Para especialistas, reivindicação do atentado de Nice pelo EI é ‘ambígua’

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Publicado por Editor | Colocado em Mundo | Data: 17 jul 2016

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AFP

 Flores
Mulher é amparada ao depositar flores em um memorial improvisado para as vítimas do atentado de 14 de julho em Nice (AFP)
A reivindicação do atentado de Nice pelo Estado Islâmico (EI) é “ambígua”, mas até agora este grupo extremista nunca assumiu a autoria de ataques de forma “oportunista”, asseguram especialistas.

Através de sua agência Amaq, a organização informou que um de seus “soldados” realizou, na quinta-feira à noite, o atentado no qual morreram 84 pessoas, inclusive 10 crianças, nesta cidade da Riviera Francesa.

O massacre foi uma “resposta aos chamados feitos para atacar cidadãos dos países da coalizão que lutam” contra o EI no Iraque e na Síria, acrescentou o comunicado.

A reivindicação “é ambígua e não especifica se (o atentado) foi ordenado ou apenas inspirado nos chamados para atacar a França, feitos pelo EI”, destacou Yves Trotignon, ex-analista dos serviços de inteligência franceses, a DGSE.

David Thomson, especialista em extremismo islâmico, reforçou que no geral o grupo faz uma distinção entre “soldados” e “simpatizantes” em suas reivindicações. …Leia na íntegra

Saiba quem era o homem que jogou um caminhão sobre a multidão na cidade de Nice

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Publicado por Editor | Colocado em Mundo | Data: 16 jul 2016

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da Redação

Com informações da Tribuna da Bahia

CAminhão

Mohamed Lahouaiej Bouhlel, de 31 anos, foi apontado pela polícia da França como o motorista do caminhão de cabine branca que arrastou por dois mil metros, a uma velocidade de 80 km/h, uma multidão que se reunia na Promenade des Anglais, principal avenida de Nice, durante a celebração do feriado do Dia da Bastilha, em 14 de julho.

Com 31 anos de idade, Bouhlel – que foi assassinado pela polícia logo após cometer o massacre – tinha se divorciado da esposa e apresentava instabilidades emocionais, como depressão, de acordo com relatos de pessoas próximas a ele. Nascido na Tunísia, Bouhlel se mudou para a França em 2011 com passaporte francês adquirido graças ao seu matrimônio.

Ele tinha três filhos e seus amigos o descreveram como um homem solitário, não muito religioso, que nem tinha completado o Ramadã neste ano (nono mês do calendário muçulmano, considerado sagrado pelo Islã e marcado pelo jejum do nascer ao pôr-do-sol).

A polícia conseguiu descobrir sua identidade porque seus documentos ficaram no caminhão que ele alugara para usar na noite de ontem, pouco antes do início da tradicional queima de fogos de artifício na orla de Nice. Bouhlel já tinha passagem pela polícia e estava cumprindo, desde março, uma pena em regime aberto por atos violentos e uso de arma de fogo. Mas seu nome nunca apareceu em listas de suspeitos de terrorismo.

“O autor do ataque em Nice é o homem que me agrediu com um taco de baseball. Deveria ficar seis meses na prisão. Onde está a Justiça?”, desabafou Jean-Baptiste Ximenes, vítima de Bouhlel em janeiro, em um post no Facebook. …Leia na íntegra