íntegra

Aparecida

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 12 out 2013

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Por Nando da Costa Lima

 

Nando C. Lima  Aparece Aparecida,

tu que és Santa há de saber

que essa prece é de quem sente

a dor do filho no ventre

morrendo antes de nascer. …Leia na íntegra

Cata-vento

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 11 out 2013

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Por Nando da Costa Lima

Nando C. LimaExistem coisas que conseguem vencer o tempo, passando assim a ser parte da história do local a que elas pertencem. É o caso do sapateiro Moreno (falecido), aquele boneco movido a vento que ficava na porta da sapataria. Desde que me entendi por gente, ele não parava de bater sola, com maior ou com menor intensidade, isto dependia do vento, mas nunca parava, é como se fosse um medidor do tempo, acompanhando as suas gerações e suas atitudes, imparcialmente. Lembro-me dele, quando a zona boêmia era no “magassapo”, ele ficava na esquina, e dali viu muita coisa, amores, assassinatos, brigas e cachaçadas de várias gerações. Era incansável, e sua aparência era imutável, apesar de ter presenciado tanta coisa. Ele viu meninas inocentes entrarem timidamente para vender o corpo e com o tempo transformarem-se em objetos, verdadeiros sacos de pancada para uns, pra outros apenas um escape. …Leia na íntegra

Melhoral, Melhoral

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Publicado por Editor | Colocado em Vit. da Conquista | Data: 29 set 2013

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Por Nando da Costa Lima

 

Nando C. Lima Foi no dia onze de março de 1926, a cidade estava em roupa de gala desde cedo. Mas não era pra menos, às oito horas ia ser inaugurada a “Rádio Clube de Conquista”. A festa prometia ser das boas, quem arrumou tudo foi Pedro de Condeúba, famoso na época por ser um festeiro nato. Encabeçando o programa tinha um jogo entre a seleção de Conquista e o time de Joanópolis. O povo sorria pras paredes, não era todo dia que se ganhava um presente daqueles, um clube de rádio ia evoluir o pessoal uns vinte anos, eles agora iam ficar sabendo de tudo que acontecia lá fora, agora sim entravam no século XX. Isto graças a uma “vaquinha” feita por comerciantes progressistas, foram eles que compraram o aparelho, mas já estavam precisando de um, até Jequié já tinha um! Naquele tempo o rádio era caro e difícil de obter, eram aparelhos enormes cujas antenas com mais de 30 metros tinham que ser presas em postes. Pra você ter uma ideia, a pessoa que ligava e desligava o rádio teve que fazer curso em Salvador, era o operador oficial do aparelho. ÉrzemGrampão foi o escolhido pra operar a máquina, só ele sabia que o botão “on” botava o bicho pra falar e que o do “off” calava o “falante”. Foi destacado um cabo e dois soldados pra zelarem pela segurança do aparelho 24 horas por dia. …Leia na íntegra