Operação Lateronis: PF apreende carros, armas e mais de R$ 240 mil

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Publicado por Editor | Colocado em Polícia | Data: 24 nov 2017

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Da Redação


A Polícia Federal (PF) divulgou nesta sexta-feira (24), o balanço da Operação Lateronis, de combate a desvios de recursos públicos na área da educação, principalmente, de transporte escolar, deflagrada nessa quinta (23). De acordo com a PF, durante a ação, foram apreendidos seis carros, 12 computadores, duas armas, R$ 232 mil em cheques e R$ 9.500 em espécie. Além disto, foram cumpridos 13 mandados de prisão, 41 mandados de busca e 13 mandados de medidas cautelares.

Segundo a polícia, o grupo investigado tinha três falsas cooperativas, que concorriam a licitações na área de transporte nos municípios, sobretudo escolar. As investigações apontaram que o grupo obteve cerca de R$ 140 milhões com estes contratos entre os anos de 2010 e 2016. Deste total, os investigados teriam desviado aproximadamente R$ 45 milhões.

Documentos comprobatórios, comprovantes de pagamentos, carimbos, planilhas e cartões bancários de movimentações de outras cooperativas encontradas nos endereços também foram apreendidos.

A operação, que contou com 160 policiais federais e 16 auditores da Controladoria Geral da União (CGU), foi realizada na capital baiana e nas cidades de Barra do Choça, Cândido Sales, Condeúba, Encruzilhada, Ribeirão do Largo, Gandu, Itambé, Jequié, Piripá, Vitória da Conquista, Tanhaçu, Ipirá, Barreiras, Luís Eduardo Magalhães e Formosa do Rio Preto. A ação também foi realizada em Minas Gerais, no município de Mata Verde.

Barra do Choça: PF acionará prefeitura por liberação de alvarás a empresas fantasmas

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Publicado por Editor | Colocado em Polícia | Data: 23 nov 2017

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Da Redação


Como desdobramento da  Operação Lateronis, a Polícia Federal vai acionar o Ministério Público do Estado (MP-BA) para investigar a suspeita de fraudes na liberação de alvarás de empresas em Barra do Choça. Segundo o delegado Rodrigo Kolbe, da PF de Vitória da Conquista, durante as investigações o que chamou a atenção foi a facilidade de empresas fantasmas se instalarem no município.

“Há uma grande tendência dessas empresas fraudadoras de se estabelecer em Barra do Choça. É uma característica que a gente verificou nesta operação. Por isso, vamos oficiar o Ministério Público da região para que verifique como a prefeitura tem liberado esse alvarás de funcionamento dessas empresas. Porque elas não exitem. No mesmo lugar que existia três, existia uma, e depois não existem mais nenhuma”, informou.

Conforme o delegado federal, em uma sede apontada como sendo de uma cooperativa investigada, na verdade funcionava uma empresa de internet. O dono da empresa de internet, acrescenta o delegado, disse que recebia o pagamento do aluguel do ponto em troca de aceitar que o mesmo endereço fosse da cooperativa, o que incluía receber correspondências.

Operação Lateronis: PF prende assessor de deputado federal e ex-prefeito de Ribeirão do Largo

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Publicado por Editor | Colocado em Polícia | Data: 23 nov 2017

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foto: Rafael Gusmão


Durante a coletiva de imprensa concedida nesta quinta (23), a Polícia Federal informou que um assessor de deputado federal e um ex-prefeito de Ribeirão do Largo foram presos na Operação Lateronis. Até o momento, os dois não tiveram a identidade revelada.

Segundo o delegado federal Rodrigo Kolbe, também houve prisões de ex-secretários, ex-vereadores, ex-presidentes de Câmara de Vereadores, ex-assessores de vereadores e servidores públicos. Outros dois ex-prefeitos de municípios da região Sudoeste são investigados e serão ouvidos pela PF a partir de segunda-feira.

De acordo com a PF, cerca de R$ 45 milhões foram desviados. Parte dos valores recebidos pelas cooperativas era repassado para servidores públicos, que corrompiam agentes públicos para fraudar licitações na área de transporte, principalmente transporte escolar, e até para influenciar decisões dos governo.

De acordo com as investigações, o grupo usava a verba desviada também para financiar campanhas políticas como forma de se manterem dominantes no poder. O grupo escolhia, por exemplo, quem seriam os candidatos, e até quem seriam os secretários nomeados pelos prefeitos nos municípios em que o grupo atuava.

Até mesmo a aprovação das contas do município pelas câmaras municipais era decidida pelo grupo. Uma espécie de atuação paralela que influenciava decisões públicas a favor de interesses ligados ao esquema criminoso. Os envolvidos responderão pelos crimes de peculato, organização criminosa, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e fraude à licitação.

PF realiza operação contra grupo que fraudava licitações do transporte escolar até 2016; Conquista está envolvida

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Publicado por Editor | Colocado em Polícia | Data: 23 nov 2017

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Da Redação
foto: Rafael Gusmão


Nesta sexta-feira (23), a Polícia Federal, em conjunto com o Ministério Público Federal (MPF) e a Controladoria Geral da União (CGU), cumpre, nove mandados de prisão preventiva, quatro de prisão temporária, 41 de busca e apreensão, além de 13 de medidas cautelares na Bahia e em Minas Gerais. A ação faz parte da operação Lateronis, que visa desarticular esquema que desviava recursos públicos do transporte escolar no estado.

Os mandados estão sendo cumpridos nas cidades baianas de Barra do Choça, Cândido Sales, Condeúba, Encruzilhada, Ribeirão do Largo, Gandu, Itambé, Jequié, Piripá, Vitória da Conquista, Tanhaçu, Ipirá, Salvador, Barreiras, Luís Eduardo Magalhães e Formosa do Rio Preto. Em Minas Gerais, a operação ocorre na cidade de Mata Verde.

De acordo com levantamento, entre 2010 a 2016, o grupo investigado firmou contratos com 35 municípios da Bahia tendo recebido um total de R$132 milhões nesse período. Desse montante, cerca de R$63 milhões correspondem a recursos federais, sendo R$11 milhões do Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (Pnate) e R$52 milhões do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).

Em entrevista coletiva, a Polícia Federal explicou que o grupo agia em conjunto com agentes políticos e servidores públicos que atuava no direcionamento de licitações de transporte escolar para cooperativas e empresa de fachada. Segundo as investigações, iniciadas em 2013, três falsas cooperativas, que pertenciam a um mesmo grupo, vencedoras de licitações recorrentes, desviavam recursos públicos obtidos através de contratos celebrados com diversos municípios, na área de transporte, sobretudo escolar.

As cooperativas investigadas são a Coopetran (Cooperativa de Transportes Alternativos do Estado da Bahia), a Transcops (Cooperativa de Trabalho dos Profissionais de Transportes Alternativos Especiais), e Transcoob (Cooperativa Mista de Profissionais de Transporte e Consumo do Brasil). De acordo com as investigações, o grupo usava a verba desviada também para financiar campanhas políticas como forma de se manterem dominantes no poder. O grupo escolhia, por exemplo, quem seriam os candidatos, e até quem seriam os secretários nomeados pelos prefeitos nos municípios em que o grupo atuava.