Médico que decapitou feto durante parto será último a ser ouvido pela polícia

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Publicado por Mateus Novais | Colocado em Sudoeste | Data: 28 set 2015

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por Mateus Novais

A Polícia Civil de Itapetinga continua investigando o caso da decapitação de um feto morto durante um parto. Segundo o delegado responsável pelo caso, o médico Rubem Moreira e os outros profissionais envolvidos no parto ainda serão intimados para prestar depoimento.

Em entrevista por telefone à TV Aratu, o médico voltou a alegar que tudo foi feito com o intuito de salvar a vida da gestante e que ela não havia feito todos os procedimentos do pré-natal. Confira a matéria de Daniel Silva e Rony Cley:

Médico diz que decapitou cabeça de feto morto para salvar vida de gestante

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Publicado por Mateus Novais | Colocado em Sudoeste | Data: 25 set 2015

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por Mateus Novais

IMG_1642O médico que realizou um parto que terminou com a decapitação da cabeça do feto morto, na cidade de Itapetinga, quebrou o silêncio. Em uma nota publicada na sua conta do Facebook, o obstetra Rubem Moreira apresenta sua versão para o fato e garante que agiu em defesa da vida da gestante.

Em contato com o Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb), nossa redação foi informada que será aberta “uma sindicância para apurar os fatos e tomar as providências cabíveis”.

Nota de Esclarecimento

Por respeito a dor que atinge a todos envolvidos, em especial à família da paciente, venho a publico prestar este esclarecimentos. Ate agora, vinha tratando o caso com a discrição que deve existir sobre toda atuação do profissional de saúde.

Sou pai de 3 filhos, nascido em Itapetinga e tenho quase 40 anos de profissão. Realizo partos durante todo este tempo e tenho amor à medicina.

Há alguns dias fui chamado ao hospital para atender uma gestante que tinha entrado em trabalho de parto dias antes do previsto. Mesmo tendo realizado junto com toda a equipe médica os procedimentos e esforços necessários, não pude evitar que a criança viesse a óbito. A partir daí, procurei a família para informá-los e alertá-los dos riscos que a gestante corria, bem como todas as medidas que poderiam ser requeridas.

Tenho consciência que para aqueles que desconhecem as razões e circunstância que indicaram um procedimento tão extremo sobressai o choque e a dor da família enlutada. Apesar de extremo, este procedimento é existente, é previsto na literatura médica e indicado quando é absolutamente necessário para salvar vidas da gestante.

Deus é testemunha que fizemos o possível para salvar a criança e que na impossibilidade disto, tentamos ao máximo reduzir os impactos desta perda para sua família. O que foi feito era um recurso indispensável e que nos permitiu salvar a gestante.

Por mais que nos esforcemos, nem sempre é permitido a nós profissionais de saúde evitar a dor e o sofrimento daqueles a quem nos prestamos a atender.

Deixo aqui meus sentimentos à família.

Pais acusam médico de decapitar bebê durante parto em Itapetinga

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Publicado por Mateus Novais | Colocado em Sudoeste | Data: 25 set 2015

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Aratu Notícias

bebê-foto-Itapetinga-24-horasFoto: Site Itapetinga 24 horas

O taxista Paulo Cesar Moreira da Silva e sua esposa, Jaqueline Santos Souza Moreira, acusam o médico Rubem Moreira dos Santos de decapitar o seu filho durante parto realizado no dia 06 de setembro. O fato teria acontecido no Hospital Cristo Redentor, no município de Itapetinga. Em entrevista ao site Itapetinga Repórter, Paulo conta que o médico insistiu para que Jaqueline tivesse um parto normal, embora a criança pesasse quase seis quilos. “Eu ouvi de uma enfermeira que o meu filho tinha quase seis quilos. Mesmo sendo leigo nessa área, a gente observa que uma criança de quase seis quilos não tem condição de nascer normal, de maneira alguma”, pontuou.

De acordo com Paulo, a sua esposa afirmou às enfermeiras que não tinha forças para realizar o parto. “Mandaram ela (a esposa) ir ao banheiro. Quando ela voltou, subiram cinco pessoas (entre elas o médico), forçando para a criança nascer…quando forçaram a barriga dela, a cabeça da criança saiu e ela veio a desmaiar”, disse.

Paulo afirma ainda que o médico tentou explicar a situação, mas sempre de maneira fria. “Ele disse que tentou tirar a criança, mas não conseguiu. Ele quebrou as duas clavículas do meu filho. Tentou tirar, mas não conseguiu. Partiu para uma cesariana, mas não conseguiu. E ele falou pra mim, com a maior naturalidade, que isto nunca tinha acontecido em 43 anos de profissão, mas que ele teve de cortar a cabeça do meu filho fora”, relata.

Em nota, a direção da unidade médica informou que afastou o médico de suas atividades. “A coordenação do Hospital Cristo Redentor informa que procedeu ao afastamento do médico responsável pelo parto da Sra. J. S. M. a fim de que sejam apurados os fatos relacionados com o mencionado procedimento. A situação foi levada ao conhecimento da Comissão interna de Ética Médica e ao Conselho Regional de Medicina (Cremeb) para análise e encaminhamento das providências cabíveis. O Hospital Cristo Redentor solidariza-se com as famílias, assegurando o compromisso de dar encaminhamento à apuração dos fatos”.

Já a polícia civil de Itapentinga disse que o caso foi registrado na delegacia do município, assim como o da manicure Adriene de Jesus, cujo bebê morreu sob os cuidados do mesmo profissional dois dias antes. Ela acusa Rubem de negligência. Todos os envolvidos prestarão depoimento a partir da próxima semana. A polícia suspeita que haja outros casos envolvendo o médico, que devem ser comprovados ao longo do processo de investigação.